A origem de 8 mitos vampirescos

Publicado em 1.10.2010

O termo “vampiro” não se tornou uma superstição cotidiana até os séculos XVII e XVIII na Europa, porém histórias de vampirismo podem ser rastreadas até os tempos bíblicos, sendo que o primeiro rumor surgiu com Lilith (a serpente que dá a maçã a Eva). Praticamente todo país tem suas próprias lendas e mitos nesse quesito. Qual seria a explicação para tal histeria em massa? De onde surgiram tantas histórias? Conheça a origem de alguns mitos vampirescos a seguir:

1) Estaca no peito

O método mais popular para exterminar vampiros é enfiar uma estaca em seu coração. Muitos países têm referências a esse método, bem como madeiras específicas que devem ser usadas para matar vampiros. Alguns tipos de madeira têm seu simbolismo ligado ao cristianismo. O mito surgiu através da ideia de que a madeira deve ser enfiada na cavidade toráxica para assegurar a deflação de um cadáver inchado, para que ele fosse esvaziado antes de sua transformação em um morto-vivo se completar. Gases saíam do intestino, esôfago e estômago do cadáver, produzindo sons.

2) Morcegos

De fato, morcegos são muito parecidos com vampiros. Eles são noturnos, algumas espécies bebem sangue, e eles têm sentidos agudos de audição e olfato. Porém, na verdade, a descoberta de que alguns morcegos bebem sangue apenas exacerbou o mito do vampiro. No folclore romeno, pensava-se que um morcego, inseto ou outra criatura voadora que passasse por cima de um cadáver, poderia transformá-lo em um “fantasma” (um morto que retorna da sepultura).

3) Cadáveres não-decompostos

Quando a suspeita de vampirismo chegava a uma área, não era incomum que as pessoas exumassem os corpos de seus entes queridos para verificar sinais de um vampiro na sepultura. Segundo a lenda, normalmente, o cadáver de um vampiro parece fresco (ou seja, não avançado no processo de decomposição), suas bochechas são rosadas, os lábios são vermelhos (do que parece ser sangue fresco), e seus cabelos e suas unhas parecem ter continuado a crescer.
Um conhecimento básico em decomposição pode explicar esses sinais. A falta de ar fresco e a temperatura substancialmente mais baixa embaixo da terra podem “preservar” um cadáver, e, portanto, retardar os sinais de decomposição. No caso de cadáveres inchados, o sangue seria empurrado para a superfície da pele, deixando suas bochechas rosadas, lábios vermelhos e até mesmo sangue na boca. Quando o oxigênio atinge o sangue, ele se liga à hemoglobina, mudando sua forma e aparência. Devido à temperatura constante e as condições no subsolo, seria necessário mais tempo para que o sangue secasse e mudasse sua aparência vermelha brilhante. Os cabelos e unhas têm a aparência de continuar crescendo após a morte só à primeira vista. Quando o corpo expira, a perda de umidade na pele faz com que ela recue, dando a ideia de que as unhas e os cabelos cresceram.

4) Presas

Todo mundo conhece o mito dos dentes afiados dos vampiros. Mas eis aqui uma história melhor: “porfiria”, também chamada de doença do vampiro, é uma doença genética recessiva que se caracteriza pela pouquíssima produção de hemoglobina no sangue. Muitos acreditam que ela surgiu como resultado de casamentos entre a nobreza européia. Complicações cutâneas da porfiria incluem fotossensibilidade (sensibilidade à luz), bolhas, comichões e inchaços na pele, anomalias no crescimento de pêlos e cabelo (o que pode explicar os mitos de licantropia), alterações de pigmento na pele, deterioração dos lábios e do nariz e recuo dos tecidos das gengivas e lábios. A aparência de alguém com os lábios e gengivas diminuídos é terrível e assustadora, pois salta os dentes caninos para fora. Na maioria dos países europeus, se uma criança nascia dessa forma, era considerada um vampiro.

5) Falta de reflexo no espelho

Não se refletir nos espelhos é também um sinal revelador de um vampiro. Na verdade, espelhos sempre tiveram importância no folclore, e são associados com a morte. Uma superstição comum na Bulgária, por exemplo, era que se a reflexão de um cadáver fosse mostrada em um espelho, ou se os espelhos não fossem cobertos na presença de um cadáver, havia uma maior probabilidade de que acontecesse outra morte. Era também costume que um cadáver fosse removido de uma casa pela janela, e nunca pela porta da frente, para desestimulá-lo a regressar a casa e reclamar um membro da família. Era também comum o pensamento de que aqueles que sofriam de porfiria abandonaram os espelhos de suas vidas porque não queriam ver seu aspecto macabro.

6) Sensibilidade à luz

O mito de que os vampiros não podem sair na luz e queimam no sol parece ter nascido com a doença porfiria. Os doentes tinham bolhas no corpo, e seus organismos eram incapazes de efetivamente reparar as células de sua pele de danos dos raios ultravioletas. Provavelmente, eles não andavam muito no sol.

7) Aversão a alho

O alho também faz parte do simbolismo clássico do folclore dos vampiros. Por que o alho? Novamente, a porfiria é a culpada por esse mito. O alho contém substâncias químicas que agravam os sintomas da doença, portanto os doentes o evitavam a todo custo. É o mesmo caso de alguém que tem alergias severas. Imagine como seria para essa pessoa andar em um campo de cheio poeira, flores e ervas daninhas?

8 ) Beber sangue

Com certeza é o sinal mais revelador – e famoso – de um vampiro. De novo, podemos culpar esse mito na porfiria. O principal sintoma da doença é uma deficiência de hemoglobina no sangue, então era uma prática comum entre as pessoas doentes beber grandes quantidades de sangue fresco na esperança de que isso proporcionasse o mesmo efeito de quando alguém toma um suplemento para atender a sua necessidade diária de uma vitamina. Embora os doentes, na época, provavelmente não conhecessem os detalhes de sua doença, eles assumiam que ela era uma doença de “sangue ruim”. [Listverse]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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36 Comentários

  1. Essa matéria essa toda errada, pra começar o mito de vampiro surgiu por causa do Dracula, um homem sádico que matava os seus inimigos empalando-os. Quanto a beber sangue, foi por conta de um boato de se espalhou dizendo que o Dracula bebia o sangue de seus servos. Os demais mitos foram criados por escritores com base nessa história. A história do Dracula é muito interessante, se vc gosta da mitologia de vampiros tenho certeza de que vai gostar de conhecer mais da história do verdadeiro Dracula. Também muito interessante é a história de Elisabeth Bathory , a doida que se banhava em sague, e bebia tb.

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    • Vou deixar bem claro que isso é mito gente, pelo amor de Deus, ninguém acredita em vampiro né.. Rsrsrsrs Dracula só era vingativo e Elizabeth uma doida, talvez, acredito eu que esquizofrênica, era uma doente.

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    • errado o primeiro vampiro não foi dracula foi caim.

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  2. Só se sabe que alguém é vampiro quando se encontra um e tem a inteligencia suficiente para descobrir o seu segredo…

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  3. vou falar a verdade o unico jeito de matar um vampiro e Água benta: Como eu já disse ela faz muito mal, não nos mata, porém é como um ácido para os humanos, se você ficar exposto por muito tempo pode se ferrar bonito.
    Crucifixo, cruzes, algumas coisas bentas: A princípio nada de mais além de símbolos, uma coisa que preciso deixar clara é que qualquer tipo de coisa como essas podem sim nos afetar, vai depender de quem estiver usando ou nos atacando, é o que se chama de “fé verdadeira”, algumas pessoas possuem esse dom, não sei de onde vem, mas é mais comum em padres e alguns caçadores de vampiros mais poderosos.
    Estaca: Essa coisa é uma naba, só quem ja teve seu coração perfurado por uma sabe o que ela pode fazer. Se uma estaca atinge nosso coração, ela nos paralisa, não sei o por que disso acontecer, mas ficamos paralisados e não conseguimos nos mexer, como uma boa anestesia geral.
    Bala de prata, espada de prata, o caralho a quatro de prata: Tá achando que eu sou um Lobisomem? Prata não tem nenhum efeito conosco.
    Cortar a cabeça: Ta isso nos mata… E deve doer…
    Sol: Como já disse doi, se ficarmos esposto por mais de alguns segundos, morte na certa.
    Fogo: Mesmo efeito do sol.
    Acho que é isso se eu lembrar de mais alguma coisa eu vou evitar em falar por que não gosto de pensar em morte, sei la quando eu era vivo isso sempre me assustava e continua me assustando. E se pensarmos melhor, eu nem sou tão ruim assim por que você gostaria de me matar???

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  4. Na verdade ´´vampiros existem“,bom não tem super poderes não são mortos vivos nem nada,são pessoas que tem sete especificas doenças que são:AVERSÃO A ALHO,MORDER,AVERSÃO A ESPELHOS,SEDE DE SANGUE,MANIA DE CONTAR TUDO,DENTÕES E MEDO DO SOL.
    Bom eu tenho uma dessas doenças que é eu tenho mania de morder as coisas,pode ser assustador mais meu colega gosta de sangue ui credo,quando uma pessoa sofre dessas 7 doenças ao mesmo tempo,ela praticamente é um vampiro,bom tbm tem outras coisas que não são doenças são só partes de você por exemplo: eu sou muito branco mesmo e não consigo escurecer.
    Bom então quando uma pessoa sofre dessas 7 doenças ao mesmo tempo o que é bem raro,ela pode ser considerada um vampiro.

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  5. Não precisa de muitas palavras pra descrever está doença
    porfiria sintomas da doença:
    Vc vira vampiro.

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  6. ixe eu tenho um amigo que e vampiro, ainda bem que ele e do bem .. nunca mordeu ninguem…

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