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Bioimpressão: vai aí uma orelha nova saída da impressora?

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Por em 22.02.2011 as 22:18

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Impressão tridimensional é uma técnica para fazer objetos sólidos com dispositivos não muito diferentes de uma impressora de computador, criando-os linha por linha, e depois verticalmente camada por camada.

Agora, o próximo passo na revolução da impressão em 3D pode ser imprimir partes do corpo como cartilagem, ossos e até mesmo a pele.

Embora a abordagem da impressão 3D trabalhe com polímeros e plásticos, recentemente as matérias-primas foram se ramificando significativamente. As impressoras foram cooptadas até para fazer comida, experiências biológicas apelidadas de “biotecnologia de garagem”.

Porém, a verdadeira novidade é que a técnica pode ser usada para criar artisticamente novas partes do corpo – a bioimpressão. O objetivo dos pesquisadores é imprimir “pele” diretamente sobre vítimas de queimaduras.

O grupo de cientistas está desenvolvendo um sistema portátil que pode ser levado diretamente até as vítimas. O original do dispositivo é que ele tem um sistema de scanner que identifica a extensão e profundidade da ferida, porque cada ferida é diferente. Essa varredura é convertida em 3D por imagens digitais, que determinam quantas camadas de células então devem ser depositadas para restaurar a configuração normal do tecido lesado.

Segundo os pesquisadores, a motivação do programa é o desenrolamento das guerras no Afeganistão e no Iraque. Até 30% de todas as lesões e mortes que ocorrem a partir da guerra envolvem a pele, e a bioimpressão pode vencer alguns dos desafios que a medicina enfrenta no cuidado de queimaduras.

Durante uma conferência há pouco tempo atrás, o grupo exibiu uma impressora 3D para demonstrar como o projeto é bem estabelecido através da criação de uma orelha.

A exibição começou com um arquivo de computador com as coordenadas 3D de uma imagem escaneada de uma orelha real. Para a demonstração, as células reais que o grupo usaria normalmente foram substituídas por gel de silicone, a fim de bioimprimir a orelha.

A equipe também publicou resultados de bioimpressão de reparo em ossos danificados de animais. Mas o método ainda está em sua infância, e os pesquisadores enfrentam vários obstáculos técnicos.

Segundo os cientistas, alguns tecidos podem ser tratados mais facilmente que outros. A cartilagem, que é amorfa e não tem muita estrutura interna e vascularização, é um ponto de entrada para começar.

A cartilagem tem sido bastante bem sucedida em modelos animais, e seria a primeira coisa utilizada na prática com humanos. A partir disso, aumenta-se a complexidade do tecido, passando para osso ou talvez fígado.

Outro obstáculo é que os tecidos bioimpressos não são fáceis de conectar-se ao resto do tecido real. O que você colocar no corpo tem de estar ligado a vasos sanguíneos, que fornecem sangue e oxigênio. Esse é um dos desafios com tecidos maiores, por exemplo.

Por outro lado, uma das vantagens do uso da impressão informatizada é que você pode criar um tecido de forma mais precisa do que quando você constrói algo manualmente.

Os cientistas acreditam que a bioimpressão vai se tornar uma técnica padrão. A aposta é de que, em 20 anos, a tecnologia seja a principal tendência na área. [BBC]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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5 comentários

  1. Mario /

    EDUARDO QUE MAL GOSTO, AQUILO TA MAIS PRA ELEFANTA OU É ELEFANTE, SE TEM PRESIDENTA ENTÃO TEM ELEFANTA.

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  2. Anderson Dantas /

    O que que ainda falta inventarem.

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  3. Fio /

    Hm… tatuagem 3D quem sabe?

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  4. eduardo /

    Alguém lembra do filme “Mulher nota 1000″? Eu kero imprimir a mulher melancia pra mim…. kkkkkkkkk

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  5. Vicente Alves /

    boto fe

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