6 tecnologias militares assustadoras

Por , em 23.11.2018

As guerras e conflitos incessantes que a humanidade enfrentou durante praticamente toda a sua existência trouxeram avanços inegáveis – pelo menos para a tecnologia militar. Os exércitos mais desenvolvidos do mundo moderno estão desenvolvendo armas incríveis e, por isso mesmo, bastante assustadoras.

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O site Cracked listou as seis armas modernas mais aterrorizantes (e também um pouco estranhas) que estão em desenvolvimento no mundo todo. Se prepare para um tipo totalmente diferente de guerra.

6. O cérebro humano como arma


Controlar um avião fortemente armado ou um veículo blindado com o cérebro, acredite, não é uma realidade tão distante assim. Nós já somos capazes de operar drones por meio do controle da mente, e não é um salto tão grande nos imaginar um dia sendo capazes de controlar helicópteros e máquinas de combate através do poder do pensamento. Especula-se que o treinamento de futuros pilotos pode incluir a cirurgia cerebral como parte do currículo.

Militares chineses, por exemplo, já podem controlar robôs telepaticamente, como mostra o teste abaixo.

Sem surpresas, especialistas estão preocupados com as ramificações éticas e legais inerentes a transformar o cérebro humano em uma arma. Um relatório de 2012 sobre o uso da neurociência para fins policiais e militares já expressava preocupações com a transformação de soldados e funcionários públicos em “super soldados”, com seus cérebros “conectados diretamente a sistemas de armas” e transformando-os em “autômatos amorais e combativos”.

Outra tecnologia militar que envolve o cérebro humano é o aprimoramento cognitivo via estimulação cerebral elétrica. Segundo matéria do jornal The Guardian, isso já está sendo feito pelo exército americano:

“Cientistas militares dos EUA usaram estimuladores cerebrais elétricos para melhorar as habilidades mentais dos funcionários, em pesquisas que visam impulsionar o desempenho de tripulações aéreas, operadores de drones e outros nas funções mais exigentes das forças armadas. Os testes bem-sucedidos dos dispositivos abrem o caminho para que militares sejam conectados em horas críticas de serviço, de modo que os pulsos elétricos possam ser transmitidos para seus cérebros para melhorar sua eficácia em situações de alta pressão”, afirma o texto.

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Essa área da ciência poderia definitivamente ser um enorme avanço para nossa espécie. No entanto, há muito receio de como isso pode ser usado pelos governos do mundo.

5. Armas eletromagnéticas


As guerras do futuro poderão parecer filmes de ficção científica também por causa das armas eletromagnéticas. Elas estão sendo desenvolvidas e devem revolucionar eventuais batalhas. A China, por exemplo, está desenvolvendo canhões eletromagnéticos para seus navios de guerra. As armas chinesas usam campos eletromagnéticos em vez de pólvora para enviar projéteis pelo ar.

Os EUA, obviamente, estão desenvolvendo suas próprias armas eletromagnéticas para não ficar atrás dos chineses, tecnologicamente falando. “[Estamos] totalmente investindo em uma arma eletromagnética; continuamos a testá-la. Nós demonstramos isso com taxas de disparo mais baixas e alcances mais curtos. Agora temos que fazer a engenharia para, de certa forma, fazê-la chegar nas taxas de disparo designadas, na faixa de 80 a 100 milhas (130km a 160 km)”, afirma no texto do Cracked o almirante John Richardson, chefe de operações navais da marinha americana.

Enquanto isso, a Rússia já tem um canhão magnético que penetra em qualquer tipo de barreira ou obstáculo, tão poderoso que pode disparar projéteis a 3 quilômetros por segundo, rápido o suficiente para rasgar qualquer tipo de armadura existente atualmente.

4. Balas orientadas


Pouca coisa pode ser mais aterrorizante no campo da tecnologia militar do que balas que podem ser redirecionadas no meio do caminho até o alvo, e elas já estão entre nós.

O programa EXACTO, da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa) dos EUA, tem sido desenvolvido por anos, e é responsável pelas “balas inteligentes”. Segundo eles, o sistema torna possível “contrapor-se aos efeitos ambientais, como ventos cruzados e densidade do ar, e processar alvos fixos e móveis, ao mesmo tempo em que aprimoram o atirador”.

A Marinha americana, para acompanhar seus companheiros na terra, também está desenvolvendo sua própria munição inteligente, que deve estar operacional ainda este ano. Para se proteger de múltiplas ameaças que chegam ao mesmo tempo, o sistema MAD-FIRES foi projetado para ser um “projétil de médio calibre que combinaria a orientação e a precisão de mísseis com a velocidade, capacidade de fogo rápido e grande capacidade de munição de balas de médio calibre”.

3. Guerras espaciais


A Casa Branca anunciou recentemente um novo ramo das forças armadas americanas: a Força Espacial. Na verda, tecnologia para destruir ou tornar inoperantes satélites inimigos já estão disponíveis. Elas variam entre mísseis que a China e a Rússia já testaram e esperam tornar operacionais no futuro próximo até um projeto de armas terrestres chamado THEL (Tactical High Energy Lasers) nas quais os EUA e Israel estão trabalhando em conjunto.

O sistema THEL é um laser químico à base de fluoreto de deutério que pode temporariamente “cegar” satélites – sem nenhuma surpresa, a Rússia e a China também estão desenvolvendo sistemas parecidos.

Mas talvez a perspectiva mais assustadora no campo da guerra por satélites não venha da tecnologia de ponta, mas sim do oposto. Por décadas, os especialistas têm se preocupado com o “Efeito Kessler”, que afirma que todo o lixo acumulado no espaço que está flutuando em uma órbita baixa vai, eventualmente, se tornar um grande problema. O lixo espacial poderia rapidamente atingir massa crítica se um simples e velho míssil balístico, que poderia ser disparado por qualquer país, causasse uma reação em cadeia.

2. Soldados cada vez mais parecidos com stormtroopers

Sun Tzu disse que metade da batalha é parecer melhor do que seu oponente, e muitos exércitos modernos estão levando isso a sério. Em 2013, Taiwan implementou a armadura acima para suas forças especiais, como parte de uma missão da ONU para fornecer segurança contra ataques de facão em Camp Crystal Lake.

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Mas embora as máscaras de Taiwan tenham sido projetadas para desviar projéteis, elas não se comparam em termos de tecnologia com a armadura de combate no vídeo acima que a Rússia planeja ter pronta para batalha em apenas alguns anos.

Um exoesqueleto motorizado, o design parece saído diretamente dos últimos filmes da franquia Star Wars, assim como o modelo TALOS, do Pentágono americano, abaixo.

1. A arte de confundir robôs


Apesar de todos estes avanços e armas aterrorizantes, os robôs desenvolvidos por enquanto para as guerras do futuro ainda não são exatamente um primor de inteligência.

O objetivo final das pesquisas militares é obter sistemas de armas que não precisem de seres humanos, mas Geoff Manaugh, um teórico de infra-estrutura, explica como a contramedida mais eficaz contra os robôs agressores pode ser simplesmente “redesenhar sua cidade, até o interior de sua própria casa, de tal forma que a visão da máquina seja constantemente confundida”.

Coisas como tecidos absorventes de luz, emissores de fumaça e algo tão básico quanto uma preponderância de espelhos podem atrapalhar o aparato sensorial de uma máquina. Talvez seja uma questão de tempo para que a tecnologia evolua e não haja mais barreiras para robôs militares assassinos, mas por enquanto estas estratégias podem pará-los.

Enquanto isso, grupos de direitos humanos já estão preocupados com essa possível ameaça. “É necessária uma ação urgente para proibir preventivamente armas robóticas letais que seriam capazes de selecionar e atacar alvos sem qualquer intervenção humana”, afirma a organização não-governamental internacional Human Rights Watch em um comunicado divulgando sua campanha para acabar com os robôs assassinos. [Cracked]

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