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Raro anfíbio bizarro é descoberto em Porto Velho

Por em 2.08.2012 as 1:00

Atretochoana eiselti é o nome do bicho, e ele tem todo o jeitão de cobra, mas não é. Trata-se de um anfíbio; ou seja, o animal é parente da salamandra, do sapo e da perereca, e não de serpentes e répteis em gerais.

Apelidado de “cobra mole”, ele é muito pouco conhecido. Sua descoberta no rio Madeira, mais precisamente no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, é importante por que os biólogos podem definir o habitat do animal, que já havia sido encontrado algum tempo atrás.

Agora, os biólogos acreditam que ele pode ser encontrado desde a foz do Amazonas até a Bolívia, em todo o rio Madeiras.

Ser parente de sapos e pererecas e não ter pernas não é a única esquisitisse da cobra mole. Ela também não tem pulmões, o que desbanca a salamandra do posto de único anfíbio tetrápode sem pulmões, e tem a cabeça achatada, dando ao bicho um aspecto muito estranho.

As informações sobre ele ainda são poucas. Embora tenha sido mais comum no passado (parece que as crianças chamavam o bicho de “cobra cega”), até 1996 só se conhecia um exemplar, que fica em um museu em Viena (Áustria). Em 1996, foi encontrado outro exemplar guardado no Museu de Brasília, mas sem identificação alguma que indicasse quando e onde ele havia sido coletado. Como o museu havia sido inaugurado em 1961 e possui poucos espécimes de fora do Brasil, acreditava-se que ele havia sido coletado 10 anos antes próximo de Brasília. Com a descoberta de seis exemplares em dezembro de 2011, e mais dois em janeiro de 2012, além de mais um exemplar em fevereiro (desta vez na foz do Rio Amazonas), os cientistas têm mais exemplares para estudar e compreender esta espécie tão pitoresca.

A descoberta foi feita pelo biólogo Juliano Tupan Coragem e a equipe que trabalha na Usina Hidrelétrica Santo Antônio. Os exemplares estavam no fundo do leito original do rio. Apesar da descoberta ter sido feita em dezembro, a validação científica da descoberta aconteceu em julho, com a publicação de um artigo. [G1, Museu Paraense Emílio Goeldi Ciências Naturais, Superinteressante 1996, Museu de História Natural em Londres]

Cesar Grossmann é formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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7 comentários

  1. Essse bichos existem em todo território brasileiro, somente os caras que se dizem cientista é que desconhecem isso! a isto eu chamo de falta cultura brasileira, é tão facil conhecer o que os outros países tem e desconhecer a grandeza do nosso país continental e o que ele contém.

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  2. nikapinika /

    Parece uma língua.

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    • Ei cientistas! vem para petrópolis R.J. Aqui é normal achar esses bichos quando estamos cavando buracos em areas úmidas da região serrana, querem achar os bichos no meio do deserto rrsrsrs!

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    • Meio do deserto?
      Tá doido?
      O rio Madeira é tão grande que para atravessá-lo de balsa em alguns pontos demora meia hora.
      Em Porto Velho chove o ano inteiro, e no final do ano chove todos os dias.
      Antes de mais nada, já morei lá, e já morei em Petrópolis também, por acaso.

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  3. Bizarro!

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  4. cobra cega??? ja ouvi falar desse bicho mas achei que era da terra… falava-se muito em cobra-cega na minha cidade…

    e q bichinho feio esse hein… kkk

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  5. Clauton Leal /

    ele parece um pênis :o

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