
Os buracos negros não podem ser observados diretamente, pois tem uma atração gravitacional tão poderosa que absorvem a própria luz. Mas eles podem ser detectados através dos objetos que são afetados por este campo gravitacional, ou horizonte de eventos. Objetos que estão entrando no buraco negro emitem uma poderosa radiação, pois aceleram quase à velocidade da luz e se superaquecem.
“Esse ambiente deveria ser muito bagunçado e complicado, mas toda a matéria que está fluindo para buracos negros tem a mesma aparência, não importando o quão massivo ele seja”, disse Barry McKernan, professor da Universidade Municipal de Nova York.
Barry e seus colegas analisaram os dados de 245 núcleos de galáxias com seus colossais buracos negros no interior. Estes buracos negros se alimentam de gás que penetra e pode emitir uma poderosa radiação que brilha com a energia de bilhões de estrelas. Os buracos negros estudados pesavam entre 1 e 100 milhões de vezes a massa do nosso Sol.
Os pesquisadores mediram especificamente os raios X e a luz infravermelha ao redor destes buracos negros para testar a hipótese sobre a relação entre estes dois tipos de radiação. Eles sabem que os raios X deveriam vir do material próximo ao buraco negro e o infravermelho do material aquecido que está mais distante.
Estes padrões permitiram que os pesquisadores soubessem se estavam olhando diretamente para a parte frontal do buraco negro ou para um buraco negro que estaria de lado.
Ao comparar a proporção de raios X em comparação com o infravermelho vindo ao redor do buraco negro, Barry e seus colegas descobriram indiretamente como o material pode se distribuir ao redor do buraco negro. Após comparar os dados dos buracos negros que estavam de lado com os que estavam sendo observados de frente a equipe descobriu que 90% dos núcleos de galáxias ativos que estavam de frente basicamente tem a mesma proporção de raios X e infravermelho.
Eles concluÃram que não importa o tamanho do buraco negro, o material que o rodeia tomou a forma de uma rosquinha com um buraco — o buraco negro — no meio.
“Agora nós sabemos que todos eles têm a aparência de um donut e o mesmo tipo de donut também. A falta de variedade desapontaria Homer Simpson”, disse Barry. [Live Science]
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