Cientistas tiram nova medida do ponto mais profundo do oceano

Publicado em 8.12.2011

Um novo sistema de sondas submarinas, que emitem raios rentes à superfície do fundo do oceano, permitiu à Marinha dos EUA medir os pontos mais profundos da Terra com precisão jamais alcançada antes. A Fossa das Marianas (depressão no Oceano Pacífico e ponto mais baixo conhecido pelo homem), de acordo com a pesquisa, alcança a profundidade de 10.994 metros.

A medição foi feita por parte do governo americano, com interesses políticos e econômicos além dos meramente científicos. As técnicas usadas no levantamento, contudo, abrem novas perspectivas para mapeamentos do fundo do mar. A nova tecnologia é baseada em emissão e recepção de feixes de raios por parte dos equipamentos, o que proporciona uma margem de erro inferior a 40 metros.

A Fossa das Marianas é uma área rebaixada do Oceano Pacífico, como se fosse a parte mais funda de uma piscina. Ela se estende por 2.500 quilômetros, ocupando uma área que está inteiramente a mais de dez mil metros abaixo do nível do mar.

A diferença de profundidade, entre certas regiões do oceano, implica em algumas consequências ainda não compreendidas totalmente pelos pesquisadores. Cientistas afirmam, por exemplo, que o surgimento de grandes terremotos e tsunamis pode estar ligado ao choque entre determinadas profundidades além da zona abissal (mais de seis mil metros abaixo do nível do mar).

Nenhum ser humano na história, até hoje, alcançou exatamente o ponto de maior profundidade. Em 1960, dois desbravadores americanos ingressaram na região “macro” da Fossa das Marianas, onde a profundidade já ultrapassava dez mil metros.

Mas a pesquisa não fez muitas descobertas fundamentais por falta de mapeamento adequado e equipamentos modernos que os auxiliassem em medições. Os cientistas garantem, no entanto, que uma nova expedição pode trazer resultados muito mais expressivos. Segundo os pesquisadores, é necessário conhecer melhor o fundo do mar. [BBC]

Autor: Stephanie D’Ornelas

É estudante de jornalismo, adora um café e um bom livro. Curte ciência, arte, culturas e escrever, mesmo que sejam poesias para guardar na gaveta.

Quer copiar nosso texto? Siga estas simples instruções e evite transtornos.
Compartilhe este artigo

6 Comentários

  1. Se em pouca parte da superficie terrestre já foi possível encontrar muitos fósseis e dicas do passado do mundo. O que será que os fundos dos imensos oceanos ainda não nos irão revelar sobre o passado?

    Apesar do impacto ambiental, eu sou muito a favor de haja um grande movimento de pesquisa e expedições, sobretudo arqueológico, sobre os fundos dos mares. Inclusive escavações.

    Thumb up 13
  2. Tentamos tanto fazer novas descobertas sobre o universo, novos planetas, etc. que nem nos damos conta de que o nosso próprio planeta ainda tem muito a ser exlorado. Não que isso está errado, mas é para refletirmos que o homem já enviou a Voyager 1 à 120 UA de distancia da Terra e ainda existem mistérios a simples 10.000 de profundidade. Isso é intrigante.

    Thumb up 8
  3. Deve ser um lugar escuro e provavelmente extremamente frio, a pressão é tão alta que fica difícil uma expedição até lá.

    Thumb up 8
    • Sim, mas já houve uma em 1960.

      Trecho da wikipédia: “O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo “Trieste”, da marinha estadunidense tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.”

      Thumb up 5
  4. Realmente se existir muita vida numa profundidade dessa… Deve ter coisas muito medonhas la… Qnt eh a pressão a 10km de profundidade?? Soh monstros realmente bizarros pra conseguir aguentar uma pressão tão alta, neh não?

    Thumb up 10
  5. Deve ter criaturas maravilhosas lá embaixo…

    Seria excitante estudar o “fundo” do fundo do mar!

    Kkk

    Thumb up 24

Envie um comentário