
Pesquisas anteriores mostram que imaginar ações causam as mesmas reações do que se realmente estivéssemos pondo o que pensamos em prática. Ficamos enjoados ao imaginar-nos comendo algo nojento, por exemplo. Geralmente fazemos uma cara de nojo, mesmo que não tenhamos ingerido nada.
Participantes de um último estudo foram apresentados a uma história sobre um garçom que estava cercado de comidas deliciosas, mas não podia experimentar nenhuma delas, ou seria demitido. Metade dos voluntários deveria se imaginar no lugar do garçom e a outra deveria apenas ler a história.
Depois os participantes foram submetidos a testes de memória e jogos de palavras e, por fim, foram expostos a uma série de itens que, em teoria, poderiam ser comprados por eles. A tarefa deles era dizer o quanto eles pagariam por cada item.
Os resultados mostram que aqueles que se imaginaram no lugar do garçom estavam dispostos a gastar mais dinheiro nos itens – eles haviam excedido sua capacidade de auto-controle, e ficar sem “freios” os levaria a gastar mais dinheiro. Esse grupo também foi pior nos testes de memória e nos jogos de palavras.
Essas descobertas mostram que podemos “gastar” nossa capacidade de auto-controle simplesmente imaginando situações. Os autores acrescentam que, imaginar outra pessoa tentando controlar suas emoções, pode nos levar a crises de auto-controle – e essas crises podem ser catastróficas, como policiais agindo sem pensar, por estarem no limite de seu poder de auto-controle. [Science Daily]
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