5 Mitos derrubados sobre os Gays

Por , em 12.05.2010

Alguns conceitos sobre homossexualidade encontram grande aceitação entre as pessoas.

Para contar algumas verdades e esclarecer a população, este artigo vem derrubar cinco mitos a respeito dos homossexuais.

Você pode descobrir coisas que sempre imaginou serem diferentes.

1 – Não é natural

Há quem conteste o homossexualidade por dizer que não é parte da natureza, já que não existem animais gays. Mentira. Animais como pinguim, golfinho, bisão, cisne, girafa e chimpanzé são apenas alguns exemplos de animais que praticam relações homossexuais.

Isso derruba outro senso comum, de que os animais só fazem sexo para reprodução. O que ainda intriga os cientistas é o motivo. As teorias mais aceitas dizem que o relacionamento de animais do mesmo sexo ajuda a fortalecer laços sociais.

2 – Relacionamentos gays não duram

Geralmente, se tem essa ideia. Ou pelo menos que eles não duram tanto quanto as relações heterossexuais. Algumas teorias psicológicas afirmam que é justamente o preconceito das outras pessoas e a dificuldade de reconhecimento legal que levam os casais homossexuais a desejarem fortalecer um relacionamento.

Um estudo da Universidade de Washington acompanhou casais gays por um período de doze anos, e constatou que um a cada cinco casais romperam a relação, taxa inferior à de divórcios no mesmo período.

3- A maioria dos pedófilos são gays

Essa é uma questão delicada, já que pedofilia é um dos poucos assuntos no mundo em que há unanimidade: ninguém defende publicamente a pedofilia. Quando se trata de traçar um perfil do pedófilo, alguns imaginam uma compulsão a desejos homossexuais. Um instituto de Psiquiatria no Canadá fez um estudo com gays para descobrir se havia alguma ligação entre as duas coisas. Os cientistas chamaram homens homo e outros heterossexuais, lhes mostraram fotos de crianças e mediram sua excitação sexual. Os homossexuais não reagiram mais fortemente à imagem de meninos do que os heteros à de meninas.

Um outro estudo, da Universidade do Colorado, analisou 269 casos de abuso infantil. 82% dos casos foram iniciativa de adultos heterossexuais, e os 18% restantes ficaram divididos entre homens gays e lésbicas. De lambuja, o estudo afirmou concluir que homossexuais tendem a resolver conflitos mais facilmente.

4 – Casais gays não são bons como pais ou mães

Uma ideia que envolve legalidade, já que a justiça da esmagadora maioria dos países proíbe o casamento homossexual, também não se mostrou verdadeira. Muitos fazem fileiras contra o casamento gay porque não admitem a possibilidade de que eles possam formar uma família.

Estudos analisaram alguns quesitos com os filhos de casais. 90 adolescentes foram analisados, por exemplo, na escola, e a média de nota foi superior em filhos de casal homossexual. O estudo mostrou também que não há entre filhos de casal homossexual tendência nenhuma para entrar em delinquência juvenil, que ás vezes é relacionada a revoltas ou traumas de infância. A conclusão do estudo, de que não há mal nenhum em que casais gays criem filhos, foi publicada em uma revista norte-americana em fevereiro deste ano.

5 – Ser gay é uma escolha

Esta aqui pode causar a maior surpresa: um estudo afirma que o homossexualidade não é uma escolha, é genético! Um estudo da Universidade McMaster, em Ontario (Canadá). Entenda: a pesquisa analisou gêmeos univitelinos ( gêmeos idênticos em que todos os genes são compartilhados), com gêmeos bi vitelinos (chamados de gêmeos fraternos, onde apenas 50% dos genes são iguais). Observou-se que os gêmeos idênticos estão mais propensos a ter a mesma orientação sexual – seja ela qual for – do que os gêmeos fraternos. Ou seja, na maioria dos gêmeos idênticos, se um deles é gay, o outro também o será, ou seja, está no gene.

O estudo também achou outras possíveis causas para a homossexualidade. Uma delas, curiosa, é a exposição hormonal do feto dentro do útero durante a gravidez. E há particularidades no organismo de indivíduos sexuais, tais como diferenças no sistema nervoso central. E uma surpreendente, que caracteriza os gays pelo formato da orelha! [Live Science]

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8 comentários

  • DHY:

    Eu discordo plenamente de todos que são preconceituosos. eu SOU BI!!!! Seja pela genética, ou pela opção, sou muito feliz, e não me importo com o que os outros pensam

  • Marcos:

    Oi Soraia, tudo bem ?
    Concordo com voce: “normalidade” é um conceito meio abstrato e totalmente relativo. No comentário que fiz acerca do relacionamento entre animais, o normal, por exemplo, seria a relação macho X fêmea. Já com os humanos, a normalidade depende da cultura de cada povo, de sua religiosidade, etc.
    O programa Tabu é muito interessante e uma fonte de conhecimento, assim como todas as produções do NatGeo e do Discovery. Aproveitem-no, pois …
    Abraços

  • Ezio:

    Sempre acreditei e acredito que todos os seres nascem com um pacote fechado para fazer o turismo aquí no planeta Terra. Alguns adquirem o pacote fechado com direito a ir e curtir vários espaços, outros com pacotes lights não podem ir além do que lhe é oferecido. Para aqueles que vieram visitar o planeta com o pacote completo não significa que tenha que visitar todas as áreas oferecidas. É necessário discernimento e a consciência é que vai lhe determinar isto.
    Acontece que somos muito influenciados pelo meio e o meio é que faz o caráter. As escolhas que optamos sempre tem a ver com o meio, é produto dele. Até completar a maioridade, um cérebro não tem todos os neurônios conectados e essas concecções vão acontecendo e formando o indivíduo com todas suas caracterísitcas. Queira ou não, somos movidos e formados pelo movimento social, pelo modismo, pelas companhias, pelos assuntos que rolam nos grupos.
    Deus não têm gênero e somos a Sua semelhança, mas, Ele criou o gênero e deu o livre arbítrio para os seres viverem conformes suas vontades.
    Um exemplo que podemos observar é a companhia que os jovens optam para o convívio social. Dalí saem o que o grupo propõe. Temos tudo em nosso subsconsciente e colocamos aquilo que é ético ou não para o consciente que com certeza fará o julgamento e colocará em prática o que o meio lhe oferecer.

  • José:

    Em primeiro lugar, a palavra HOMOSEXUALISMO não existe mais, Ok?
    ISMO = Doença, e está provado que ser gay não é doença!

    Segundo, é obvio que está nos genes…Como o exemplo de alguns comentários aqui, a menina é criada no meio de mulheres ‘peruas’ e se torna homossexual, quer dizer…Não seria uma escolha lógica, é mais forte que ela..

    Que sujeito, em sã conciencia escolheria ser gay em uma sociedade cheia de preconceito, onde só iria sofrer até ser aceito?
    É muito mais fácil se esconder a vida inteira no armário, casar, ter filhos e ‘trair’ a esposa, correto? Ter uma vida de mentirinha…

    Sobre os animais, acredito que seja por prazer sim..

    P.S: O fato de defender a opinião aqui, não quer dizer que sou gay, só que acredito que todos merecem respeito, independente da sexualidade
    🙂

  • Geraldo:

    E Deus não disse:
    ” Adão de sua costela criarei o Ivo”

  • Edu:

    Mulher é uma coisa tão boa. Duvido que alguem ia querer dar o fiofó por opção. Com certeza isso é algum problema ou genético ou hormonal na hora da formação do feto.
    Muito boa a matéria, mas deviam ter explicado melhor esta questão das “orelhas”. Vou ficar esperto agora com quem tem orelha difertente…rs

  • Soraia:

    Olá !
    Sou mãe de uma linda adolescente de 15 anos, Portadora de Altas Habilidades e lésbica.
    Aos dos 2 ou 3 anos de idade, tínhamos a clara impressão de que estávamos diante de uma criança gay.
    Raramente comentávamos, parece que temíamos que ao verbalizar, a impressão se tornaria realidade, mas todos sabíamos.
    Mais, esta menina foi criada em uma casa só de mulheres, eu e mais duas filhas, “peruas” com uma diferença de idade muito grande , a famosa “raspa de tacho”.
    Assim que conheceu o poder da palavra “não”, nunca mais usou vestidos, bonecas e afins.
    Quando ganhava bonecas, ficávamos observando o ritual das “Barbies guilhotinadas”
    Eu não poderia ter outra atitude, senão a de aceitação de sua diferença, aliás, mais uma entre outras.
    As vezes me sentia meio culpada por não ter dificultado esta opção sexual, e me alegrei ao ler o artigo e os comentários, pois só confirmou oque eu achava, minha filha nasceu gay.

    Achei interessante o comentário sobre o formato das orelhas, queria muito mais informações, pesquizei no google mas não obtive sucesso ainda, incrivelmente o formato da orelha da minha filha é diferente. Até brincávamos sobre este assunto, dizendo que pelo motivo de os pais sermos mais velhos, na concepçao, o genezinho responsável por terminar o formato da orelha do bebê estava muito cansado para construir a última curvinha !

    Abraços.

  • Adrielle Lopes:

    Fantástico! Isso mostra que homofobia é preconceito! E eu estou cansada de tantos preconceitos…isso é ignorância, vamos conhecer primeiro para depois dar o nosso parecer! ^^

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