Foto: Cygnus X vista pelo Observatório Herschel

Publicado em 20.05.2012

O Observatório Espacial Herschel, da agência espacial européia (ESA), capturou uma imagem em infravermelho de Cygnus X, uma das mais próximas regiões de formação massiva de estrelas no plano da nossa galáxia, a Via Láctea.

A região retrata o grupo estelar massivo conhecido como associação Cygnus OB2. Mas estas estrelas se tornam mais evidentes pela região em torno delas, que sofreu uma “limpeza” causada pelos ventos estelares e radiações emitidas por elas, que está no meio, em baixo na foto, e não são detecados pelos instrumentos do Herschel que trabalham com comprimentos longos de infravermelho.

Cygnus X está na constelação do Cisne (cygnus é cisne em latim), a cerca de 4.500 anos-luz de distância, e o berço de estrelas de lá já foi assunto de matérias no Hyperscience, bem como o buraco negro de Cygnus X. Na distância de 4.500 anos-luz, a largura que a imagem capta é de aproximadamente 500 anos-luz. Um ano-luz equivale a cerca de 9,46 trilhões de quilômetros.

A imagem acima é o que chamamos de “imagem em falsas cores”. Afinal de contas, qual é a cor do infravermelho? Para visualizar a imagem em infravermelho, os astrônomos usam uma outra cor para substituir o infravermelho nas imagens. Este mesmo processo é usado para imagens em ultravioleta, raio-X e raio gama.[NASA]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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5 Comentários

  1. Essas regiões de grupos altamente energéticas e massivas de formação de estrelas, um bestial cenário de nascimento e morte (muitas estrelas nascem tão massivas que viram supernovas em poucos milhões de anos), são chamadas Complexos.
    Alguns dos mais interessantes são o Complexo de Carina, onde fica a poderosa estrela Eta Carina, o Complexo Touro-Auriga e o Complexo Tarântula, ou 30 Douradus, este fica em outra galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães, e é tão gigantesco que mesmo estando a 180.000 anos luz, da pra ver a olho nu. Seu brilho chega a rivalizar com o da Nebulosa de Órion, que está 100 vezes mais próxima de nós.

    Thumb up 2
  2. Que linda imagem. Se morrer significasse conhecer as maravilhas do universo, eu não pensaria duas vezes.

    Thumb up 9
    • Engraçado você dizer isso! É que eu não consigo deixar de acreditar que um dia vou (ou vamos, quem quiser também) saber de bem mais coisas, seja em “outras vidas”, seja no aclamado “paraíso”, seja de qualquer outro modo que as pessoas ainda nem imaginaram.

      Já assisti incontáveis filmes de ficção científica, mas teve um que, sem nenhuma extravagância de efeitos áudio-visuais, sem teorias complicadas nem uma explicação utópica para todos os detalhes do universo, conseguiu passar algo incrível: esse sentimento de um dia mergulhar nos mistérios do universo, sem a mínima ideia do que são todas as coisas. O filme é antigo, a maioria já deve ter assistido, mas eu só vi recentemente: Contato (1997).

      Thumb up 3
    • “Somos filhos e parte do tudo e todo”.
      Eu também penso assim. Prefiro acreditar em coisas mais básicas e abrangentes, não vejo muito sentido em ir depois debulhando em um milhão de historinhas…
      Valeu pelo elogio.

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