Leopardo se arrepende de matar babuíno por causa de filhote

Publicado em 17.07.2012

Uma cena inusitada foi registrada pela equipe da National Geographic em 2006, enquanto filmavam o documentário “Eye of the Leopard” (Olho do leopardo, em tradução livre). Legadema, uma jovem fêmea leopardo, fwz seu primeiro abate de um dos maiores inimigos dos leopardos, um babuíno fêmea. Enquanto levava a presa para uma árvore, o inesperado acontece: um filhote de poucos dias se solta do corpo da fêmea.

Movida pela curiosidade, Legadema se aproxima do órfão e, em vez de partir seu pescoço com uma dentada, deita-se ao lado do filhote, num misto de curiosidade e instinto maternal. Durante parte da noite que se segue, a jovem leopardo cuida ou tenta cuidar do filhote, que acaba não resistindo (ainda era muito jovem para sobreviver sem os cuidados da mãe).

A fase de “ama de leite” da jovem leopardo durou apenas uma noite, mas ficou registrada como um evento curioso: um predador cuidando de um filhote de sua presa. No outro dia, a natureza seguiu seu curso, e a fêmea babuíno foi devorada pelo leopardo. Clique aqui para ver o vídeo interativo. Escolha “Unlikely Surrogate”.[National Geographic - Unlikely Surrogate, Facebook.Evolução]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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18 Comentários

  1. Conheço esse vídeo, muito bacana, vi na TV. Mas a leopardo femea não ficou “arrependida do que fez”. Ela continuará sendo predadora de babuínos. O forte instinto maternal foi que a embaraçou e nos proporcionou essa belíssima cena.

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  2. isso serve de liçao de vida para os humanos cretinos q só pensam em si propio , veja o animal largou a refeiçao q seria a mae do macaquinho para salvar a vida do propio macaquinho , algum humano patetico cretino faria isso ? quantos nesse mundo nao morre para que muitos fiquem bilhonarios hum? pense nisso tolos

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    • Ah, sim! Claro! Devemos também pegar como lição os leões que matam os leõezinhos dos machos que eles desbancaram para cruzarem com as fêmeas do harém e, também, dos filhotes de aves que matam seus irmãos jogando-os do ninho para não competirem por comida.

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  3. Eu li em outro artigo que os animais têm senso de justiça e que há o parasitismo social em algumas espécies de aves, em que os filhotes são criados por mães (enganadas) de outras espécies como se fossem suas próprias crias, mas empatia por espécies diferentes eu nunca tinha visto. Muito interessante mesmo.

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    • Ah, sim. Também tem aquela né, dos filhotes de aves que jogam os próprios irmãos dos ninhos para morrerem e não competirem com eles, isso quando não os bicam até a morte. Ou dos leões machos que matam lindos leõezinhos dos seus rivais que eles desbancaram para cruzar com as leoas e tantos outros casos de senso de justiça.

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  4. O limite entre a vida e a matéria inanimada não consiste somente no poder de reprodução, movimento, evolução, crescimento, etc. A característica mais marcante, presente talvez em todos os seres ditos animados, é o desejo de se manter vivo. Isso parece um pouco obvio, porém se deve apenas ao fato de já estarmos acostumados com isso.
    Ao analisarmos o comportamento dos outros animais podemos chegar a conclusão de que a afirmação de esses serem irracionais está equivocada. A questao é que os níveis de inteligência estão relacionados com a capacidade analisar o ambiente a sua volta, e de estabelecer ligações estre os fatores causa-consequência, relacionando-os com as informações capitadas no ambiente. Por exemplo: se um incêndio começar em minha cozinha e por perto haver extintor, eu relacionarei a presente situação com as informações que guardei em minhas experiências de vida, como o perigo do fogo e o fato de poder usar o extintor para extingui-lo.
    A inteligência está racionada com o nível de complexidade que posso armazenar informações, relacioná-las com os acontecimentos a minha volta e criar soluções.

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  5. Muitos comportamentos que nós presenciamos sobre os animais ,nos faz perguntar se realmente eles são irracionais ,ou ”desalmados”,e tal ; afinal de contas matar = sobrevivência no mundo deles,já no nosso não,fora outras coisas ,que parece não ter explicação ,ou melhor não damos na maioria das vezes a explicação certa para essas coisas .

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    • Pena que o macaquinho morre.

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  6. Nós humanos, é que samos selvagens e predadores, que estamos destruindo os habitats de animais indefesos, diante da devastação consumista e descontrolada do homem, vemos este exemplo que pelo instinto não faz preza um filhote que mal nasceu.

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  7. É outra mostra muito interessante de que outros animais, e não apenas os homens, sentem empatia. Só acho que foi tolice afirmar que o leopardo “se arrependeu” de ter matado, porque empatia, curiosidade e até mesmo o possível instinto maternal não têm relação direta ou necessária com arrependimento. O título ficou sensacionalista… mas gostei muito da matéria, aliás, vocês sempre postam material de primeira para os curiosos de plantão!

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    • Roberta, consultei um pessoal no Facebook, biólogos em sua maioria, e eles acham que “arrependimento” é uma boa maneira de descrever. O arrependimento exige empatia, o você perceber que o outro está sofrendo por uma ação sua (você tem que se colocar na posição do outro, e isto é a essência da empatia).

      Mas você tem razão, é um assunto para discussão. E quem quiser discutir o assunto, o grupo do Facebook é um bom fórum. Sinta-se convidada…

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