Porque alguns com autismo severo ‘desabrocham’

Publicado em 4.04.2012

Um pequeno número de crianças com autismo severo “desabrocham” com o tempo e progridem até um estado plenamente funcional. Agora, um novo estudo talvez possa revelar em parte porque isso acontece.

Na maior parte dos casos, crianças com autismo severo melhoram muito pouco com o tempo. Mas o novo estudo mostra que entre elas, cerca de 10% “desabrocham”, e possuem um fator em comum: o status socioeconômico. Isso sugere que a melhora é decorrente de um melhor acesso à qualidade e intensidade de tratamentos.

“Essa disparidades socioeconômicas sugerem que o acesso igualitário aos serviços e intervenções em crianças menos privilegiadas é vital”, afirma a pesquisadora Christine Fountain.

Fountain e colegas analisaram dados de quase sete mil crianças, entre dois e 14 anos, com autismo. Elas possuíam pelo menos quatro anos de análises que descreviam a severidade dos sintomas da doença.

A maior parte das crianças experimentou algum tipo de melhora na comunicação e habilidades sociais com o tempo. Mas quanto maior a severidade do autismo, no início da vida, menor a tendência de melhora com o crescimento. Os melhores progressos geralmente foram vistos antes dos seis anos.

O fato da progressão dos que “desabrocham” estar ligada ao status socioeconômico indica que os fatores por trás da causa do autismo não são os únicos envolvidos no desenvolvimento delas. [LiveScience]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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