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Refrigerantes engordam por uma razão diferente da esperada

Por em 23.07.2012 as 18:50

Uma nova pesquisa da Universidade de Bangor (EUA) descobriu que os refrigerantes não só engordam as pessoas, mas também fazem com que seja mais difícil emagrecer.

11 pessoas, homens e mulheres, com cerca de vinte anos, participaram da pesquisa, que durou um mês e envolveu análise de sangue, tecido muscular e metabolismo corporal.

Segundo os pesquisadores, porque é difícil encontrar jovens que não tenham sido previamente expostos a uma grande quantidade de refrigerantes, e que estejam dispostos a passar por biópsias musculares, o estudo foi pequeno, mas seus resultados foram tão significantes que um estudo maior está sendo planejado.

O que eles concluíram é que beber refrigerantes açucarados (assim como outras bebidas com alta concentração de açúcar) por apenas um mês muda o corpo permanentemente, tornando a perda de peso mais difícil.

Isso acontece porque a ingestão regular dessas bebidas altera a maneira como o corpo “queima” combustível. Os músculos passam a “preferir” o açúcar como combustível, e a perda de peso se torna mais difícil. Esse efeito, a longo prazo, pode elevar os níveis de glicose no sangue, levando à diabetes.

“Essa ‘preferência’ pelo açúcar leva a uma capacidade reduzida de queimar gordura e ao ganho de gordura, além de tornar mais difícil para o nosso organismo lidar com o aumento do açúcar no sangue”, explica o cientista Hans-Peter Kubis.

“O que está claro é que o nosso corpo se ajusta ao consumo de bebidas açucaradas regularmente e se prepara para essa dieta alterando o metabolismo muscular através de atividade genética, incentivando adaptações insalubres nos genes, semelhantes às observadas em pessoas com problemas de obesidade e diabetes tipo 2”, comenta.

Ou seja, o açúcar, por si só, não aumenta nosso peso, mas sim a maneira como ele faz o nosso corpo armazenar mais açúcar.

Sendo assim, qualquer bebida com alto nível de açúcar (mesmo sucos industrializados) pode ser muito prejudicial à saúde.

Kubis sugere que os governos precisam tomar medidas contra o consumo exagerado de refrigerante, por exemplo, aumentar os impostos sobre a bebida para diminuir sua fabricação e compra.

Até porque esse não é o primeiro estudo que aponta desvantagens do refrigerante. Muitas pesquisas já apontaram diversos outros problemas que a bebida causa, como envelhecimento precoce, câncer, problemas dentários, neurológicos, paralisia, além de potencialmente viciar, poder causar infertilidade, vir em latas tóxicas, causar poluição e até mesmo matar se consumida em excesso.[DailyMail, LWLF]

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Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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Um comentário

  1. Alexandre Neuwert /

    Descobrimos um pouco tarde demais, mas enfim, morte a Coca-Cola e comida industrializada!

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