Será que as evidências garantem a existência de Jesus?

Publicado em 12.04.2012

Jesus Cristo provavelmente é o homem mais famoso da Terra. Mas como sabemos que ele realmente caminhou por aqui? Apesar da insistência dos teólogos, as evidências científicas ainda não conseguiram garantir essa teoria.

Os pregos sagrados

De tempos em tempos, alguém chega dizendo que descobriu o que seriam os pregos da cruz de Jesus. Mas isso não é novidade. Ainda em 1911, o professor Herbert Thurston contou quantos pregos eram venerados como os legítimos: 30, espalhados pela Europa.

Além disso, muitos pedaços de madeira aparecem como pertencentes à cruz sagrada, o suficiente para fabricar um barco sagrado.

Manto sagrado

Talvez a relíquia religiosa mais famosa do mundo, o Sudário de Turim representaria o manto que encobriu Jesus após a morte. Com a imagem “fantasma” de um homem, ele é venerado por milhões de peregrinos que vão até a catedral de Turim, na Itália. Mas cientificamente falando, o manto é falso.

Análises de carbono realizadas no Sudário revelaram que ele não data do tempo de Cristo, mas do século 14. Coincidentemente, foi a época em que apareceu para o público. Em um documento do bispo Pierre d’Arcis, da França, de 1390, ele afirma que o Jesus do manto foi pintado e inclusive assinado pelo artista.

Bandana de sangue

Uma relíquia similar é o Sudário de Oviedo, um pano com machas de sangue que foi supostamente enrolado na cabeça de Cristo quando ele morreu, e que desde o ano 718 fica na catedral da Espanha. O sangue no sudário é do tipo AB, comum no Oriente Médio, mas não na Europa, levando muitos a acreditar que não é de Cristo. Também, Joe Nickerll, autor do livro “Relíquias de Cristo”, afirma que o Sudário foi datado com carbono muitas vezes, e sempre aparece como do ano 695, não muito antes de aparecer em Oviedo.

Escritas mentirosas

Setenta livros de metal foram descobertos em uma caverna no Jordão, no ano passado, e aclamadas como os documentos cristãos mais antigos. Supostamente datando de poucas décadas após a morte de Jesus, os religiosos as chamaram os códigos de a descoberta arqueológica mais importante da história.

Mas os códigos são falsos – uma série de dialetos anacrônicos e imagens forjadas nos últimos 50 anos. “A imagem que eles dizem se tratar de Cristo é o deus solar Hélio de uma moeda que veio da ilha de Rhodes”, afirma o arqueólogo de Oxford, Peter Thonemann. “Há também algumas inscrições sem sentido em hebraico e grego”.

Manuscritos sagrados

Uma das descobertas arqueológicas mais importantes realmente data da época de Jesus, e pode ou não evidenciar sua existência, dependendo de para quem você pergunta. Os Manuscritos do Mar Morto, encontrados em uma caverna de Israel, na década de 40, foram escritos entre 150 antes de Cristo e 70 depois de Cristo. Em um dos pontos, os documentos se referem a um “professor do caminho correto”. Alguns dizem se tratar de Jesus. Outros argumentam que poderia ser qualquer um.

Coroa de Cristo

De acordo com os textos sagrados, antes de Jesus ser crucificado, os soldados romanos colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça. Muitos cristãos acreditam que o instrumento de tortura ainda existe hoje, dividido em pedaços pela Europa. Uma coroa quase completa está na Catedral de Notre Dame, em Paris. A história dessa coroa data de pelo menos 16 séculos, mas não chega até Cristo. E, além do mais, a de Notre Dame não possui espinhos.

O famoso livro

O melhor argumento em favor de Jesus como pessoa viva é, claro, a Bíblia Sagrada. Existem muitos detalhes diferentes em vários evangelhos, mas com o tempo, os teólogos conseguiram criar um perfil de Jesus.

“Nós sabemos algumas coisas sobre o Jesus histórico – menos do que alguns cristãos pensam, porém mais do que os céticos acham”, afirma Marcus Borg, estudioso da Bíblia, autor e professor aposentado de religião e cultura. “Apesar de alguns livros recentes argumentarem que Jesus nunca existiu, as evidências de que ele viveu são persuasivas para a maior parte dos estudiosos, sejam cristãos ou não”. [Life'sLittleMysteries]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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441 Comentários

  1. Se Jesus é um personagem real ou fictício, a mim muito pouco impota.
    Como espiritualista independente, posso navegar por todas as religiões, doutrinas e mitologias, delas tirando as lições que me acrescentam.
    Nas parábolas e ensinamentos atribuídos a Jesus, Ramacrishna, Yogananda, Blavatski, Sócrates, “Doma Maria da Silva, lavadeira da barranca do rio São Francisco” entre muitos, há tantas lições de vida.
    Pouco me importa a fonte, desde que que a mensagem seja racional e ética. O resto é discussão infindável ao gosto da escolástica medieval.

    A parábola do bom samaritano, atribuída à Jesus, é um belíssimo ensinamento a ser seguido e pouco me interessa a fonte, mas sim, o seu conteúdo.
    É o que penso.

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    • É isso aí Sílvio, estou com você e não abro. Não li os 400 e tantos comentários porque tem muita baboseira.
      Quantos índios e negros nos deixaram belíssimas mensagens racionais e não são citados por serem considerados inferiores, não é mesmo?

      Thumb up 9
    • Que pena que vc. pensa assim, Silvio…
      É por isto que muitos irão SURPREENDER-SE
      extremamente no futuro… Jesus está muito
      acima de todos os personagens que vc. citou
      e dos que não foram citados tbm. > Jesus
      tinha descido do céu e retornou em glória
      para a presença de DEUS PAI. Ele adquiriu
      com o Seu sangue; o direito de acentar-se
      à direita de Deus e todo o poder foi-lhe
      dado em todos os lugares. É óbvio que Ele
      ainda não está exercendo a plenitude do
      Seu poder, pois terá que tomar parte dele
      que ainda encontra-se nas mãos dos
      usurpadores do poder. EM TEMPO… As
      palavras ditas pelo Mestre, não se perdem
      nem misturam-se com as tantas vozes que já
      passaram ou ainda irão passar sobre este
      mundo, pois elas contém: ESPÍRITO e VIDA!
      As pessoas deste mundo e os espíritos das
      trevas, não gostam de ouvir isto que digo
      agora, mas; é a verdade: “Todo olho verá
      à Cristo, todo joelho se dobrará diante
      dEle e toda a lingua confessará que Jesus
      Cristo é O Senhor!” > Eu e meus irmãos,
      já fazemos isto com muita alegria em
      nossos corações.

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    • É verdade, você encontrará ainda muitas histórias que te façam refletir, a diferença é que essas pessoas de alguma forma falharam em suas vidas, porém JESUS foi o único que não falhou, é por isso que vale muito apena ler as passagens bíblicas uma por uma sem dispensar nada, por que elas foram totalmente inspiradas por um homem que foi perfeito.
      Ese tratando de reflexões de alguém, essa feita por vc é algo que não vale a pena ler.

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  2. O Cristo dos Pagãos

    Tom Harpur (por Assis Utsch). Tradução: Henrique Amat Rêgo Monteiro
    Editora Pensamento – SP – 2008 – 240 p

    Sobre o autor:Tom Harpur, um ex-pastor, além de professor de grego e de Novo Testamento na Universidade de Toronto, é escritor de renome internacional sobre temas religiosos e éticos, sendo autor de oito best-sellers.

    Comentário de capa do livro:
    “Muito tempo antes do advento de Jesus Cristo, os egípcios e outros povos acreditavam na vinda de um messias, …, na concepção por uma virgem, e na encarnação do Espírito na carne. A Igreja cristã primitiva adotou essas verdades antigas como dogmas próprios da religião cristã, mas repudiou as origens [dos dogmas]”.

    A ideia central do livro é a de que muito antes do cristianismo já se acreditava em um Cristo, um Messias, um Salvador herdado de outras crenças, particularmente, das religiões egípcias. Tom Harpur, um ex-pastor, confessa que ainda assim mantem-se religioso, é um cristão. É até paradoxal, pois segundo ele o Novo Testamento é uma montagem de religiões antigas, um arranjo vindo principalmente dos livros do antigo Egito.

    Além de uma bibliografia expressiva, ele se fundamenta sobretudo nas obras de Godfrey Higgins (1771-1834), Gerald Massey (1828-1907) e Alvin Boyd Kuhn (1880-1963).

    Fragmentos do livro – colhidos por Assis Utsch:

    “o pensamento de grande parte do Ocidente civilizado tem se fundamentado em uma “história” que nunca aconteceu, e … a Igreja cristã teria sido fundada sobre uma série de milagres que literalmente nunca se deram”. (p.17)
    “As semelhanças existentes entre as crenças cristãs e as primeiras religiões pagãs sempre eram rapidamente desprezadas [pelos cristãos]”.
    “Ninguém jamais sugeriu … que a Bíblia em geral e o Novo Testamento em particular na realidade copiam ou repetem temas ou ideias estabelecidas ao longo de muitos séculos …”.
    “Eu [já] tinha conhecimento do comentário impiedoso de Sigmund Freud de que a Bíblia era um “plágio total” das mitologias sumérias e egípcias, mas o desconsiderara”.
    “Também cheguei a tomar conhecimento da opinião da doutora Anna Bônus Kingsford, de que os “livros sagrados hebraicos” eram todos “de origem egípcia”. (p.19)

    Este livro – O Cristo dos Pagãos – em seus vários capítulos oferece farta documentação sobre a criação mitológica do Cristo.
    Abaixo transcrevo mais um texto:
    “Seria uma novidade para mim (Tom Harpur) que … houvesse um Jesus nas tradições egípcias”. “O nome dele era Iusu, ou Iusa (aparecem as duas versões), com o significado de “o Filho divino que virá para curar ou salvar”.
    Eu não sabia nada então sobre um Khristós egípcio, ou Cristo, chamado Hórus.
    Ele e a mãe, Ísis, foram os predecessores da Madona com o Filho dos cristãos e juntos constituíam uma imagem dominante … antes dos Evangelhos. Como teria sido diferente a minha pregação e o meu ministério se entendesse que esse Hórus mítico antecipou … a maior parte das palavras e dos milagres de Jesus Cristo – … e que em um de seus papéis fora “um pescador de homens com doze seguidores”.” (p.19/20)
    “Marta e Maria figuram em uma história sobre a ressurreição de El-Asar, ou Lázaro, dentre os mortos, em uma Betânia egípcia cerca de 4 mil anos atrás”. (p.20)

    “ … as letras KRST que aparecem em caixões de múmias egípcias … na realidade Karast ou Krist, significando Cristo”. “o fundamento da doutrina cristã no início: a encarnação do espírito na carne humana”. (p.20)
    “Vou documentar claramente que não há nada do que o Jesus dos Evangelhos alguma vez disse ou fez – desde o Sermão da Montanha até os milagres, desde a fuga de Herodes, … até a própria Ressurreição – que não possa ser mostrado como tendo se originado … nos ritos de mistérios egípcios e em outras liturgias sagradas, como o Livro dos Mortos egípcio”. (p.24)

    “Tudo – da estrela no Oriente até a “caminhada” de Jesus sobre as águas, do pronunciamento do anjo até o suposto massacre dos inocentes por Herodes, da tentação no deserto à conversão da água em vinho – já existia nas fontes egípcias. O Egito e o seu povo já se ajoelhavam ante a visão da Madona com o Filho, Ísis e Horus, … antes de qualquer Maria … amparar nos braços o seu Jesus”. (p.24)

    “Hoje, desde a tradução dos livros do Egito antigo – o Livro dos Mortos, os Textos da Pirâmide, o Amduat e o Livro de Tot … há provas irrefutáveis”. “todo o corpo da doutrina cristã é simplesmente um egipcismo adaptado e mutilado”. (p.24)
    “a Igreja dos séculos III e IV, quando questionada pelos críticos pagãos quanto às verdadeiras fontes dos evangelhos, dogmas e rituais, reagiu com hostilidade feroz, caçando e eliminando sistematicamente todos os vestígios do seu passado pagão. Ela exterminou a todos, cristãos ou não, que ousassem testemunhar as antigas verdades. … perseguiu os envolvidos nas diversas religiões de mistérios greco-romanas, queimou … livros e arrojou a acusação de heresia – com a pena de excomunhão – a todos os que ameaçassem questionar a linha do partido ortodoxo. Muitos foram mortos.

    A herança pagã foi negada ardorosamente em todos os lugares. Esse foi o começo de um processo violento que se repetiria ao longo dos séculos e redundaria em um cristianismo que Frye uma vez caracterizou com lucidez como “um fantasma arrastando atrás de si as correntes de um registro histórico de crueldade louca”. (p.25/26)

    Jesus Exsitiu?
    Leia mais em: http://irreligiosos.ning.com/main/search/search?q=Geral+Massey

    Lembrete (leia sobre Mitologias): O mérito da antiguidade desses contos não vem só dos Egípcios, mas dos Sumérios, muito antes deles, pela crença no Deus Sol.
    Colaborou Oiced Mocam

    Thumb up 17
  3. Devemos lembrar que quem acabou com os deuses mitológicos foi o próprio cristianismo; tanto que os primeiros cristãos eram considerados ateus pelos romanos porque não acreditavam em seus deuses.

    E onde estão agora os deuses egípcios, gregos e romanos?

    Quantos hoje são seus seguidores?

    Além disso, não podemos esquecer das profecias bíblicas sobre Cristo.

    No artigo da Wikipedia sobre ‘CRISTO’ mostra dezenas de passagens do Antigo Testamento (escritas séculos antes do nascimento de Cristo) que se cumpriram na pessoa de Cristo, inclusive: que ele nasceria de uma virgem, falaria em parábolas, faria milagres, seria rejeitado e traído por trinta moedas de prata, seria acusado injustamente, seria rejeitado e ferido por nossas iniquidades, seria cuspido e esbofeteado, teria os pés e mãos transpassados, oraria pelos inimigos,lançariam sorte para repartir suas vestes, o fariam beber vinagre, não teria os ossos quebrados, um rico o sepultaria, ressuscitaria no terceiro dia, etc., etc., etc.

    Alguns céticos argumentam que Jesus poderia ser um charlatão que aproveitou-se de algumas dessas profecias do Antigo Testamento. Porém, poderia ele ter forjado a profecia de sua própria crucificação, um instrumento de pena de morte usado pelos Romanos?

    “E Iahweh respondeu-lhe: Faze uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá.” (Números 21,8)

    “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem.” (João 3,14)

    “Porquanto cães me cercaram; a assembléia de malfeitores me rodeou; traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos; eles estão-me encarando e mirando. Repartem entre si os meus vestidos, e deitam sortes sobre a minha vestidura.” (Salmos 22,16-18)

    “Então o crucificaram. E repartiram as suas vestes, lançando sorte sobre elas, para saber com o que cada um ficaria.” (Marcos 15,24)

    “Ele, então, lhes disse: “Insensatos e lentos de coração para crer tudo o que os profetas anunciaram! Não era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse em sua glória? E, começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito.” (Lucas 24,25-27)

    Quanto aos evangelhos apócrifos, na sua grande maioria, são textos gnósticos (que acreditavam que existia o deus do bem e o deus do mal, e que o deus do mal é que criou a matéria e a carne e que nosso espírito deveria se libertar dela, etc.) escritos bem depois e baseados nos evangelhos canônicos e que também contem muita fantasia. Nem por isso, a Igreja, embora não os considere como inspirados por Deus, despreza sua importância histórica; ela até mesmo retira alguns dados de tais evangelhos, como os nomes dos avós de Jesus “São Joaquim” e “Santa Ana” (que não tem na Bíblia).
    Veja um pouco sobre o que o catolicismo pensa sobre os livros apócrifos:

    http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=90&scat=155&id=4820
    e
    http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=90&scat=155&id=448

    Sinceramente, eu não entendo como você, que parece ser uma pessoa tão culta, ainda leva a sério o “Código Da Vinci” e Dan Brown. Se você ainda não leu, leia esse esclarecimento da CNBB sobre CDV:

    http://www.cnbb.org.br/documento_geral/CodigoDaVinciPresbiteros.doc

    Se Jesus não existiu ou não fez milagres quando veio ao mundo e nem ressuscitou, com certeza, também não faz milagres agora; e, portanto, todos (repito: todos) os milagres da Igreja têm de ser falsos! Por isso, insisto tanto no estudo dos grandes milagres da Igreja (como Lanciano, Guadalupe, Santo Sudário, Sangue de São Genaro, Santa Casa de Loreto, Coxo de Calanda, corpos e órgãos incorruptos de santos e tantos outros).

    Mesmo porque, segundo alardeia o Pe. Quevedo e outros estudiosos do assunto, milagres autênticos (que passam pelo crivo da própria ciência) só ocorrem na Igreja Católica e em nenhuma outra religião do mundo. Isso é um fato espantoso que ocorre no mundo e que não deveria ser ignorado por ninguém. Pois, tais milagres, são a maior prova objetiva da existência de Deus, da autenticidade da Igreja e da veracidade de suas doutrinas.

    E, convenhamos, que é muito mais fácil estudar os milagres permanentes (que existem de fato e podem ser investigados pela ciência) do que tentar adivinhar se Jesus existiu ou não, se fez milagres ou não, ou o que ocorreu de fato há mais de dois mil anos atrás!

    Pois, se Jesus faz milagres agora, por quê não teria feito quando veio ao mundo? Se ele é capaz de fazer um milagre tão espantoso como o de Guadalupe, por quê não seria capaz de andar sobre as águas ou mesmo de ressuscitar?

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  4. Oiced,

    há sim sérias suspeitas entre os historiadores modernos de que o texto original de Flávio Josefo sobre Jesus tenha sido interpolado por algum copista cristão; porém, mesmo retirando tais interpolações (em colchetes), ainda assim se confirma a existência histórica de Jesus Cristo:

    “…

    Flávio Josefo, que viveu de 37 d.C. até o ano 100, de acordo com os textos que chegaram até nós teria se referido a Jesus como o Cristo em seu livro Antiguidades Judaicas, livro 18, parágrafos 63 e 64, escrito em 93 em grego koiné:

    “Havia neste tempo Jesus, um homem sábio [, se é lícito chamá-lo de homem, porque ele foi o autor de coisas admiráveis, um professor tal que fazia os homens receberem a verdade com prazer]. Ele fez seguidores tanto entre os judeus como entre os gentios.[Ele era o Cristo.] E quando Pilatos, seguindo a sugestão dos principais entre nós, condenou-o à cruz, os que o amaram no princípio não o esqueceram;[porque ele apareceu a eles vivo novamente no terceiro dia; como os divinos profetas tinham previsto estas e milhares de outras coisas maravilhosas a respeito dele]. E a tribo dos cristãos, assim chamados por causa dele, não está extinta até hoje.

    …”

    FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Testimonium_Flavianum

    Obs.: Vale a pena ler o artigo completo da wikipedia!

    —–

    Mas, já que é para especular, por quê não indagar:

    - Se Jesus não existiu ou foi um falso profeta por quê seus discípulos (que conviveram com ele e fugiram quando ele foi crucificado) deram a própria vida pela fé cristã?

    - Se Jesus não existiu ou foi um falso profeta por quê o apóstolo Paulo – Saulo de Tarso (cuja existência não se nega), um culto fariseu convicto e perseguidor de cristãos, se converteu ao cristianismo (durante uma perseguição aos cristãos) após ter tido uma visão e acabou também dando a vida por Cristo?

    - Se Jesus não existiu por quê os romanos e judeus da época nunca negaram sua existência e sua crucificação para impedir o avanço do cristianismo?

    - Se Jesus não existiu ou não era Deus por quê existem milagres autênticos (comprovados pela ciência) na Igreja fundada por ele?

    —–


    EXISTÊNCIA HISTÓRICA DE JESUS CRISTO É INQUESTIONÁVEL, AFIRMAM ESPECIALISTAS:

    Fontes cristãs, judaicas e pagãs evidenciam historicidade do homem.
    Menções lacônicas fora do Novo Testamento mostram desimportância.

    Viciados em teorias da conspiração adoram a idéia: Jesus nunca teria existido. As histórias sobre sua vida, morte e ressurreição que chegaram até nós seriam mera colagem de antigos mitos egípcios e babilônicos, com pitadas do Antigo Testamento para dar aquele saborzinho judaico. Na prática, Cristo não seria mais real do que Osíris ou Baal, dois deuses mitológicos que também morreram e ressuscitaram.

    No entanto, para a esmagadora maioria dos estudiosos, sejam eles homens de fé ou ateus, a tese não passa de bobagem. A figura de Jesus pode até ter “atraído” elementos de mitos antigos para sua história, mas temos uma quantidade razoável de informações historicamente confiáveis sobre ele, englobando pistas de fontes cristãs, judaicas e pagãs.

    De Paulo a Tácito

    Começamos, no Novo Testamento, com as cartas de São Paulo, escritas entre 20 anos e 30 anos após a crucificação do pregador de Nazaré.

    Cerca de 40 anos depois da morte de Jesus, surge o Evangelho de Marcos, o mais antigo da Bíblia; antes que o século 1 terminasse, os demais Evangelhos alcançaram a forma que conhecemos hoje. A distância temporal, em todos esses casos, é a mais ou menos a mesma que separava o historiador Heródoto da época da guerra entre gregos e persas, que aconteceu entre 490 a.C. e 479 a.C. – e ninguém sai por aí dizendo que Heródoto inventou Leônidas, o rei casca-grossa de Esparta.

    Outra fonte crucial é FLÁVIO JOSEFO, autor da obra “Antigüidades Judaicas”, também do século 1. O texto de Josefo sofreu interferências de copistas cristãos, mas é possível determinar sua forma original, bastante neutra: Jesus seria um “mestre”, responsável por “feitos extraordinários”, crucificado a mando de Pilatos, cujos seguidores ainda existiam, apesar disso. Duas décadas depois, o historiador romano Tácito conta a mesma história básica, precisando que Jesus tinha morrido na época de Pilatos e do imperador Tibério (duas referências que batem com o Novo Testamento).

    Esses dados mostram duas coisas: a historicidade de Jesus e também sua relativa desimportância diante das autoridades romanas e judaicas, como um profeta marginal num canto remoto e pobre do Império.

    “.

    FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL730858-9982,00-EXISTENCIA+HISTORICA+DE+JESUS+CRISTO+E+INQUESTIONAVEL+AFIRMAM+ESPECIALISTAS.html

    Thumb up 3
  5. Como um site que se diz científico pode ser tão parcial e esconder outras provas? O que vocês fizeram se aproxima da molecagem pondo objetos de cultos católicos como “provas”.

    Não citaram o historiador Flávio Josefus da época de Cristo que o citou. Também ignoraram que mesmo e com a perseguição implacável de judeus aos cristãos e Jerusalém ter sido destruída pelo romanos depois, a mensagem de Cristo foi tão forte que décadas depois havia mais e mais seguidores da mensagem de Cristo. Seria impossível isso acontecer se ele não houvesse existido e sido testemunhado por tanta gente numa época que pouca gente sabia ler e escrever.

    Thumb up 4
  6. Caramba! vocês se “estapiaram” uns aos outros com 447 comentários de um tema, que ao meu ver incomoda mesmo! Não me refiro aos que acreditam na existência de Jesus, mas principalmente aos que, mesmo não acreditando, não conseguem ver o tema com uma certa tranquilidade. Eu acho que o que incomoda mais em tudo isso é a incerteza que a própria vida produz em nós face a certeza da morte e a incerteza do que está além dela. Por essa razão aconselho a aqueles que não encontraram a resposta em Deus ou na existência como fato, que se desprendam de tanto ódio contra as religiões, porque isso é uma forma sutil de demonstrar suas frustrações pessoais quanto ao exercício da verdadeira fé, que não se basea em mitos, mas em fatos, com uma sutil inclinação ao transcendente. Pois é o equilibrio entre o aqui-agora e o além-porvir que faz com que tenhamos paz interior.

    Thumb up 13
    • Parabéns, belo e sensato comentário!

      Thumb up 2
    • Com todo o respeito, você está imaginando coisas que não existem.

      Thumb up 0
    • Como você afirma que o correto é seguir a “VERDADEIRA FÉ, que não se basea em mitos, mas em fatos, com uma sutil inclinação ao transcendente.” – incrível, com bilhões de galáxias, cada um delas contendo trilhões de estrelas, você que está em um minúsculo e pálido ponto azul acredita conhecer a VERDADE? A VERDADEIRA FÉ? HA HA HA

      Os humanos NÃO são o motivo do Universo!
      Quanto arrogância…

      Thumb up 7
  7. Você pode ter lido a Bíblia e muitos livros, mas você nunca teve experiência com Deus. As suas teorias e de todos os MARXISTAS e DARWINISTAS já caíram por terra no auge do comunismo idiota implantado na antiga URSS. Essa revolta contra o cristianismo surgiu com muita força no século XIX devido ao mal testemunho de vários falsos cristãos da época (não que hoje não exista muitos falsos cristãos), mas o verdadeiro cristão segue os ensinamentos de JESUS CRISTO, e jamais ensinamentos de homens. Nós, cristãos seguimos os ensinamentos de Deus, o CRIADOR, vocês seguem os ensinamentos de homens arrogantes.NÓS RECEBEMOS UMA LAVAGEM CEREBRAL PELO O ESPÍRITO SANTO DE DEUS, E VOCÊS RECEBERAM UMA LAVAGEM CEREBRAL POR ESSES IDIOTAS: POBRES DE TUDO. Qual a diferença de ter uma lavagem cerebral por Deus ou pelos os ideais utópicos de HOMENS arrogantes? É simples; Deus se responsabiliza pelos seus ensinamentos e o homem está sempre ou quase sempre equivocado. Por acaso, você nunca leu na Bíblia que todos os mistérios da ciência estão ocultos em Deus? E que Deus só revela para os seus servos? Você que já estudou tanto nunca chegou ao conhecimento de que os maiores cientistas do mundo (estou falando dos maiores, aqueles que fizeram as maiores descobertas científicas) que todos eles eram tementes ao DEUS CRIADOR? As suas ideologias são somente ressacas de um mundo utópico de político parasita. Pois em todas as nações que foram implantadas essas babaquices o povo gemeu e geme; como é o caso de CUBA E DA COREIA DO NORTE. É ISSO QUE VOCÊ CHAMA DE PADRÃO DE VIDA? Então vá morar lá que você vai ver o que é bom pra tosse. QUER SABER? O MEU COMENTÁRIO NÃO VAI SER POSTADO PORQUE EU ESTOU CONTRA AS IDEOLOGIAS IDIOTAS; SEM APREÇO PELO O SER HUMANO. E PESSOAS QUE PENSAM COMO VOCÊ EXCLUI QUALQUER OUTRA QUE NÃO PENSA COMO VOCÊ. JESUS NUNCA EXCLUIU NINGUÉM, MAS NOS ENSINOU O VERDADEIRO MANDAMENTO.SE EU SENTAR COM VOCÊ EM UMA MESA DE DEBATE, VOCÊ VAI APANHAR TANTO QUE VAI FICAR ZONZO.

    Thumb up 2
  8. Você pode ter lido a Bíblia e muitos livros, mas você nunca teve experiência com Deus. As suas teorias e de todos os MARXISTAS e DARWINISTAS já caíram por terra no auge do comunismo idiota implantado na antiga URSS. Essa revolta contra o cristianismo surgiu com muita força no século XIX devido ao mal testemunho de vários falsos cristãos da época (não que hoje não exista muitos falsos cristãos), mas o verdadeiro cristão segue os ensinamentos de JESUS CRISTO, e jamais ensinamentos de homens. Nós, cristãos seguimos os ensinamentos de Deus, o CRIADOR, vocês seguem os ensinamentos de homens arrogantes.NÓS RECEBEMOS UMA LAVAGEM CEREBRAL PELO O ESPÍRITO SANTO DE DEUS, E VOCÊS RECEBERAM UMA LAVAGEM CEREBRAL POR ESSES IDIOTAS: POBRES DE TUDO. Qual a diferença de ter uma lavagem cerebral por Deus ou pelos os ideais utópicos de HOMENS arrogantes? É simples; Deus se responsabiliza pelos seus ensinamentos e o homem está sempre ou quase sempre equivocado. Por acaso, você nunca leu na Bíblia que todos os mistérios da ciência estão ocultos em Deus? E que Deus só revela para os seus servos? Você que já estudou tanto nunca chegou ao conhecimento de que os maiores cientistas do mundo (estou falando dos maiores, aqueles que fizeram as maiores descobertas científicas) que todos eles eram tementes ao DEUS CRIADOR? As suas ideologias são somente ressacas de um mundo utópico de político parasita. Pois em todas as nações que foram implantadas essas babaquices o povo gemeu e geme; como é o caso de CUBA E DA COREIA DO NORTE. É ISSO QUE VOCÊ CHAMA DE PADRÃO DE VIDA? Então vá morar lá que você vai ver o que é bom pra tosse.

    Thumb up 9
    • Este Irair está irado e é leitor de VEJA. Não enxerga mais nada.

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  9. Eu questiono o porquê de um assunto no qual nos é permitido fazer comentários ter se tornado algo tão competitivo entre pessoas que parece ser muito cultas. Eu percebo que quando disseram que “Há mais mistério entre o céu e a terra do que a Vã Filosofia consegue explicar” é a maior verdade, pois, assuntos que são apenas para se fazer comentários se tornam uma verdadeira guerra de palavras. Penso que poderíamos usar o espaço e a oportunidade para falar daquilo que estamos tentando conhecer e aprender ao invés de criarmos uma guerra virtual.
    Este é um assunto muito polêmico e que tenho certeza cada um de nós, seres humanos estamos muito distantes de termos certeza de alguma coisa, a única certeza que tenho é que estamos passando por processos no qual o ser humano parece mais uma barata tonta ou quem sabe um beija-flor, cada dia está tentando alicerçar os próprios pés, mais quase sempre encontra-se em solo escorregadio, já não consegue se quer manter-se de pé, e se não existe o alicerce então começamos a mergulhar em busca de algo que nos sustente e é nesse momento que podemos descobrir uma nova vida, um novo sentido para tudo.

    Thumb up 9
  10. Sônia,

    Se você também precisa VER PARA CRER, aconselho a estudar (se ainda não o fez) os grandes milagres da Igreja.

    Pois acredito que os milagres autênticos são a maior prova objetiva da existência de Deus e da veracidade da Igreja. São o elo entre a razão e a fé, entre a ciência e a religião, entre Deus e os homens. São como que a assinatura de Deus para provar sua existência, sua Igreja e sua verdadeira doutrina.

    Pesquise você mesma e veja se alguma outra religião ou entidade do mundo (mesmo cristã) tem milagres permanentes como um SANTO SUDÁRIO (que nada mais é do que a foto radiográfica e tridimensional de um homem ressuscitando), uma IMAGEM DE GUADALUPE (cujo olho reflete a cena do milagre e cuja pupila dos olhos reage à presença de luz como se fosse um olho VIVO, cuja imagem mantem a temperatura de um corpo humano e têm batidas de coração, etc.), uma SANTA CASA DE LORETO (a casinha onde viveu a Virgem Maria milagrosamente transportada de Nazaré até Loreto, passando por outras cidades, durante a invasão islâmica à Terra Santa), um MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANO (cuja hóstia e vinho virou carne e sangue de uma pessoa viva atualmente), um COXO DE CALANDA (cuja perna reapareceu após enterrada por quase três anos), um ESPINHO DA COROA DE CRISTO (cujo sangue coagulado se liquefaz a cada 11 anos, toda vez que a sexta-feira da paixão ocorre num dia 25 de março, o suposto dia da crucificação de Cristo), CORPOS E ÓRGÃOS INCORRUPTOS DE SANTOS (que exalam perfume e destilam água e óleo por séculos) e tantos outros ESPANTOSOS MILAGRES?

    Já que você parece gostar tanto de ler, indico:

    - http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/

    - http://oepnet.sites.uol.com.br/milagres.htm

    - Documentário do History Channel “GUADALUPE: UMA IMAGEM VIVA” http://www.youtube.com/watch?v=7yTwabUjgYQ

    - Documentário do Discovery Channel “O Mistério do Santo Sudário” e sua continuação “O Sudário de Turim”:
    http://www.youtube.com/watch?v=M9j38PmEGWA
    http://www.youtube.com/watch?v=h_1_ag_H6Kk

    - Os livros: “Milagres – A Ciência Confirma a Fé” ou “Os Milagres e a Ciência”, do Pe. Oscar Quevedo.

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    • É verdade, somente a Igreja Católica tem uma indústria de milagres.

      Só que, ao contrário das falsificações, quem produz esses milagres autênticos não são os padres da Igreja, mas o próprio Deus!

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  11. Infelizmente o sr.Oiced só rebate e debate olhando apenas por uma direção… Esquecendo que há muito trabalho pela frente quando deparado com os enigmas desse Planeta.
    Não precisando ir longe para mostrar que mesmo a ciência Não pode responder as mais simples questões de grande relevância!
    Agora, negar a existência de um Mentor é até fácil… difícil é provar à falta de respostas para todos sistemas de coisas.
    Pelo que vejo, sua “bíblia” também não explica Is, Dn e Ez.
    Fazer o quê?…
    Contudo, isso não chega à beira que quero chegar!

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  12. A BÍBLIA COMO VOCÊ NUNCA LEU

    INCESTO no Livro Sagrado

    Incesto é errado, certo? Pois nos primeiros livros da Bíblia, lá no Antigo Testamento, não faltam casais entre parentes. Enquanto algumas uniões foram pacíficas e formaram casais felizes, algumas histórias de incesto do Livro Sagrado são de arrepiar os cabelos.

    E ainda tem gente aqui,afirmando que que o iludido e insano sou eu! Cesai de afirmar que “a Bíblia é de inspiração divina e que deuses existem”, e eu cessarei de contestar e negar as outras idiotices e crueldades inventadas pelo religioso, que tambem são fáceis de identificar.

    Segundo a lógica da Bíblia, como a humanidade surgiu de um único casal (Adão e Eva), no início todas as relações eram incestuosas! Irmãos com irmãos e quem sabe até os pais com os filhos. Isso é óbvio!

    O primeiro de todos, Caim e Eva (ou Caim e suas irmãs, a desculpa inventada pra ele não ter dormido com a própria mãe)… é, melhorou muito!
    Refletindo sobre a história absurda da “Queda” de Adão ( o caso original de alguém ser criado livre e então sufocado com proibições impossíveis de obedecer). Que se Adão foi condenado à morte por pecar, sua morte deve ter sido adiada, já que ele conseguiu criar uma grande posteridade antes de realmente morrer!

    Abraão e Sara
    Eram filhos do mesmo pai, mas com mães diferentes. Permaneceram juntos até a morte de Sara, aos 127 anos (Gên. 20:12)

    Nahor e Milca
    O irmão de Abraão se casou com a sobrinha, filha do seu irmão morto, Harã. Milca é irmã de Ló, que também teve uma relação incestuosa. Mas sobre essa, a gente fala daqui a pouco (Gên. 11:27, 29)

    Anrão e Joquebede
    Joquebede era tia de Arão por parte de pai. Eles tiveram três filhos juntos: Aarão, Moisés e Miriã. Sim, aquele Moisés, o do Egito (Êxo. 6:20)

    Amnon e Tamar
    Amnon estuprou Tamar. Ambos eram filhos de David, mas de mães diferentes. Dois anos após o estupro, Absalom, irmão de Tamar por pai e mãe – e meio-irmão de Amnom – finalmente vingou sua irmã. Para isso, ele preparou uma festança para a qual todos os filhos do rei David foram convidados e mandou seus servos matarem Amnom quando ele estivesse muito bêbado (II Sam. 13:2, 14, 28-29)

    Ló e suas duas filhas (aí são dois casais – e uma história bizarra)

    Não é só incesto, é menage? Não, cada uma dormiu com o pai um uma noite. Mas poderíamos classificar as duas noites como abuso sexual. E o pai foi a vítima!

    Mas calma, vamos do começo: Ló, sobrinho de Abraão, morava em Sodoma com sua família. Antes de Sodoma e Gomorra serem destruídas pela fúria de Deus, dois anjos foram enviados dos céus para tirarem Ló, sua mulher e duas filhas virgens (a Bílbia não fala seus nomes) de lá, pois eles não eram pecadores como o resto dos habitantes da região.
    Eles deveriam fugir sem olhar para trás. Mas a mulher de Ló não resistiu, olhou e virou uma estátua de sal – pã! Uma vez longe das “cidades do pecado”, Ló e suas filhas se escondem em uma caverna.
    E é aí que a coisa perde os limites: as filhas de Ló o embebedam – uma em cada noite – e dormem com ele. Ló não se lembra de nada. Mas, depois de nove meses, vê o resultado: nascem os netos-filhos Moabe e Ben-Ami (Gên. 19:30-38)
    Bem, se tudo o que acontece é com permissão de Deus, e então Deus é conivente com a suruba das filhas de Ló, que sacanearam com o pai, se fosse honestidade não era preciso embebedar ninguém. A lição que fica? Desconfie do vinho, mesmo que ele seja oferecido pelo seu irmão ou pelas suas filhas.
    Aaaaa sim, já estava me esquecendo que existe o “Livre Arbítrio” e que aí Deus em alguns casos não se mete. É verdade, sempre há uma saída pela tangente !

    O OUTRO LADO DO LIVRO SAGRADO
    SEXO NA Bíblia:
    Você pode ler aqui:
    http://www.bibliadocetico.net/sexo.html

    E aqui:
    http://www.bibliadocetico.net/index.html

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    • E os alienígenas(Gn 6:4)?!?! rsrs

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    • Oiced,

      é por isso que, tirando os poucos eventos sobrenaturais, a história da Bíblia parece muito realista mesmo. Bem diferente dos escritos sagrados de outros povos que se apresentam bem mais fantasiosos, como a Epopeia de Gilgamesh, os Vedas, etc.

      Se essa fosse apenas um estorinha inventada pelos judeus, dificilmente incluiriam esse episódio vergonhoso do incesto e a fraqueza de seus heróis; pelo contrário, ela mostra a realidade da fraqueza humana e as vitórias e fracassos de um povo muito sofrido e provado por Deus.

      Por incrível que pareça, esses dias atrás assisti um documentário (acho que no NATGEO) de um arqueólogo que, duvidando dos atuais locais atribuídos por outros cientistas às cidades de Sodoma e Gomorra, encontrou duas ruínas de cidades cuja localização batia exatamente com a descrição bíblica. Após escavações no local, encontraram evidências de uma destruição em massa daquelas cidades.

      O mais interessante em tudo isso é que os pesquisadores encontraram (se não me engano) amostras de rochas calcárias vitrificadas.

      E o que isso tem a ver com o relato bíblico?

      É que incêndios comuns ou mesmo lava de vulcões não produzem calor suficiente para vitrificar tal tipo de rocha.

      Segundo documentário, até hoje só encontraram rochas semelhantes em dois únicos lugares do mundo: HIROSHIMA E NAGASAKI, após a explosão da bomba nuclear!

      Por isso, não adianta querer ficar adivinhando o passado ou ficar fazendo especulações sobre ele baseando-se em nossas crenças e preconceitos; é preciso esperar e procurar por evidências históricas e científicas concretas e sérias!

      Lembrando que o próprio Jesus Cristo cita SODOMA quando disse:

      “…

      Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que se dirigem aos colegas e dizem:

      ‘Tocamos flauta e não dançastes; cantamos uma música triste e não batestes no peito’.

      Veio João, que não come nem bebe, e disseram: ‘Está com um demônio’.

      Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores’. Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras.

      Então Jesus começou a falar contra as cidades onde havia realizado a maior parte dos seus milagres, porque elas não se tinham convertido.

      Ele dizia: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidónia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no meio de vós, há muito tempo que elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Pois bem! Eu digo-vos: no dia do julgamento, Tiro e Sidónia terão uma sentença menos dura que vós.

      E tu, Cafarnaum! Serás erguida até ao céu? Serás precipitada no inferno! Porque, se em SODOMA tivessem acontecido os milagres que em ti se realizaram, ela ainda hoje existiria! Eu te digo: no dia do julgamento, SODOMA terá uma sentença menos dura do que tu.

      …” (Mateus 11, 16-24).

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  13. Pelo jeito, “Zeitgeist” e “O Código Da Vinci” (CDV) fizeram ‘escola’ mesmo!

    Uma hora JESUS é Horus, outra é Tamuz, outra é Mitra, outra hora é Buda, outra é Baco, depois é Krishna, depois ainda é Esculápio, agora é CRESTUS?

    Será que os ativistas ateus não percebem que esse argumento se contradiz a si mesmo? Deveriam, pelo menos, decidir de qual personagem histórico ou mitológico JESUS foi copiado e não fazer uma verdadeira salada deles.

    “O OUTRO LADO DA MOEDA”:

    5- OS LIVROS APÓCRIFOS

    No CDV há algumas referências sobre os livros apócrifos. Os livros apócrifos são aqueles que não estão contidos na Bíblia, mas contam a história do povo de Deus (já os livros canônicos são aqueles que foram inseridos na Bíblia). Alguns dos apócrifos são fantasiosos, outros até podem ser verdadeiros, mas fogem demais da idéia central da Bíblia: a mensagem de Jesus Cristo. Por isso a Igreja não os colocou na Bíblia. Em CDV, no entanto, Brown afirma que a Igreja ignorou totalmente esses livros porque eles seriam a prova de que Jesus não era divino, foi casado com Maria Madalena e não quis fundar nenhuma religião.

    Mais uma vez, o autor do CDV foge à realidade.

    Primeiro porque a Igreja Católica não ignora totalmente os apócrifos. Alguns deles, embora não considerados como divinamente inspirados, são a fonte de várias crenças da Igreja, tais como: a descida de Jesus aos infernos ou à mansão dos mortos (nos Evangelhos sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo), a virgindade perpétua de Maria (nos Evangelhos sobre a Natividade e a Infância de Jesus), a Assunção corporal de Maria (nos Evangelhos sobre a Dormição)… Além disto, os apócrifos transmitem os nomes dos genitores de Maria – Joaquim e Ana – venerados como Santos aos 26 de julho; a Apresentação de Maria no Templo aos três anos de idade, celebrada na Liturgia aos 21 de novembro; o nascimento de Jesus numa gruta com a presença do boi e do burro; os nomes dos três magos, tidos como reis – Gaspar, Belquior e Baltasar; os nomes dos dois ladrões crucificados com Jesus, a saber: Dimas e Gesta; o nome do soldado ou centurião que abriu o lado de Jesus: Longino (o que vem do grego logchos, lança); a história de Verônica, que enxugou o rosto de Jesus…

    A arte cristã valeu-se muito dos apócrifos. Sejam recordados os ícones bizantinos, a Divina Comédia de Dante Alighieri, o Paraíso Perdido de Miíton, a Messíade de Klopstock.

    É de lembrar ainda que até o fim do século IV houve cristãos que atribuíram a alguns apócrifos (a Didaqué, as epístolas do pseudo-Barnabé, o Pastor de Hermas…) o valor de palavra inspirada. As dúvidas cessaram em 393, quando o Concílio regional de Hipona definiu o catálogo (cânon) sagrado como ele é hoje na Igreja Católica, com seus 73 livros; a mesma definição foi repetida pelos Concílios de Cartago III (397), Cartago IV (419), Trulos (692), pelo Concílio geral de Florença (1442), pelo de Trento (1546) e pelo do Vaticano I (1870).

    Mas há ainda apócrifos que desmerecem qualquer credibilidade. Um exemplo seria o Evangelho de Barnabé. Estudos provam sua falta de autenticidade, revelando características medievais neste livro, com diversos trechos idênticos aos escritos de Dante, mostrando que provavelmente esse apócrifo foi escrito na Idade Média e se baseou em Dante (são inúmeras as coincidências entre os 2 autores).

    Outra prova da não contemporaneidade desse apócrifo e Jesus é a afirmação que o autor faz de que o jubileu judaico era comemorado a cada 100 anos. Na verdade sabe-se que tal jubileu era comemorado a cada 50 anos. Ora, Barnabé, sendo judeu, deveria saber disso! Logo, não foi Barnabé quem escreveu esse livro.

    Há ainda no apócrifo de Barnabé inúmeros erros geográficos e históricos em relação a palestina. Tal livro fala de Jesus chegando a Nazaré e Jerusalém de barco! Não há oceano, nem lagos navegáveis nestas cidades! Será que Barnabé, que viveu na palestina, iria se esquecer disso? O autor desse apócrifo também fala que de Nazaré, Jesus subiu a Cafarnaum, quando na verdade sabemos que o caminho de Nazaré a Cafarnaum é uma descida! E foi em Cafarnaum que Jesus chegou de barco. Será que Barnabé, sendo palestino, não saberia em quais destes lugares haveria mar? Mesmo que ele não tenha ido com Jesus a estes lugares, todos naquela região sabiam que não há mar em Jerusalém! O autor do livro de Barnabé (que acabamos de ver não pode ter sido Barnabé, nem ninguém que viveu na palestina) também registra erros históricos: erra sobre a história de Daniel; afirma que houve uma grande revolta em toda a Judéia por causa de Jesus (o que ninguém mais registrou. Nenhum outro historiador da época registraria uma revolta tão grande?); afirmou que o chefe dos sacerdotes judeu reverenciou Jesus, quando sabemos que tal chefe era um dos inimigos de Jesus, etc.

    Este é apenas um dos exemplos que mostram como nem todo apócrifo é autêntico. Há ainda apócrifos que falam que Jesus, quando criança, incinerava seus coleguinhas quando estes esbarravam nele. Outros, como o apócrifo de Tomé, afirmam que Jesus teria dito que transformaria Maria Madalena em um homem, para que ela pudesse fazer parte da Igreja: “Simão Pedro disse a eles: Que Maria se afaste de nós, pois as mulheres não merecem viver.

    Jesus disse: Ó conduzi-la-ei, para eu possa torná-la homem, para que ela possa também tornar-se espírito vivente, à semelhança de vós, homens. Pois toda mulher que se fizer homem entrará no reino do céu”. (Apócrifo de Tomé)

    Será que estes apócrifos merecem estar na Bíblia?

    O autor de CDV menciona em especial, dois apócrifos: O evangelho de Felipe e o evangelho de Maria Madalena. Primeiro erro: Brown afirma que estes escritos foram descobertos em Nag Hammadi, próximo ao Mar Morto na década de 50. Esperava-se que pelo menos nas datas Dan Brown fosse capaz de acertar. Mas não. O nosso grande pesquisador errou na data! Esses evangelhos apócrifos foram descobertos na década de 40 e não na década de 50.

    Outro fato interessante que prova como Brown manipula os dados: ele cita os 2 já mencionados evangelhos apócrifos, mas não cita que um outro evangelho apócrifo, o de Tomé, que também foi encontrado em Nag Hammadi na mesma época. Porquê? Como já vimos é neste evangelho que Jesus teria dito que “toda mulher que se fizer homem entrará no reino do céu.” Obviamente, se Brown mencionasse este escrito, toda a sua teoria de que Jesus quis elevar Maria Madalena como deusa feminina cairia por terra. A saída de Brown para apagar esta contradição entre os apócrifos foi simplesmente esquecer o apócrifo de Tomé.

    Mas no livro CDV há referências de que todos os apócrifos podem ser verdadeiros. Mas como, se entre eles há muitas contradições?

    Dan Brown fala do apócrifo de Felipe como sendo referência para o “casamento” de Jesus e Maria Madalena. Cita trechos do apócrifo de Maria Madalena que provavelmente também é falso, mas este não fala que Jesus e Maria Madalena eram “casados”, apenas relata que Madalena conhecia segredos de Jesus. Se os apócrifos que Dan Brown cita são verdadeiros, como num deles pode haver referência sobre o “casamento” de Jesus e em outro (escrito pela suposta “esposa” de Jesus) não haver alusão clara a isso? Será que Maria Madalena não citaria em seus escritos (se é que ela sabia escrever) que ela era casada com Jesus, se assim o fosse? Bom, isso só mostra que esses apócrifos são muito contraditórios, portanto nem todos podem ser verdadeiros.

    Dan Brown vai ainda mais longe. Ele afirma que no apócrifo de Felipe está escrito que Jesus provocava ciúmes nos apóstolos, pois beijava Maria Madalena constantemente na boca. Pura invenção! O apócrifo de Felipe foi danificado pela ação do tempo, faltando fragmentos neste pergaminho. Desta forma não aparece a palavra boca nesta citação. A única coisa que podemos ler neste trecho deste apócrifo é (as partes entre colchetes são ilegíveis no original): “E a companheira de [...] Maria Madalena [amou] a ela mais que a [todos] os discípulos e [costumava] beija-la [sempre] na [...]“. A partir deste texto Dan Brown, e outras pessoas inventam o resto e escrevem: “E a companheira de [Jesus foi] Maria Madalena. [Ele amou] a ela mais que a [todos] os discípulos e [costumava] beija-la [sempre] na [boca]“. Onde Brown afirma estar escrito boca, poderia muito bem estar escrito face, testa, mão. Mas claro, se Brown não usasse a palavra boca, ele não criaria polêmica.

    Se não bastasse essa mentira, Dan Brown comete o erro de afirmar no CDV, ainda sobre este trecho do apócrifo de Felipe: “Como qualquer estudioso do aramaico poderá lhe explicar, a palavra companheira naquela época literalmente significava esposa” (p.233) Estudioso em aramaico? Mas o evangelho de Felipe foi escrito em copta (egípcio) e não aramaico. Que tipo de estudioso é Dan Brown? Sem contar que a palavra referida Koinonos, que é uma palavra grega e não aramaica, significa amizade; comunidade; companheirismo. Se a intenção fosse afirmar um casamento a palavra mais usada seria Gyné, que significa esposa.

    O apócrifo de Felipe também é um livro duvidoso. Este escrito afirma que Jesus mudava de aparência para se apresentar a certas pessoas; diz que não se deve rezar no inverno, porque o inverno é o mundo, e o verão é o outro mundo e pior; afirma que só as mulheres virgens entrarão no paraíso (o que impede a reprodução humana!). É este livro que Dan Brown queria que a Igreja colocasse na Bíblia como palavra inspirada por Deus? Sobre ele, Philip Jenkins, professor de História e Estudos Religiosos da Penn State University, afirma em seu livro, Hidden Gospels (Evangelhos Secretos): “O Evangelho de Felipe não data de jeito nenhum do século I, os estudiosos o datam do século III, cerca de 200 anos após Jesus ter vivido, e, portanto, não é produto do discípulo Felipe do livro de Atos, a menos que ele tenha vivido pelo menos 310 anos! Isto seria tão distante do nosso tempo como a Revolução Americana, e certamente este é um Evangelho não preferencial em relação aos canônicos, os quais mesmo designados com datas tardias por alguns estudiosos (80-100 D.C.) são muito mais próximos da sua fonte. O documento de Nag Hammadi, por sua vez, não foi escrito antes de 350 D.C.”

    Outro apócrifo citado no CDV, como já dito, é o apócrifo de Maria Madalena. Mas este livro também não é um dos mais confiáveis. Ele é um documento gnóstico que não reflete a realidade encontrada entre os judeus palestinos do século I (o gnosticismo acredita que Jesus não se encarnou, mas que o espírito de Cristo se apossou dele no seu batismo e o abandonou na sua morte). Jenkins nota que os fragmentos mais antigos datam do século III, e a maioria dos estudiosos não o datam de antes de 180-200 d.C. Logo, não foi escrito por Madalena.

    É óbvio que Dan Brown não se ateve a estes dados que mostram como esses apócrifos não são confiáveis. Aliás, qual teria sido a intensidade de estudo sobre os apócrifos feitos por Brown? Afinal, até a data de sua descoberta, como já vimos, ele desconhece e mostra claramente isso ao afirmar: “Felizmente para os historiadores [...] alguns dos evangelhos que Constantino tentou erradicar conseguiram sobreviver. Os pergaminhos do mar morto foram encontrados nos anos 1950 escondidos em uma caverna próxima a Qumran, no deserto da Judéia.” (p.234). Se Brown estudasse 3 anos a mais talvez saberia que estes pergaminhos foram descobertos em 1947 e não na década de 50.

    Todos esses erros cometidos em CDV sobre os apócrifos bastam? Não. Brown conseguiu errar ainda mais. No livro há a afirmação de que a Igreja Católica “tentou bastante suprimir a liberação desses pergaminhos” e impede que estudos sejam realizados sobre eles. É, mais uma vez o autor mentiu, ou desconhece os fatos, pois os textos de Nag Hammadi estão sob custódia do Estado de Israel e pesquisadores de todos os credos trabalham livremente com eles. A Igreja não tem nada a ver com isso.

    Disto tudo, só podemos concluir que os apócrifos não constituem uma fonte confiável sobre a vida de Jesus, diferentemente dos evangelhos canônicos, que, a crer nos estudiosos, são autênticos.

    FONTE:

    http://www.cnbb.org.br/documento_geral/CodigoDaVinciPresbiteros.doc

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