5 bizarros materiais futuristas (mas que já existem)

Por , em 10.09.2013

Espuma de titânio, supercola molecular, aerogel de grafeno… Parecem ideias saídas de histórias em quadrinhos, mas são materiais que realmente existem – e que poderão permitir revoluções tecnológicas num futuro próximo. Saiba mais sobre estes e outros materiais futuristas (e verdadeiros) a seguir.

5. “Plástico-bolha” de alumínio

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Embora não seja relaxante como sua versão de plástico, esse revestimento, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA), pode ser muito mais útil na hora de proteger objetos.

Para produzi-lo, os cientistas criam pequenas depressões em uma folha de alumínio, preenchem-na com uma espuma resistente (feita de carbonato de cálcio ou outro material similar) e prendem outra folha de alumínio por cima. Graças ao preenchimento, as bolhas são capazes de absorver muita energia, e a folha é 50 vezes mais resistente e 30% mais leve do que uma equivalente feita de outros metais. A produção é relativamente simples, e não é cara – especialmente se considerarmos as possíveis aplicações.

A única “desvantagem” é que, se essa versão substituir totalmente a de plástico, muita gente vai ter que procurar outro jeito de aliviar o estresse.

4. Espuma de titânio

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Contrariando a ideia de que espuma é, necessariamente, um material macio, cientistas do Fraunhofer Institute for Manufacturing Technology and Advanced Materials Research (Alemanha) desenvolveram uma feita de titânio.

Primeiro, saturaram uma esponja com uma solução composta por pó de titânio e materiais de ligação e, em seguida, vaporizaram a estrutura de base. O resultado é uma esponja extremamente forte e, ao mesmo tempo, extremamente leve – é possível, ainda, controlar as propriedades do material ainda na fase de produção, conforme a porosidade da estrutura de base.

Uma das possíveis aplicações da espuma é a criação de “próteses de osso”: o material tem propriedades mecânicas similares, e sua porosidade permite que um novo osso cresça ao seu redor, fazendo com que a prótese se integre ao esqueleto.

Até aqui, é o mais próximo que conseguimos de criar um Wolverine na vida real.

3. Aerogel de grafeno

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Há alguns meses, o aerogel de grafeno conquistou o título de material mais leve do mundo – com uma densidade menor que a do hélio.

Ele é fabricado ao se congelar uma mistura de grafeno (uma forma cristalina de carbono) e nanotubos de carbono e é, ao mesmo tempo, esponjoso e elástico. Como é capaz de absorver 900 vezes seu próprio volume em petróleo, e é possível que, no futuro (caso se torne viável produzi-lo em larga escala), seja usado para conter grandes vazamentos – uma tarefa complexa, mesmo com tecnologias atuais.

2. Seda artificial

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“Seda? Grande coisa”, pensou um leitor cético, lembrando-se de já ter visto muitas roupas feitas desse material. De fato, a seda, embora não seja tão comum quanto a lã ou o náilon, faz parte do cotidiano de muita gente. Contudo, é difícil de produzir em grande quantidade, o que motivou a empresa japonesa Spiber a desenvolver um método de produção artificial.

Seus pesquisadores descobriram uma maneira de produzir fibroína (uma proteína usada por aranhas para fazer suas teias) usando bactérias geneticamente modificadas. As bactérias são alimentadas com açúcar, sal e nutrientes e sintetizam a proteína, que é transformada em pó e pode ser usada para fazer fibras, blocos etc.

Com apenas 1 g dessa proteína, é possível fabricar um fio de 9 km de seda.

1. Supercola molecular

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Inspirados pela bactéria Streptococcus pyogenes (que pode causar desde faringite comum até fasciite necrosante – o que lhe rendeu o apelido de “bactéria devoradora de carne”), pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra) criaram uma supercola capaz de unir corpos em nível molecular, deixando produtos “similares” como o Super Bonder no chinelo.

Essa cola funciona com uma proteína da S. pyogenes que pode se ligar a outras e criar elos extremamente fortes – tão fortes que os equipamentos usados para testar a cola quebraram antes de se desgrudar.

Agora, resta encontrar maneiras de usar essa proteína com outros materiais para criar supercolas “seletivas” (e, portanto, mais seguras). [Gizmodo]

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4 comentários

  • Paulo Henrique de Oliveira:

    Já vi uma reportagem deram um jeito de fazer sair seda em leite de cabra! Mais incrível que essa das bactérias hehe.

    • Paulo Henrique de Oliveira:

      *onde deram

  • José Luís:

    Se qdo as pessoas colam o dedo com Super Bonder tem quase que arrancar o dedo pra descolar essa supercola molecular é um perigo para a humanidade

  • Jean Henrique:

    Imagina como deve ser tenso separar os dedos colados pela supercola molecular…

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