7 casos de pessoas que tentaram alcançar a imortalidade e morreram no processo

Por , em 19.03.2015

Você arriscaria sua vida se acreditasse na possibilidade de estendê-la, quem sabe para sempre? Você morreria agora se achasse que poderia ser revivido em algum momento no futuro?

Durante toda a história da humanidade, pessoas foram até o extremo para atingir a imortalidade ou suas próprias fontes da juventude – e se mataram no processo. Veja sete respostas erradas para o segredo a imortalidade.

7. Os monges automumificados

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Se você quisesse preservar o seu corpo para ajudar a humanidade em um futuro distante, como você faria isso? Um punhado de monges, em sua maioria praticantes do Budismo Shingon, tentaram atingir este objetivo através da prática arrepiante da automumificação, a fim de evitar que os seus corpos entrassem em decomposição. Como você pode imaginar, o processo não é nem um pouco agradável. Envolve uma gradual morte de fome, beber uma substância parecida com resina, e depois voluntariamente entrar em uma câmara mortuária. Em um caso particularmente fascinante, uma estátua de Buda foi feita para envolver seus restos mortais.

Sim, é horrível, mas de acordo com algumas tradições, o monge não é tratado como morto. Em vez disso, o monge é visto como existente em um transe de meditação profunda. Alguns acreditam que os monges que entraram neste “estado” serão chamados em bilhões de anos, quando a humanidade precisará deles – e seus corpos estarão intactos.

6. O pioneiro da transfusão sanguínea bolchevique

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Alexander Bogdanov é uma figura fascinante, mesmo se você não levar em conta a sua morte estranha. Bogdanov foi uma peça importante entre os bolcheviques, ainda que Vladimir Lenin o tenha expulsado do partido depois que os dois se desentenderam. Ele fundou o movimento de arte Proletkult e desenvolveu o estudo de tectologia, um precursor para a análise de sistemas. Ele também acreditava que as transfusões de sangue eram a chave para o rejuvenescimento, e talvez da eterna juventude.

Bogdanov realizou uma série de transfusões sanguíneas, e relatou melhora em sua saúde após cada uma delas – até a última e fatal. Bogdanov trocou sangue com um estudante que estava sofrendo de malária e morreu pouco depois. Não está claro se a malária estava de fato por trás da morte de Bogdanov; Bogdanov e seus alunos não estavam familiarizados com os tipos de sangue, o que pode ter causado complicações. O aluno sobreviveu ao procedimento.

5. Os imperadores envenenados da China

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Elixires da Vida, poções e pílulas que supostamente poderiam prolongar a existência – ou até mesmo tornar a pessoa imortal – têm um lugar de destaque na história da China imperial. Havia numerosos alquimistas que afirmaram ter aperfeiçoado a fórmula, mas em pelo menos um punhado de casos, seus elixires tornaram a vida das suas cobaias muito mais curtas.

Qin Shi Huang (foto de seu mausoléu acima), primeiro imperador da dinastia Qin, morreu aos 39 anos, provavelmente após consumir mercúrio na tentativa de se tornar imortal. Ele inclusive levou a substância com ele para o túmulo; acredita-se que um fosso de mercúrio circunda o local. Isso têm complicado um pouco os planos para escavar o lugar.

Há uma série de outros imperadores que supostamente morreram pela ação de pílulas da imortalidade envenenadas. Cinco imperadores T’ang, por exemplo, foram vítimas destes supostos elixires, incluindo o imperador Xianzong que, se conta, ficou tão louco por causa da sua medicação que seus eunucos, eventualmente, o assassinaram. E nem todas essas supostas vítimas da imortalidade morreram em tempos antigos. Segundo algumas fontes, o Imperador Jiajing tomava pílulas de mercúrio em uma tentativa de prolongar sua vida, o que pode ter contribuído para sua morte em 1567.

4. A amante bebedora de ouro de Henrique II

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Embora Henrique II da França fosse casado com Catarina de Médici, sua companheira mais próxima durante a sua vida era a viúva Diane de Poitiers. Diane era conhecida pela beleza incrivelmente jovem que manteve durante sua vida. Não é de modo algum estranho que uma mulher famosa por sua aparência não meça esforços para preservar isso.

No caso de Diane, isso significava beber uma mistura feita de cloreto de ouro e éter etílico, que boticários alegavam poder prevenir o envelhecimento. Infelizmente, a substância lentamente matou Diane, que morreu aos 66 anos tendo sido banida da corte após a morte de Henrique. Estudos recentes mostram que o cabelo de Diane tinha evidências de envenenamento crônico por ouro.

Diane, é claro, não é a única pessoa a morrer para manter uma ilusão da juventude. Houve casos de pessoas que morreram graças a maquiagem à base de chumbo – e maquiagem à base de arsênico – e pessoas que têm tragicamente morrido sob a faca de um cirurgião plástico.

Um detalhe curioso: Diane (que foi muitas vezes associada com a deusa romana Diana) teve seu próprio símbolo, um trio de luas crescentes. Coincidentemente, ele lembra o símbolo de risco biológico.

3. Envenenamento por mercúrio e a Pedra Filosofal

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Alquimistas chineses não eram os únicos que acreditavam que o mercúrio podia ser um ingrediente chave no elixir da vida. Alquimistas ocidentais tentaram por muitos anos criar a Pedra Filosofal, uma substância que muitos acreditavam que poderia rejuvenescer seres humanos, e até mesmo torná-los imortais. O mercúrio está em um grande número de receitas da Pedra Filosofal.

É claro, a manipulação de muito mercúrio pode ser perigosa para a saúde de um alquimista. Por exemplo, Sir Isaac Newton, que estava profundamente interessado em criar a Pedra Filosofal, mostrou sinais de intoxicação por mercúrio na parte final de sua vida: tremores, delírios, confusão e insônia severa. Vários alquimistas provavelmente encurtaram suas vidas conforme procuraram os segredos para a imortalidade.

2. O Elixir da Vida está nos testículos dos Porquinhos da Índia

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Charles-Édouard Brown-Séquard foi um respeitado fisiologista e neurologista, mas fez algo no fim de sua vida que manchou sua reputação científica. Ele começou a injetar-se com extratos dos testículos de porquinhos-da-índia e cães, alegando que era uma substância rejuvenescedora. Brown-Séquard permaneceu bastante viril até sua morte, aos 76 anos, mas a maioria de seus pares colocou quaisquer benefícios de seu “elixir” em um efeito placebo.

Convencido de que havia descoberto uma fonte da juventude, Brown-Séquard deu a sua fórmula de graça para outros cientistas. Algumas pessoas acharam que era uma substância milagrosa, enquanto outras… bem, outras pessoas ficaram muito doentes. Houve pelo menos uma morte registrada pelo elixir, embora não seja claro se o rapaz que morreu soubesse o que seu médico estava lhe dando. De acordo com informações da imprensa da época, o médico desapareceu pouco depois, e a teoria era de que os amigos do morto o assassinaram.

O mais famoso usuário do elixir de testículos foi provavelmente o jogador de beisebol Pud Galvin (foto acima), que também tomava substâncias dopantes. Galvin alegou que as injeções o ajudaram a jogar melhor, mas elas certamente não o tornaram imortal. Ele morreu de indigestão aos 45 anos.

1. A corrida até o futuro criogênico

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Tem havido algum debate sobre se as pessoas com doenças terminais que desejam que seus corpos sejam criogenicamente congelados para serem acordados no futuro, quando uma cura para a doença for encontrada, têm esse direito. Um caso famoso é o de Thomas A. Donaldson, que pediu aos tribunais da Califórnia para ter o direito constitucional de uma suspensão criogênica antes de morrer (Donaldson morreu e foi finalmente criopreservado em 2006).

Enquanto as instalações criogênicas esperam até depois da morte legal para preservar um corpo, algumas pessoas têm se apressado para chegar lá. Em seu site, a Alcor Life Extension Foundation descreve o caso de um cliente que pediu conselhos sobre como se matar para que ele pudesse ser criopreservado imediatamente. Eventualmente, o cliente deu um tiro e foi, de fato, criopreservado. Ele morreu na esperança de que poderia um dia ser revivido e ver o futuro. Do ponto de vista da Alcor, porém, tudo o que ele fez foi reduzir suas chances de ser reanimado. [Io9]

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