7 formações naturais que não parecem reais

Por , em 7.01.2016

Na maior parte do tempo, geografia é bastante previsível. Montanhas parecem montanhas, rios parecem rios etc. Mas, às vezes, o que quer que seja que mantém nosso planeta girando perde seu equilíbrio, e todas as montanhas e rios e oceanos adquirem formas inesperadas. Como:

7. O olho da África

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Oficialmente conhecida como a Estrutura de Richat, o Olho da África parece exatamente como seu apelido. Localizado no ramo da Mauritânia no deserto do Saara, são 50 quilômetros de rochas levantadas que, por uma razão ou outra, acabaram no formato de um globo ocular.

Foi inicialmente pensado que essa era uma zona de impacto de um meteorito, mas as pessoas logo perceberam que os meteoritos tipicamente perfuram crateras na Terra, e não apenas desenham um olho antes de lançar-se de volta para o espaço. Em seguida, foi sugerido que os sulcos podem ter sido formados por uma erupção vulcânica, mas essa teoria também se provou errada, já que não existem quaisquer rochas vulcânicas perto da coisa.

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Hoje em dia, a crença predominante é que o olho foi formado sem querer pela erosão gradual de rochas próximas ao longo dos séculos. Enquanto isso pode ser verdade, é importante notar que estamos negligenciando a explicação mais óbvia: magia.

6. Minas de sal psicodélicas da Rússia

Abandoned Salt Mine

180 metros abaixo de Yekaterinburg, na Rússia, encontra-se uma mina de sal abandonada psicodélica, descoberta pelo fotógrafo Mikhail Mishainik.

Mishainik não fez nada além de registrar as cores e os padrões do local – elas são verdadeiras, e não Photoshopadas. A confusão parece ser o resultado de uma abundância de carnalita, um mineral raro que ocorre geralmente em tons vermelhos, amarelos ou azuis. O material provavelmente fez camadas ao longo das paredes para criar a mina mais doidona da Rússia.

Abandoned Salt Mine

Se você deseja visitar esse lugar, no entanto, se prepare. A mina é composta de nada além de sal e carnalita, de modo que o ar dentro do local é extremamente seco. De acordo com Mishainik, isso, combinado com o calor sufocante de qualquer depósito subterrâneo sem janelas, te deixa com uma sensação de sede perpétua. Junte ainda o tema “expandindo sua consciência” da mina, e pode ser que você queira um programa mais light no fim das contas.

5. As “ondas” congeladas da Antártida

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Não, a imagem acima não mostra uma onda de água congelada. Mas a foto é real, e o que você está vendo são simplesmente geleiras de cabeça para baixo parcialmente derretidas, que depois se congelaram novamente da maneira mais artística possível.

Como explicado por Tony Travouillon, o cientista responsável pelos registros, durante os meses quentes (“quentes”) de verão na Antártida, uma parte do gelo do mar nas proximidades começa a derreter. O degelo é suficiente para formar algumas geleiras que circulam livres. Algumas viram de cabeça para baixo, revelando seus cristais azuis inferiores.

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Gradualmente, no entanto, as próprias geleiras também derretem, escorrendo água pelos lados. Essa água congela novamente antes de ter a chance de bater no chão. Isso ocorre repetidamente, dando uma aparência de onda bizarra (e bela) à geleira.

4. Cavernas de mármore do Chile

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Cavernas não são normalmente feitas inteiramente de mármore, e nos casos raros que são, certamente não acabam parecendo uma casa com piscina da Fortaleza da Solidão. No entanto, as cavernas de mármore do Chile conseguiram fazer exatamente isso.

Elas são um testamento da capacidade da natureza de criar acidentalmente obras humilhantes de arte. Elas começam como nada além de um bloco gigante de carbonato de cálcio endurecido. Aliás, é isso que a maioria delas ainda é:

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Ao longo dos milênios, as ondas batem na rocha, suavizando seu exterior duro pouco a pouco até que, eventualmente, cavernas se formam dentro.

No Chile, à medida que a água do mar laboriosamente esculpiu seu caminho através da rocha, deixou para trás inúmeras camadas de resíduos de sal turquesa, pintando as paredes de uma cor azulada. O resultado é uma maravilha geográfica que se parece com a garagem de Aquaman.

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Cuidado se decidir vê-las de perto, porque essas cavernas parecem ser um bom lugar para se afogar. No lado positivo, é muito difícil que um tubarão entre nelas.

3. Izvorul Bigar, a cachoeira mágica da Romênia

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Izvorul Bigar não é uma cachoeira particularmente alta (tem meros 8 metros de altura) e nem jorra água. Ao invés disso, é envolta em uma camada de fluxos finos de água saindo do musgo. No entanto, quase todo mundo que a viu a considera a mais bela cachoeira do mundo, porque se parece com uma pedra verde gigante flutuando em um espaço mágico.

Os moradores locais a chamam de “milagre do Minis Gorge”, porque ao contrário da maioria cachoeiras, que recebem seus recursos de um rio ou lago, a água escorrendo pelo Izvorul Bigar parece fluir do nada. Não existem fontes óbvias por perto.

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De onde vem a água, então? De uma nascente subterrânea borbulhando intermitentemente por vários pequenos buracos ao longo do chão.

O musgo grosso de Izvorul Bigar retarda o movimento da água, e o resultado é um chuveiro firme e constante que em muitos aspectos é mais bonito e impressionante do que as torrentes das Cataratas do Niágara.

2. Rocha dividida da Nova Zelândia

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The Split Apple Rock é uma rocha localizada na Ilha Sul da Nova Zelândia, e uma atração turística muito popular.

Conhecida como Toko Ngawha pelos moradores locais (que significa “rocha aberta”, porque às vezes você apenas tem que chamar os bois pelos nomes), ela é uma anomalia universalmente inexplicável. Ninguém sabe ao certo como foi dividida, com exceção de talvez Poseidon, que não quer responder direito a nossa pergunta.

Segundo a lenda local, dois deuses Maori estavam lutando pela posse de uma pedra gigante e, quando perceberam que nenhum iria recuar, decidiram resolver a disputa dividindo-a ao meio. Uma vez que o ato foi feito, eles aparentemente determinaram que não queriam mais a rocha, porque simplesmente deixaram as duas metades no meio do oceano.

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Claro, se você é um daqueles nerds que preferem uma explicação chata científica, a teoria alternativa é de que esse é um fenômeno geológico comum em locais frios. A água se infiltra em uma rachadura na rocha, e uma vez que a temperatura fica baixa o suficiente, congela, expandindo a pedra. Como este processo é repetido inúmeras vezes ao longo de milhares de anos, poderia eventualmente esculpir um troço como este.

1. Calçada dos Gigantes na Irlanda

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A Calçada dos Gigantes na Irlanda do Norte é uma série de colunas rochosas que parecem uma pilha de peças de Tetris que não podem ser reais, mas são.

A calçada foi formada por centenas de colunas de lava basáltica endurecendo 65 milhões de anos atrás, durante uma erupção vulcânica. Normalmente, isso deixa para trás uma camada plana de rocha, mas no caso da Calçada dos Gigantes, o basalto se contraiu conforme esfriou, formando a maior coleção de cerâmica do mundo.

Há uma estrutura semelhante a 300 quilômetros de distância, na Escócia, chamada Gruta de Fingal. Como o próprio nome sugere, é um pouco mais fechada do que a Calçada dos Gigantes, mas bem parecida.

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Como é o caso com a maioria das coisas no mundo que não fazem sentido imediato, os povos antigos explicavam a gruta e calçada com um mito malvado. Um gigante irlandês chamado Fionn MacCumhaill travou uma guerra contra seu vizinho chato, o escocês gigante Benandonner. Fionn construiu a calçada (que, de acordo com o mito, originalmente se estendia da Irlanda à Escócia) para que pudesse marchar através do oceano e socar Benandonner. No entanto, logo percebeu que era terrível em combate e fez sua esposa disfarçá-lo como um bebê. Uma vez que Benandonner viu o enorme bebê, fugiu em terror, chegando à conclusão compreensível de que uma criança daquele tamanho devia ter um pai cataclismicamente gigantesco. Benandonner então destruiu a maior parte da calçada, deixando apenas a Calçada dos Gigantes na Irlanda e a Gruta de Fingal na Escócia, só para confundir totalmente diversas gerações de seres humanos. [Cracked]

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