Cientistas divergem sobre o quanto o nível do mar está subindo

Por , em 15.09.2010

Mais lenha jogada na fogueira da discussão sobre o aquecimento global: a Universidade de East Anglia (Inglaterra) deixou vazar uma série de e-mails dando a entender que a instituição estava tentando encobrir alguns dados importantes comprovando o aquecimento global. O estudo que a universidade teria tentado desacreditar é de autoria de dois pesquisadores das mudanças climáticas.

O tema do estudo, mais uma vez, são as calotas polares. Segundo a nova pesquisa, feita por estudantes universitários da Holanda, ao longo da última década a Groenlândia está perdendo aproximadamente 104 gigatoneladas (bilhões de toneladas) por ano, enquanto no Oeste da Antártida esta taxa está em 64 gigatoneladas. A questão, agora, é só se as calotas estão perdendo mais ou menos gelo, mas todos concordam que de fato estamos perdendo.

O nível do mar, segundo o levantamento, está aumentando cerca de três milímetros por ano, atualmente. Na década de 1970, quando começaram a surgir os primeiros diálogos sobre o que ainda seria chamado de aquecimento global, este nível de aumento estava em 1,8 milímetros.

Estimativas feitos há alguns anos superestimaram esses números. Segundo os pesquisadores holandeses, os levantamentos anteriores erraram por ignorarem um fenômeno chamado de ajuste isostático do gelo. Basicamente, é o seguinte: o gelo exerce determinado peso sobre a sobre a terra, que em contrapartida faz força para cima. Algo como um colchão que se reacomoda devagar depois de dormirmos uma noite sobre ele. Esse choque de pressões influencia na elevação do nível do mar e até no próprio ritmo com o qual a calota derrete.

Assim, os pesquisadores pedem cuidado para se fazer análises. Eles não refutam que haja aquecimento global, mas afirmam ser fundamental que se estude a conformação das camadas terrestres para tirar conclusões sobre o aumento do nível do mar, um dos principais “sintomas” das mudanças climáticas. [Daily Tech]

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5 comentários

  • Brenda:

    Na minha opinião o mar esta voltando pra onde ele era antes, por exemplo, segundo alguns familiares moraram há muito tempo na Glória Bairro do Rio de Janeiro, lá (glória) era tudo mar onde agora são predios grotescos…
    É meio esdrúxula esse exemplo, mas, é fato, onde são prédios hoje já foi mar no passado… Creio que ele irá avançar um pouco mais do que era antes se a temperatura continuar assim, porém, se ela for acrescentada assim sim teremos um imenso problema, creio que a terra vai se detruir por si só.
    O homem alterou o sistema da terra, o universo, as galáxias alteraram o sistema. De fato vai acontecer algo gerado por um ser ou uma coisa suprema, porém o nome dele non é Deus e nem vai ser um cara barbudo de olhos azuis.
    Existe algo supremo e ele non pode ser a semelhança do homem, pois nós somos os animais mais podres.

  • Rafael:

    Um exemplo são as geleiras… Desde o tempo que os cientistas começaram a ver até hoje que eles falam que estão tudo derretendo, quanto a temperatura variou? Chutando alto uns 5º???????????? Que eu saiba, para derreter 104 gigatoneladas (bilhões de toneladas) por ano na Groenlândia e 64 gigatoneladas no Oeste da Antártida, seria preciso muito mais variação de temperatura… E sem contar que o dia que está com 0º, elas não derretem, e o dia que está com 5º, elas teriam sumido!

  • Rafael:

    Essas previsões que o mar está elevando milimitros e a temperatura variando 0,5º é tudo mentira e muita frescura!

    Como a unidade de medida de milimitros é válida para medir o nível do mar, que não tem superfíe estática? E como 0,5º é válido para medir a variação de temperatura, já que todo dia ela varia muito, pode fazer 0º assim como 30º…

    Desse jeito, serão necessários milhares de anos para o mar subir apenas alguns metros… Se for assim, uma onda de 5 metros já era pra ter derrubado muitos prédios na praia… E a temperatura então, o mês que está 20º está normal, o mês que está 30º, já era pra ter evaporado toda a água do planeta!

    Isso me parece mais um ciclo natural… Ou as previsões estão completamente erradas e na verdade seriam piores, ou é muito alarde para um processo natural da Terra.

    Se a temperatura estivesse variando uns 10º por ano, e o nível do mar subindo meio metro, aí sim eu teria certeza que é o ser humano que está causando, do contrário é o processo normal de ciclos da Terra.

  • ROOSEVELT S. FERNANDES:

    O QUE HÁ DE NOVO NA DISCUSSÃO DA TEMÁTICA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS?

    Ainda vivemos, agora mais intensamente, um momento de conflito de posições entre os que defendem e os que contestam as bases da teoria do Aquecimento Global. Todos os dias, nas diferentes formas de mídia (muitas das vezes tendo como pano de fundo nítidas posições políticas), pode-se observar a quantidade de informações que, em síntese, massacram a cabeça do ser humano não iniciado (entenda-se a grande maioria da sociedade) em relação ao tema.

    Muitas informações são extremamente oportunas, outras suposições, muitas das vezes sem qualquer sustentação científica. Como os não iniciados não conseguem perceber a diferença entre as duas situações, acabam por, gradativamente, se afastando da discussão do tema, transferindo, sem que percebam, para o segmento dito dos iniciados (pesquisadores, cientistas, ecologistas, políticos, etc.) o encaminhamento do assunto.

    As pesquisas já mostram os efeitos de tal contexto com muita clareza; a realizada pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, na Região da Grande Vitória / ES (municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica (cerca de 1000 entrevistas / erro de 3% e intervalo de confiança de 95%) deixa claro que a sociedade como um todo reconhece a importância do tema, porém se considera fora do processo de discussão / decisão e, ao ser levada a aprovar ou rejeitar teses corretas (fundamentadas cientificamente) e não corretas, reage, demonstram um nítido e visível desconhecimento sobre o real contexto das Mudanças Climáticas. Os resultados da pesquisa não diferem de outras realizadas em outros grandes centros urbanos no Brasil e no exterior.

    Ou seja, a sociedade evidencia que prioriza o assunto e está aberta a um processo de conscientização, porém o processo que se está adotando hoje – onde em muitas das vezes vale mais o impacto do título da matéria do que a qualidade do seu conteúdo – está gerando uma ação de entropia que nos parece muito perigosa a médio e longo prazo, sobretudo se levarmos em conta que não há solução sustentável para o problema se não houver uma íntima e consciente participação da sociedade.

    Porém, onde estão às origens das falhas que levam a esta realidade?

    São muitas. Começam nas escolas de ensino básico, fundamental, médio e médio técnico que ainda não perceberam que meio ambiente não pode ser discutido apenas em sala de aula dissociado da realidade da comunidade do seu entorno, das instituições de ensino superior que ainda não perceberam a importância de gerar gestores ambientais (nas várias áreas de formação) que estejam preparados (não na qualidade de especialistas), mas, no mínimo, como atores ativos do processo ambiental) para atuar a partir de suas futuras atividades profissionais, do Poder Público que não assume, na plenitude, a sua responsabilidade de estruturar campanhas de conscientização, do segmento político que em muitas das vezes define leis totalmente dissociadas da realidade, para citar apenas algumas causas, que acabam por levar a sociedade a este processo de afastamento em relação aos assuntos ligados à temática ambiental. Todas as citações acima ficam asseguradas nas muitas pesquisas realizadas pelo NEPA em diferentes segmentos formadores de opinião da sociedade.

    A quem interessa este estado de coisas?
    Quem ganha, quem perde com isso?
    Será que a tática é “pagar para ver”?

    Ou seja, não há muito de aspectos novos – os essenciais já são conhecidos – a serem considerados quando tratamos de assuntos como a problemática das Mudanças Climáticas. O essencial nesse momento é estar aberto aos estímulos de conscientização e, sempre que possível, participar das discussões, independentemente de qual seja a sua posição em relação ao assunto.

    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

  • Hugo:

    http://www.youtube.com/watch?v=xrhGBHcPmrE

    Acho que está derretendo sim, mas não tem comprovaçao nenhuma que o homem está ligado a isso. Estudos provam que planeta sempre esteve em ciclos, cheias e vazantes do mar (não maré, do mar mesmo) de centenas de metros (e não só 3mm tsc), eras mais quentes e eras glaciais etc. Vídeo acima fala muito disso.

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