,

7 motivos para você meditar

Por , em 9.08.2012

“Meditação? Coisa de monge, não serve pra mim”, pensa o leitor. A ideia de parar, respirar fundo, acalmar a mente e afastar as distrações pode soar absurda diante das nossas rotinas diárias – quem tem tempo para isso? Contudo, seus benefícios podem fazer cada minuto investido valer a pena. Listamos a seguir sete razões para você dar uma chance à meditação (sem ter que entrar em um mosteiro):

1 – Diminui a dor

De acordo com estudo publicado no periódico Journal of Neuroscience (edição de 6 de abril de 2011), uma sessão de 1h30 de meditação pode diminuir pela metade a sensação de dor. Os participantes da pesquisa foram submetidos a um teste de dor antes e outro depois de meditar – e o efeito analgésico foi observado por meio de ressonância magnética.

Outra pesquisa, divulgada em 2010 pela revista Pain, revelou que pessoas que meditam regularmente não se incomodam tanto com dores. Aparentemente, o fato de conseguirem focar no momento presente faz com que não antecipem tanto a dor, reduzindo seu impacto emocional.

2 – Melhora sua vida sexual

Aprender a manter o foco no presente (uma das habilidades desenvolvidas pela meditação) pode tornar as experiências sexuais mais prazerosas: de acordo com estudo publicado em 2011 pela revista Psychosomatic Medicine, o foco ajuda a afastar pensamentos que distraem e, assim, leva a pessoa a aproveitar o momento.

3 – Evita armadilhas mentais

Às vezes, ficamos presos a determinados hábitos e formas de pensar que nos atrapalham na hora de resolver um problema. “Essa dificuldade de se desfazer de respostas velhas, habituais e não adaptativas e adotar soluções melhores pode estar por trás de muitas das nossas dificuldades diárias”, diz o pesquisador Jonathan Greenberg Ben-Gurion, da Universidade de Negev (Israel).

Em estudo divulgado pelo site PLoS ONE em maio de 2012, Ben-Gurion e sua equipe investigaram os efeitos da meditação na resolução de problemas. Depois de poucas semanas de treinamento, os participantes desenvolveram uma “mente aberta” e tiveram mais facilidade para adotar novas (e mais eficientes) estratégias para lidar com problemas.

4 – Aumenta a resistência mental

Segundo pesquisa divulgada pelo periódico Emotion, a meditação pode tornar uma pessoa mais resistente aos efeitos de situações traumáticas, como lutar em guerras. Durante oito semanas, um grupo de soldados da Marinha dos Estados Unidos realizou duas horas semanais de meditação. Em comparação com os outros, eles demonstraram um estado mental mais equilibrado, memória mais eficiente e maior capacidade de entrar em estado de alerta sem perder o controle das emoções – uma espécie de “armadura mental”.

5 – Aumenta a empatia

A capacidade de se colocar no lugar do outro e demonstrar benevolência pode ser reforçada por meio da meditação, de acordo com estudo publicado no periódico PLoS ONE em março de 2008. Depois de praticar meditação compassiva (que envolve pensar em entes queridos, direcionar a eles pensamentos positivos e expandir estes pensamentos para outros seres vivos), os participantes passaram a demonstrar maior atividade nas áreas do cérebro ligadas à empatia quando ouviam determinados sons (como a voz de uma pessoa pedindo socorro ou a risada de um bebê).

6 – Melhora sua capacidade de manter o foco

Em estudo divulgado pela revista Psychological Science em 2010, os participantes tiveram que desempenhar uma demorada e tediosa atividade em um computador. Depois de sessões de meditação budista, eles tiveram mais facilidade em perceber detalhes e manter a atenção enquanto realizavam a tarefa.

7 – Fortalece seu cérebro

Até aqui, falamos sobre benefícios para a mente. Será que a meditação pode provocar alterações físicas no cérebro? Em pesquisa publicada no periódico Frontiers in Human Neuroscience em março de 2012, os participantes que praticavam meditação há anos apresentavam mais “dobras” em seu córtex cerebral – e, como consequência, eram capazes de processar informações com maior facilidade.

Em outro estudo, divulgado na revista NeuroImage em julho de 2011, foi constatado que adeptos da meditação têm ligações mais fortes entre áreas do cérebro e apresentam menos efeitos de atrofia cerebral ligados ao envelhecimento.

E então, leitor? Pronto para dar uma chance à meditação?[Live Science]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars

8 comentários

  • Eddie Vaccari:

    Com a Meditação Transcendental, bastam 20 min pela manhã e 20 min ao final da tarde. E não é necessário nenhum tipo de concentração.

  • Rafael2:

    Relativamente ao item 3, que fala sobre armadilhas mentais que nos detém a percepção, estou lendo um livro de um doutor em psicologia inglês (Richard Wiseman) que ilustra inúmeros testes e situações que nos chama a atenção para esse processo, nos auxiliando a evitá-lo. O monoideísmo constante não nos auxilia na tarefa.

  • Njonas Machado:

    eu ja sabia de todas essas benevolencias que tem ameditação.muitas vezes ja sabemos de muitas coisas que sao apenas suposiçoes nossas,suposiçoes que,basta um estudo para se concretizarcomo verdade em nossos pensamentos!

  • jodeja:

    É, meditar realmente fortalece o cérebro, aumenta a resistência mental, mas não é tão fácil quanto parece. Claro, não somos treinados, não é ensinado na infância e depois de adultos, não há estímulos, como há para futebol e esportes em geral, logo… Às vezes temos interesses, escolas são caras e difíceis. Gosto muito mas, posso dizer que nunca consegui mesmo. Concentração,reflexão, e também mentalização, consigo, mas isso não é meditação, para a qual ainda não estou preparado. Um dia, toda a humanidade chegará lá.

  • Dinho01:

    Adorei um pensamento que eu li uma vez em um livro sobre meditação.”Você não sua mente.Imagine que sua mente é o cavalo a ser domado e você é o cavaleiro.”

  • mukokani tamele:

    As pessoas hoje em dia estão mais preocupadas com coisas práticas. Até porque as pessoas andam tão ocupadas que não têm muito tempo para parar e meditar durante 1h.30 min. As coisas são tão rápidas hoje em dia de tal sorte que a cada momento temos que responder a um e-mail, atender telefone, escrever documentos, assistir aos programas de TV, estar com a família, etc. Quando resta tempo as pessoas preferm dormitar um pouco para recuperar energias, do que parar para meditar, pois nunca o conseguiriam. Se calhar numa ilha desértica, só e de férias, sem internet nem telefone.

  • Jonatas:

    Não é tão fácil quanto parece, pois naturalmente, não fomos “feitos” para nos concentrar, a natureza do nosso cérebro não é concentrar-se, é fazer várias coisas ao mesmo tempo, na verdade é distrair-se: aí está a grande dificuldade, e a necessidade de desenvolver a habilidade da meditação, da abstração.
    Porque tendemos a ouvir música enquanto trabalhamos, jogar paciência ou bater com a caneta na mesa enquanto tentamos pensar na solução de uma problemática? ou porque enchemos a mesa do escritório com uma parafernália de papéis e fotos? Não é tanto o modelo de trabalho atual que nos força isso, é nós mesmos, nossos hábitos, nossa natureza. Tudo ao nosso redor serve para nos distrair, e as aplicações criadas para roubar o nosso tempo estão cada vez mais interessantes, eis os jogos, a internet…
    Embora a facilidade de aprender a se concentrar varie de pessoa pra pessoa, se concentrar não é uma habilidade inata, mas um processo de aprendizado, cuja melhor forma é a meditação, é preciso se concentrar para meditar e por isso a meditação melhora a concentração, sendo tão boa para nosso cérebro quanto os exercícios para nossos músculos. A diferença entre nós e os monges é que eles treinam essa habilidade desde muito cedo.

  • Cleme Hajia:

    Vejo a principal razão de meditar a expansão de consciência, resultando num bem estar geral

Deixe seu comentário!