A vida na Terra surgiu por acaso?

Por , em 29.10.2013

A origem da vida na Terra ainda é um grande mistério. Os pesquisadores não sabem dizer como ocorreu seu surgimento a partir de conjuntos de produtos químicos inanimados. Isso porque é difícil saber quais produtos existiam há mais de três bilhões de anos – mas podemos estudar as biomoléculas que temos hoje para descobrirmos mais sobre o assunto.

Máquinas moleculares presentes nas células, misturadas com produtos químicos gordurosos, formam uma versão primitiva de membrana celulares – o estudo dessas máquinas, por exemplo, pode ser uma descoberta fantástica que irá explicar como a vida se formou na Terra e como pode se formar em outros planetas.

Em 1987, o Prêmio Nobel de Química foi dado a Donald J. Cram, que demonstrou como moléculas complexas podem executar funções muito precisas. Um dos comportamentos destas moléculas é chamado de auto-organização, pois vários produtos químicos diferentes se juntam graças às muitas forças que atuam sobre eles, formando assim uma máquina molecular que permite a execução de tarefas complexas.

Pasquale Stano e seus colegas da Universidade de Roma (Itália) estavam interessados em utilizar este conhecimento para investigar as origens da vida. Para tornar as coisas simples, eles escolheram um conjunto que produz proteínas. Este conjunto é constituído de 83 diferentes moléculas de DNA, programadas para a produção de uma proteína fluorescente verde, que pode ser observada com um microscópio confocal.

Este conjunto só produz proteínas quando as moléculas estão próximas o suficiente a ponto de reagir uma com a outra. Porém, quando o conjunto é diluído com água, elas não podem mais reagir. É este um dos motivos para o interior das células ser cheio.

Tentando recriar esta aglomeração molecular para entender a origem da vida, Stano adicionou um produto químico chamado POPC à solução diluída. Moléculas gordurosas, tais como a POPC, não se misturam com água, e quando colocadas no líquido, formam automaticamente os chamados lipossomas, que possuem uma estrutura parecida à das membranas de células vivas, por isso são bastante utilizados para o estudo da evolução das células.

Com o estudo, Stano relatou que cinco em cada mil lipossomas tinham todas as 83 moléculas necessárias para a produção da proteína. Estes lipossomas produziram uma grande quantidade da proteína GFP e brilharam verde sob um microscópio.

Cálculos computacionais revelam que, mesmo por acaso, cinco lipossomas em mil não poderiam ter juntado todas as 83 moléculas do conjunto – a probabilidade calculada é essencialmente zero, o que significa que algo bastante singular está acontecendo.

Stano e os outros pesquisadores da sua equipe ainda não entenderam por que isso aconteceu. Pode ainda ser um processo aleatório que um modelo estatístico possa explicar. É possível que estas moléculas particulares estejam adequadas para este tipo de automontagem por já estarem altamente evoluídas.

Um próximo passo importante é descobrir se moléculas semelhantes, mas menos complexas, são capazes de repetir o mesmo efeito.

Independentemente das limitações, o experimento de Stano demonstrou pela primeira vez que a automontagem em células simples pode ser um processo físico inevitável. Descobrir exatamente como isso acontece significa dar um grande passo para a compreensão de como a vida no planeta Terra se formou. [io9]

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87 comentários

  • pmahrs:

    Tive liberdade para falar tudo que queria neste site e até mais. Obrigado aos moderadores e a todos por tolerarem ao parco português. Me despeso com frases de Albert Einstein.

    1) Alguém que nunca cometeu erros nunca tratou de fazer algo novo. 2) A educação é o que sobra depois que gente se esquece do que aprendeu na escola. 3) Ser suficiente artista é ter capacidade de desenhar a imaginação. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve ao mundo. 4) O segredo da criatividade é saber esconder suas fontes. 5) O valor de um homem deve medir-se pelo que dá e não pelo que recebe. Não se converta em um homem de sucesso senão num homem de valores. 6) Existem duas maneiras de viver: Pode viver como se nada fosse um milagre, ou viver como se tudo o fosse. 7) Quando examino a mim mesmo e aos meus métodos de pensar, chego à conclusão que o dom da fantasia significa muito mais para mim que qualquer outro talento para pensar positiva e abstractamente. 8) Para ser um membro imaculado de um rebanho de ovelhas, deve-se, antes de tudo, primeiro ser uma ovelha. 9) Deves aprender as regras do jogo. E depois deves jogar melhor que todo mundo. 10) O mais importante de tudo é nunca deixar de se perguntar. A curiosidade tem sua própria razão de existir.

  • pgsrider:

    “A vida na Terra surgiu por acaso?”
    A matéria aos cuidados do Bruno Calzavara, é bem estruturada e informativa. Também publicada numa das melhores revistas científicas atualmente “Scientific American”. http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=life-on-earth-was-not-a-fluke&WT.mc_id=SA_Facebook
    Por enquanto, de acordo com o conhecimento científico atual, a resposta pra pergunta título dessa matéria, é: Não, a vida não poderia ter surgido por acaso, nem na Terra, nem em lugar nenhum. Provisoriamente, essa é a resposta. (veja comentários interessantíssimos abaixo)
    É bom que a ciência (não as religiões, as quais mais mal do que bem tem fêito à humanidade, contrárias às suas próprias doutrinas) continue pesquisando, pra que afinal um dia saibamos como viemos parar aqui.
    Pra ser de real valor, essa pesquisa deve estar isenta de preconceitos. Deve ser objetiva. Acima de tudo, CIENTÍFICA.
    “Cientismo”, não é ciência. É religião de pessoas que deveriam ter escolhido outra profissão, pois apresentam resultados “científicos” pré concebidos, “a priori”, em apôio a uma crença pessoal não respaldada em evidências indiscutíveis.
    A presente matéria não é carente de interpretação. Ela se auto-interpreta. Sob os bons cuidados da pessoa que cuidou do artigo, a matéria diz o que diz, e pronto.
    Quanto ao título “pergunta” da matéria, alguns se arriscam a passar vergonha, respondendo de maneira confusa, refletindo crenças pessoais infundadas, não científicas.
    Alguns, se apressam dizendo: “Não! Deus criou a vida.”
    Outros ainda, dizem coisas engraçadas e confusas, que nada tem a ver com a matéria, só pra desabafar que não acreditam em algo ou alguém, que no final das contas, não é o que está em questão nesse artigo. Se auto denominam “ateus”, e pra dar mais peso às suas crenças, citam cientistas proeminentes, e até os tem como admirados em suas páginas de redes sociais, sendo que esses mesmos cientistas até gozam dessa situação.
    Veja como exemplo, o que o ótimo e objetivo Astrofísico Neil deGrasse Tyson disse a respêito desse tipo de gente:
    “Sou constantemente citado e reinvindicado por ateus. Considero isso intrigante…
    Sou um cientista. Consigo pensar por mim mesmo. Sou um educador. Meu objetivo é ajudar as pessoar a pensar de maneira objetiva.
    Pra começo de conversa, é estranho até que essa palavra “ateu” exista…
    Eu não jogo golfe. Existe alguma palavra pra “não-jogadores de golfe”? “Não-jogadores de golfe” se ajuntam e traçam estratégias?
    “Não-esquiadores” se auto denominam com alguma palavra, e se encontram pra conversar à respeito do fato que eles não praticam esqui?
    “Não-acreditadores em OVNI”? “Não-fãs da Beyoncé”????
    Eu não. Eu não posso fazer isso. Não posso me juntar com pessoas pra conversar à respeito do quanto cada um NÃO acredita em Deus. Simplesmente, não. “Agnóstico”, é o termo que me separa dessa conduta dos “ateus”.
    Não concordo com os ateus, quando eles me reinvindicam como sendo um deles.” http://www.youtube.com/watch?v=CzSMC5rWvos
    Assim, como gente civilizada, vamos nos treinar a apreciar melhor artigos e matérias como essa, tirando conclusões provisórias lógicas, sem descambar em conversas inócuas, esperando por mais descobertas científicas responsáveis.

    • HFC:

      Se os resultados de quem fez a matéria da SciAm foram bons, os seus comentários, pgsrider, não foram. Por exemplo, vc cita o artigo de Salisbury porém se esquece de citar a própria frase no texto de Salisbury que cita que o cálculo dele só seria verdadeiro se partisse de apenas uma molécula de DNA de 1000 nucleotídeos (vide doi:10.1038/224342a0). Claro, não há ideias científicas sobre a origem da vida que partam de tal hipótese, mas vc quer dar por válido seu argumento sem citar a base do referido artigo da Nature. Suponho que esta sua religião seja a mais nova vertente religiosa do DI, o Mafezismo. Da próxima vez, cite seus dados corretamente. Não copie e cole textos, como vc fez, de sites das Testemunhas de Jeová.

      Fica bom assim para todos, vc não concorda ?

    • pmahrs:

      De fato não se trata de bilhões combinações de eventos individuais e sim de bilhões de combinações de eventos. Mas o ateísmo aqui não é devido a fatos científicos e matemáticos por que isto não atrapalha nada a fé e sim só por puro ódio, preconceito, trauma ou ideias preconcebidas possivelmente induzidas por alguém um pouco mais inteligente que só mostrou aspectos negativos e de forma a atingir o inconsciente fazendo os se sentir idiotas se não aceitarem sem questionar. Como as vezes tentam fazer aqui, comparando com ratos, boiada, retrogrado a séculos atrás, cadáver, feras que só comem e reproduz bactérias, multidões.

    • pmahrs:

      As vezes tenho a impressão que algumas matérias ou até o próprio site tem a finalidade mais de combater religiões do que divulgar a ciência. Os que se alto intitulam intelectuais, politizados e conscientes só consideram assim quem concordar com eles 100% sem questionar; os outros sempre rotularam de alienado, burro, analfabeto, boiada, irracional; Porém em religião, política, economia de governos e as vezes até em alguns pontos da ciência, nem intelectuais de Harvard entram em consenso.

    • Cesar Grossmann:

      Decorrência do simples fato que não saia nenhuma notícia sobre ciências sem que algum religioso conteste a mesma usando argumentos em boa parte ridículos.

      Porém em religião, política, economia de governos e as vezes até em alguns pontos da ciência, nem intelectuais de Harvard entram em consenso.

      Não digo nada de religião, política e economia, existe aí “ciência religiosa”? Tem “ciência política”, mas quanto dela é feita com método científico, e quanto é baseado em “figuras de autoridade” falando o que eles acham que é, sem nenhum estudo para demonstrar isso?

      Quanto às ciências “hardcore”, como físcia, química, biologia, é normal que aconteçam discordâncias com novas hipóteses. É preciso algum tempo para que uma ideia ganhe aceitação, ou seja definitivamente descartada, por ser errada.

    • pmahrs:

      Coitadismo não cola bem para pessoas inteligente e sei que você é e muito. Quem incitou primeiro é só voltar lá embaixo e ver

      “Criacionistas distorcendo o estudo e suas conclusões em 5… 4… 3…”

      A questão parece só um ódio que pode ter motivo real ou não, mas todos não podem pagar por erros de alguns a vida toda, se não todos cientistas alemães seriam condenados até hoje por pesquisas cruéis do século passado. Sei que você pode mais do que desqualificar e ridicularizar pessoas para combater a ideia e sei que você entendeu bem minha alusão a intelectuais de Harvard, até porque você que mais costuma usar alegorias para se referir a religiosos e criacionistas. Muitos dos intelectuais de Harvard ou Princeton têm religiões e obviamente não são ridículos nem idiotas. Ainda também não há consenso sobre teorias religiosas pois não existe aparelhos para observar, medir ou presumir algum efeito vindo de outras dimensões; nem o melhor hardware e software ainda pode reproduzir e interpretar com perfeição um dos 5 sentido humano, imagina mais; a ciência ainda não chegou neste ponto precisamos de muito mais conhecimento, equipamento e inteligência.

    • Cesar Grossmann:

      pmahrs, dizer que é “coitadismo” é só uma maneira de tentar desqualificar, o fato é claro, a experiência serve de base, os criacionistas usam de falácias e mentiras, e distorcem tudo que se refere à biologia e à cosmologia, tudo que for contrário às crenças deles eles acham que tem permissão divina para distorcer e mentir.

      A barragem de argumentos estúpidos seria bem maior se não houvesse uma política no site para limitar os inimigos da ciência.

    • pmahrs:

      Não posso generalizar, não tive nenhum tópico bloqueado que percebi o que leva a acreditar que o site é democrático e aceita ideias diferentes, sobre o assunto. Já fomos chamados de gado, sem cérebro ou coisa que se reproduz a esmo e vários outras comparações e estes adjetivos.

      “os criacionistas usam de falácias e distorcem tudo que se refere à biologia e à cosmologia, tudo que for contrário às crenças deles acham que tem permissão divina para distorcer e mentir.”

      “A barragem de argumentos estúpidos seria bem maior se não houvesse uma política no site para limitar os inimigos da ciência.”

      Lamentável querer ouvir só quem concorda 100% conosco. Lembro que assim como acasoalistas, os criacionistas também falam o que acreditam

      Fiquem a vontade para me bloquearem do site.

    • pmahrs:

      Qualquer um sabe que você escreve bem português, inglês, talvez até alemão. Nem que eu fosse amador cairia nesta armadilha do “pleonasmo proposital” para o outro criticar a gramática não a ideia.

  • EDSON_HYPE:

    Vamos para a parte prática e simples da coisa:

    O evolucionismo, inegavelmente (feche os olhos para isso quem quiser) tem fundamentos de ceticismo e ateísmo e não só de ciência. É uma ferramenta nas mãos daqueles que não acreditam em um Poder Criador Supremo, afinal, como explicar tantas maravilhas vivendo nesse planeta não é mesmo?

    Ora, ao olhar para tantas e magníficas criaturas, bem como para os poderes mantenedores da vida, há de se dar uma explicação, pois do contrário, há de se aceitar um Poder Criador. Então os céticos optam pela primeira.

    Não digo que não possa haver conciliação de evolução com criação, pois há os que defendem que aquela possa ser
    divinamente conduzida por esta.

    Agora, vamos observar um detalhe muito, mas muito importante e que muitas vezes é irresponsavelmente ignorado
    pelos evolucionistas céticos:

    Fala-se muito em “evoluiu”, “evoluiu” e “evoluiu”. Mas veja bem, isso não é algo como adquirir uma cor a mais quando se toma sol, ou ganhar um pouco de massa quando se faz uma musculação, não é algo já condicionado pelo nosso organismo como adaptação, mas trata-se de estruturação de informações, criação de dados, funcionamento harmonioso, propósito, ação, reação, interpretação, cópia, organização e tudo escrito dentro de uma molécula.

    É muito fácil dizer “evoluiu” mas já pararam para pensar na imensa, digo “I M E N S A” complexidade que existe em
    alterar um DNA para produzir um novo membro, um novo órgão, uma nova função ou uma “nova alguma coisa”?

    Eu desenvolvo softwares altamente complexos e seguramente digo que nunca, através de mudanças cegas nas variáveis,
    atributos e métodos, mesmo em uma grande escala de tempo, eu conseguiria fazer com que um software de visão
    artificial se transformasse em um controle de tráfego aéreo.

    Uma coisa é mutação genética, outra coisa são alterações capazes de formar novos seres, com novos órgãos e novas
    funções.

    A metamorfose da lagarta em borboleta e do girino em sapo já está escrita no DNA.

    Há ainda que se dizer que o DNA de um animal peçonhento, por exemplo, de certa forma conhece a estrutura do organismo
    de sua presa para que a substância (peçonha) tenha efeito no outro corpo.

    E os animais que se camuflam? Precisam produzir substâncias, ranhuras e protuberâncias de forma a refletir as ondas
    eletromagnéticas da luz nos mesmos comprimentos de ondas que o meio. E isto está no DNA. Incrivelmente os seus
    corpos também conhecem que outros seres possuem olhos…

    Está tudo interligado, entrelaçado, numa magnífica e surpreendente existência…

    Vamos fazer uma teste mental: Se eu, neste momento, fizer um desenho nem tão complexo e associar racionalmente
    algumas sequências de letras as suas partes e entregar a alguém dizendo: essa sequência de letras forma um desenho,
    então quero que você acrescente uma sequência, ou retire uma parte ou modifique para que o meu desenho, dentro dos
    padrões de codificação, ganhe três bolinhas na parte superior. Pronto!!! Sem solução!!! Podemos parar a conversa e ir tomar um café…

    Agora, me admira muito que moléculas (que não pensam) consigam alterar porções de DNA para criar,
    eliminar, modificar órgãos, funções e etc.

    É questão de escolha. Um cientista cético vai mergulhar até perder o fôlego para tentar conciliar a vida, o mundo e
    as criaturas com a sua descrença. Um cientista que crê na Força Suprema (Deus) talvez fará uma oração antes de
    pegar no sono. É assim que funciona. Questão de escolha. Eu, por exemplo, creio em Deus e não consigo engolir a
    existência sem Ele. Outros passarão a vida inteira fugindo Dele…

    É difícil pessoas de pensamentos antagônicos convencerem um ao outro, mas é natural que exponham seus
    pensamentos…

    “Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma
    coisa” Salmos 139:12

    “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias” 1 Coríntios 1:27

    • Cesar Grossmann:

      Os processos evolutivos não produzem um órgão novo, complexo, pronto, do nada. Veja o caso dos ossos do ouvido, o martelo, bigorna e estribo. Eles tem relação direta com um conjunto de ossos do maxilar dos anfíbios e répteis, e isto dá uma pista: novas estruturas surgem a partir da mudança em estruturas já existentes.

      A tua argumentação, pelo que eu entendi, é esta: um órgão complexo não surge de repente, é impossível. Concordo. Não surge mesmo. Nem é assim que a biologia sugere o surgimento de novos órgãos.

      Da mesma forma a camuflagem não surge perfeita, pronta. Manchas na pele são comuns em muitos animais, e se os predadores acharem que uma dos animais tem manchas que lhes assustam, vão preferir os parentes dele, que tem manchas menos assustadoras. A cada geração, mais e mais indivíduos tem as manchas assustadoras em contrapartida com os que tem manchas comuns, menos assustadoras.

      Na sua essência, é o mesmo processo que foi usado para criar a couve-flor e outras leguminosas. Os agricultores não criaram de uma planta selvagem uma couve-flor, em um só passo, mas tiveram que plantar, ver as plantas que lhes interessavam e plantar as sementes. Estavam fazendo a seleção artificial que os predadores fazem sobre os animais com manchas diferentes. Só que o homem fez couves, e a natureza produziu moscas que tem manchas nas asas que se assemelham a aranhas ou formigas, por exemplo, e também o bicho-pau, o bicho-folha e outros animais com mimetismo fascinante.

      De tanto acreditar em magia, os crentes em divindade não conseguem pensar em outra forma de produzir diversidade, senão em atos mágicos. Esquecem das pequenas mutações que vão se acumulando com o tempo, e que a partir de pequenas mudanças quase imperceptíveis, produzem, com o passar das gerações, grandes alterações em um animal.

    • EDSON_HYPE:

      César, eu considero seleção natural até certo ponto. Do meu ponto de vista, couve sempre será couve e mosca sempre será mosca. Eu descartei de cara a tal seleção natural porque, particularmente, veja bem, particularmente, eu não acredito que apenas por seleção natural chegamos a tantas espécies tão diferentes. Você acredita mesmo que os desenhos de insetos nas asas de moscas são apenas mera e coincidentemente parecidos com insetos? Que realmente não estão ali para parecerem insetos? Que por simples rejeição de predadores, as formas passaram com o tempo a coincidentemente parecerem com insetos? Isto é uma existência sem propósito. Respeito a tua opinião, mas eu não acredito nisso. Grande abraço

    • Cesar Grossmann:

      Edson, não foi coincidência, as manchas se parecem mesmo com formigas ou aranhas por que quanto mais semelhante estas manchas eram com formigas e aranhas, maiores as chances do inseto sobreviver e passar para a próxima geração seus genes de manchas parecidas com formigas e aranhas.

      Não foi um desenho proposital feito pela mosquinha, foi um desenho acidental que foi selecionado pelos predadores, que pouparam as mosquinhas com as manchas mais assustadoras. E isto pode muito bem ter começado com manchinhas sem semelhança alguma com moscas e aranhas, apenas com uma “leve parecença”. Sempre lembrando que os insetos vêem o mundo diferente de nós, e reconhecem padrões e semelhanças diferente de nós.

      Sobre surgirem espécies diferentes, conhece a história dos lagartos de Pod Kopiste? “Eles continuaram lagartos”, você dirá, mas são lagartos diferentes de seus ancestrais, eles são predominantemente vegetarianos, tem a mandíbula mais forte, e tem os movimentos mais lentos, além de ter uma modificação enorme no trato digestivo, e isto aconteceu em 30 anos.

      Ou o que dizer dos ciclídeos de lagos africanos? Existem espécies carnívoras, vegetarianas, e com uma gama enorme de variações. E só existem nos lagos. Mais ainda, estes lagos passam por períodos de seca periódico, ou seja, são todas espécies que surgiram no lago. Magia? Por que então ciclídeos, que tem parentes em todos os rios da região, e não uma espécie que não tenha parentes próximos?

  • pgsrider:

    O bom senso nos diz que, quanto mais complexo o acontecimento, menos provável que este ocorra por acaso.
    Na formação do DNA, o bloco de construção da vida, há uma enorme quantidade de reações químicas que precisam ocorrer com absoluta exatidão.
    O Dr. Frank Salisbury, da Universidade Estadual de Utah, EUA, calculou a probabilidade de se formar espontaneamente uma molécula de DNA básica, essencial para o surgimento da vida.
    Como base para seus cálculos, ele supôs que a molécula de DNA tenha tido a oportunidade de evoluir por meio de reações químicas naturais em 100 quintilhões (10^20, ou 1 seguido de 20 zeros) de planetas que oferecessem condições de sustentar a vida, durante um período de 4 bilhões de anos. Quais seriam as chances de se formar uma única molécula de DNA? Segundo seus cálculos, uma em 10^415 (1 seguido de 415 zeros!!!! Entretanto, a matemática descarta qualquer acontecimento que tenha uma chance de acontecer, em mais do que 10^50. Pra se ter uma idéia, o número total de átomos do universo observável, estima-se algo em torno de 10^80.) http://pt.wikipedia.org/wiki/Universo_observ%C3%A1vel
    o matemático William A. Dembski, escreveu que o “planejamento inteligente”, manifesto nos “aspectos observáveis do mundo natural, …só pode ser devidamente explicado se o atribuirmos a uma causa inteligente”.
    O bioquímico molecular Michael Behe, resumiu a evidência da seguinte forma: “Alguém pode ser um bom católico e acreditar no darwinismo. A bioquímica, no entanto, tem feito com que seja cada vez mais difícil ser um cientista de reflexão, e acreditar nessa teoria.”
    Depois duma vida inteira de pesquisa e trabalho científicos bem-sucedidos, o astrônomo Allan Sandage comentou: “Foi o estudo da ciência que me fez chegar à conclusão, de que o mundo é muito mais complexo do que a própria ciência pode explicar. É somente por meio do sobrenatural que consigo entender o mistério de tudo que existe.”
    Ciências Exatas não dão margem a resultados aleatórios, como num cálculo de “2+2”.
    Crer em qualquer outra afirmação “doutrina” a não ser “4”, revela muito mais sobre nós mesmos, do que sobre o que está em questão.

    • Cesar Grossmann:

      Sobre estes cálculos de probabilidades, veja “Mentiras, mentiras danadas, estatísticas e a probabilidade da abiogênese“.

      O Dembski já foi acusado de não saber matemática, apesar de se apresentar como matemático. E quem fez a acusação são matemáticos, analisando os cálculos que ele apresenta nos livros dele… Então eu não levaria muita fé no que ele diz ou deixa de dizer.

      O Michael Behe, por incrível que pareça, é evolucionista, ou foi o que ele deixou implícito em um dos últimos livros dele. Sobre a declaração dele de que não dá para ser bioquímico e aceitar a teoria da evolução, ele foi confrontado com uma pilha de livros de bioquímica evolutiva no processo “Kitzmiller vs. Denver”, bibliografia que ele alegou não existir.

      Os “cientistas” do Discovery Institute são notórios por não produzir ciência que comprove o Design (des)Inteligente. Não há um único trabalho científico demonstrando que uma estrutura complexa não possa surgir por processos evolutivos, e que só pode ter surgido por intervenção sobrenatural, e quando esta intervenção aconteceu. Nada. Zero.

      Aliás, toda a “ciência” do “Desigin (des)Inteligente” pode ser resumida em “olha só, que complexo, eu não imagino como isto possa ter evoluído, eu sou muito esperto, então quem diz o contrário mente, e mais, como eu não imagino como isto possa ter evoluído, significa que não evoluiu, e só pode ter surgido por um ‘puf’ mágico”. “Ah, este ser aqui seria melhor se tivesse um olho” “puf” “ops, um só olho é meio esquisito, vamos colocar dois” “puf”, “ahá, onde está o deus de vocês agora, atels”.

      Isto não é ciência, é religião. A propósito, ciências exatas dão margem a resultados aleatórios. A Mecânica Quântica está cheia de exemplos.

    • Sandro Penha:

      Caros colegas,
      Tive o desprazer de ser censurado pelo hypescience. Não posso ver de outra forma, visto que não postei nenhuma palavra de baixo calão, tampouco ofensiva à dignidade de quem quer que fosse. O que fiz foi discordar, com argumentos, da teoria evolucionista.
      Já li outros comentários muito mais incisivos do que os meus. Faço menção dos comentários do Sr Cesar, suposta e visivelmente evolucionista, que são muito mais partidários (digamos assim) do que os meus.
      Mas não adianta resmungar. Presumo que nem esse comentário será publicado. Pelo menos os censores o lerão.
      Coisa triste é constatar que nem mesmo um site que, supostamente, é defensor dos argumentos e idéias, está livre da afetação e da mordaça em desfavor de todos aqueles que ousam discordar.
      Democraticamente, deixo de acessar o hypescience. Vou para o hypeness e para o macacovelho.
      Cordial abraço a todos.

    • pmahrs:

      São tantas chances de acontecer por acaso, que muitos seres passaram pelos mesmos desafios e só um ficou cognitivo. cada vez mais acham fosseis mais antigos de homos sapiens e se reformula a teoria da evolução. Mas muito na física quântica ainda está no campo da magia.

    • Cesar Grossmann:

      Bom, você fez uma bela de uma salada.

      Misturou a probabilidade da vida se originar de forma espontânea com a probabilidade de surgir vida inteligente (que são coisas completamente diferentes), e desconsiderou a inteligência dos macacos e dos golfinhos, além da inteligência de felinos e elefantes.

      Além disso, falou uma MENTIRA: quando novos fósseis são descobertos a teoria da evolução continua a mesma, o que muda (quando muda) é a teoria de como o homem (ou outra espécie) evoluiu, qual seu ancestral mais próximo, qual sua árvore genealógica.

      Quanto à Mecânica Quântica, fico com a frase de Leigh Brackett: “Witchcraft to the ignorant, …. Simple science to the learned”. Para mim, ignorante como sou de Mecânica Quântica, é bruxaria, para quem trabalha com isso no dia-a-dia, é apenas ciência.

    • pmahrs:

      Quanto estresse!Ah!!Sim ciências exatas não dão margens porém 2 + 2 não funciona bem no mundo da física quântica, mas tentarei explicar de forma simples na matemática básica. Probabilidade não são certezas como 2 + 2 ou exatamente exatas conforme o nome diz. Existem probabilidades para tudo, até de eu acordar cedo e de repente, do nada resolver marcar um “X” no chão e dizer tal dia tal hora e minutos vai cair um meteoro bem neste “X” existe uma probabilidade de eu acontecer, mas na prática? Se amanhã algum cientista dizer que 1 mesma partícula pode existir ao mesmo tempo e 2 o mais lugares diferentes ou vir do futuro coexistindo 2 sendo a mesma todos vão crer sem exigir provas.

    • pgsrider:

      Bem notado, pmahrs!!
      Eu acrescentaria que, baseada em cálculos, quando a matemática (Ciência Exata) descarta qualquer acontecimento que não tenha mais do que uma chance de acontecer, em 10^50 possibilidades, tal acontecimento é IMPOSSÍVEL. Um resultado Matemático Exato: ZERO.
      Pro leitor sincero desse conceituado site, vai um esclarecimento, quanto a um engano cometido acima, por alguém que escreveu uma inexatidão:
      É Mecânica Quântica uma “Ciência Exata”???
      Uma ciência exata, é qualquer campo da ciência capaz de fornecer modelos matemáticos com expressões quantitativas e predições precisas a respeito dos sistemas tratados, necessariamente compatíveis com tal descrição, sendo geralmente condizentes com a execução de experimentos reprodutíveis, envolvendo medições e predições quantificáveis, e não obstante, com o determinismo estrito. A coerência entre os resultados matemáticos e experimentais é precisa.
      A Mecânica Quântica, mesmo esta contando com modelos matemáticos muito elaborados e sofisticados, em vista de um de seus postulados (o da redução da função de onda, no ato da medida) o futuro dos sistemas descritos geralmente permanece em aberto. (indefinido, não exato)
      Nestes termos, Matemática, Física, Química,Computação assim como partes da Biologia, Psicologia e Economia podem ser consideradas como “ciências exatas”.
      Uma ciência que não classifica-se como exata, é por tal “inexata”.
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia

    • Cesar Grossmann:

      Uma vez um sujeito disse que para o chuveiro parar de dar choque tinha que trocar os fios. Mostrei em um diagrama que isto não mudava nada, que ele precisava de um fio terra. Ele respondeu “isto é na teoria, a prática é diferente”. Ele levou um choque.

      Esta conversa de “na teoria é uma coisa, na prática é outra” não serve nem para arrumar um chuveiro que está dando choque.

    • pmahrs:

      Mas quem era o cara um homem das cavernas para não saber instalar nem chuveiro ou perito discutir instalação de chuveiro com engenheiro eletricista. Teoricamente da para por um elefante num copo, teoria não é ciência comprovada e reproduzida em laboratório. Mas existe 2 chance em 50063860 (Cinquenta milhões sessenta e três mil e 60) de acertarmos estes números hoje ou sábado na Megasena, vamos jogar, teoricamente podemos acertar. 07-08-13-33-54-56 0u 06-11-19-23-39-47.

    • Cesar Grossmann:

      Acho que você está só inventando desculpas para desacreditar a ciência.

      Se a teoria diz que dá para equilibrar um elefante sobre um copo, então dá. Se você não consegue é por que está usando a técnica errada ou a tecnologia errada, mas não por que seja impossível.

      E a probabilidade de acertar na mega-sena não é a mesma coisa que afirmar que dá para equilibrar um elefante sobre um copo. São coisas diferentes, são abordagens diferentes, e conclusões diferentes.

      A teoria pode até apresentar as probabilidades dos possíveis resultados de um evento aleatório, mas não vai dizer quando o evento aleatório acontece, por que senão ele não seria aleatório. Por exemplo, sabemos que o decaimento radioativo acontece, mas não sabemos quando. É totalmente aleatório, mas existe um fenômeno interessante, mesmo o decaimento radioativo sendo aleatório, a meia-vida do elemento radioativo não é. Não é curioso? O decaimento radioativo é um efeito sem causa, e é totalmente aleatório, mesmo assim dá origem a um comportamento previsível e quantificável. Os filósofos da antiguidade iriam à loucura com isso…

    • pmahrs:

      Nunca deixei de “acreditar” nas ciências,(usando os mecanismo de crença) o que é diferente de eu pessoalmente saber. Porém como ser inerente à humanidade “sei” como quando se diz que a humanidade domina a eletricidade, mas há poucos engenheiro eletricistas ou a humanidade tem fé mas há poucos monges. Teoricamente ser possível é diferente de que de fato vai acontecer; só o fato de fazer um “X” no chão e o meteoro acerta-lo independente de quando, já é quase impossível, mas existe esta nano-probabilidade. Obviamente você entendeu bem que eu estava apenas ilustrando possibilidades no acaso dentro uma pequena margem de erro, mas teoricamente possível. Também existe a possibilidade matemática no acaso de acertar quando a partícula vai decair, as radioativas sempre decaem, isto não é uma probabilidade nem teoria. Também a probabilidade de 1 chance em 50,064 milhões de acertar a mega-sena em 1 jogo aleatório, não quer dizer que se jogar 200 milhões de jogos aleatórios vai acertar a combinação de 6 números, existe probabilidades de errar. Porém eu acredito que em 1 ou 2 jogos posso acertar, se não eu não jogaria. RS!) mas de fato acertar a mega-sena é coisa que sempre acontece na prática e probabilisticamente há boas chances de alguém acertar devido ao volume de jogos num país de aproximadamente 200 milhões de habitantes; diferente de entre bilhões de seres passando por mesmos desafios só um adquirir (ou ser permitido) a cognitividade.

    • pmahrs:

      Perfeito Pgsrider.

    • Cesar Grossmann:

      Você parte do pressuposto que todos os seres podem desenvolver a cognição e que ela sempre é vantajosa (ou necessária).

    • pmahrs:

      Ao contrário, só um pode. E pelo que se sabe até agora só na terra.

    • HFC:

      Na verdade não. O que vc faz é supor, que a cognição humana tem natureza diferenciada dos processos neurológicos e sensoriais de outras espécies, quando pelo que demonstra a biologia, a diferença é só de intensidade.

    • Cesar Grossmann:

      Em partes. Aves como o corvo tem se revelado bastante inteligentes, e não só aves, mas mamíferos também. É uma inteligência limitada, mas ela está lá. O que o homem tem é esta mesma inteligência em um grau maior.

      O por que disso ainda é um mistério, mas não é um mistério completo, sabemos que a dieta do paleolítico ou do período que o precedeu teve um papel importante no aumento do cérebro. Existem outros fatores também a considerar.

    • pmahrs:

      Você só pode estra brincando, estou falando de cognição capacidade de se comunicar, analisar, planejar, deduzir. Até minhocas tem uma certa inteligência segundo experimentos de Darwin, em graus mais baixos tem até humanos mesmo. Por enquanto entre bilhões de especies existentes e extintos e muitos passados por mesma vantagens e dificuldades que os que deram origem aos nossos ancestrais ainda só um criou cognitividade e só na terra pelo que se sabe.

    • pmahrs:

      E tem seres que estão na terra a muito mais tempo e são exatamente como eram a milhões de anos atrás.

    • Cesar Grossmann:

      Não há como dizer que são exatamente como há milhões de anos atrás. São bastante semelhantes, mas provavelmente tem diferenças morfológicas, de comportamento e mesmo bioquímicas, mas sem examinar a morfologia, o comportamento e a bioquímica de um animal que deixou um fóssil de milhões de anos atrás, não dá para saber.

      É muito pouco provável que sejam animais idênticos, a evolução (herança com modificação ao longo das gerações) é um processo contínuo, e inescapável. Pode ser que a forma externa do animal seja bastante semelhante com um animal de milhões de anos atrás, mas isto não significa que sejam idênticos — é preciso ir além das aparências, se queremos ter sucesso com a ciência.

    • pmahrs:

      De fato é possível que houve mudanças, mas é possível que alguns já sejam assim a muito mais tempo que nós. Para mutações mais raras prevalecerem é necessário que isto seja uma vantagem para se chegar até idade de reprodução que pode acontecer caso aja altera relevantes para a espécie no seu meio ambiente. Tubarões por exemplo têm um ótimo sistema imunológico desenvolvido em milhões de anos e dificilmente morrem até idade de reprodução a não ser se feridos.

      Concordo plenamente que se tem que ver além das aparências ou evidências para se ter sucesso. Com desenvolvimentos de analise de DNA principalmente mitocondrial pode lançar luzes nestas dúvidas.

    • HFC:

      Mas @pmahrs, a verificação naturalista e biológica não se prende a aparências desde Linneaus, há quase 300 anos atrás. E aliás, a Genética, em Biologia anda extremamente próxima a Biologia Evolutiva. Sugiro que vc abra uma Science, uma Nature, uma PNAS ou outras revistas das duas áreas da Biologia que acabei de mencionar, para verificar este fato.

      Mas por favor, explique-me o pq vc acha que estudos no DNA mitocondrial irão dar respostas na questão que vc levantou … Sinceramente gostaria de saber …

    • pmahrs:

      Não é possível que se tenha que entrar em detalhes de linguagem numa revista; só pode ser uma brincadeira. Alguns não quer dizer todos seres da terra. algumas aves perderam a capacidade de voar outras aprimoraram conforme facilidades e desafios, outros estacionaram e outros continuam evoluindo ou perdendo habilidades que deixaram de ser fator de sobrevivência até ao menos idade de reprodução, mas se precisaram um dia das habilidades antigas se extinguiram. Eu “acho” da mesma forma que vocês acham isto ou aquilo, ou seja; algum cientista disse que algum dia desenvolvendo mais conhecimento “pode” e não que “vai”com certeza explicar.

  • pmahrs:

    Sem entrar no mérito da questão, só ficando na questão do processo cerebral individual, tecnicamente acreditar em monges ou em cientistas é a mesma coisa, ambos estudam e meditam por décadas e dizem ter seus métodos de percepção e dedução que a maioria de nós não temos, mas aceito por seus colegas de igual nível. Ou alguém já viu um quarks ou entendeu as provas os processos, equações e formulas faturados em nanosegundos nos supercomputadores de máquinas de quilômetros? Condenamos de mais religiosos, mas tudo que fazemos a acreditar em cientistas e usar os mesmos mecanismos da crença. Ou alguém vai me provar que existe bóson de higgs?

    • Cesar Grossmann:

      pmahrs, mas esta não é uma maneira muito superficial de analisar a matéria?

    • Sandro Penha:

      Caros colegas,
      As vezes sinto uma grande angústia ao constatar a natureza dos argumentos anticriacionistas (sim, porque são muito mais anticriacionistas do que evolucionistas propriamente ditos).
      Um fato detectável não foi detectado e pode ser que nunca seja. Mas a fé na hipótese permite que ele subsista. Não são poucas as fraudes cientificas constatadas pela história. Mas isso não é matéria que interessa à maioria. Então continuamos a crer nos “monges da ciência”. E insistimos em tentar menosprezar quem admite a lógica por trás desta existência tão incompreensivelmente ordenada e funcional. Esta existência que denuncia, por si só, que há um Deus criador. E ele não precisa prestar conta do que é para nós, criaturas. Os anticriacionistas não conseguem suportar uma verdade absoluta. Essa verdade se chama Deus. Chorem, gritem, agridam, neguem. Isso nunca vai mudar este fato.

    • pmahrs:

      Sim é, mas é o máximo que a maioria de nós pode, o resto é só acreditar. Neste caso só me refiro à rede neural de acreditar e aceitar como verdade sem conhecer ou compreender as provas com toda propriedade o que não difere de crer. Para mim a importância da humanidade transcendente dominar a física de partículas é só no contexto de eu ser parte desta humanidade neste tempo; tem gente muito capacitada trabalhando nisto pela humanidade atual e futura; individualmente para mim como uma célula de tempo limitado da humanidade não muda muito eu saber ou não como se presume o bóson de higgs. Mas analisar um mundo espiritual pelo ponto de vista materialista também é superficial, pois a fé percorre redes neurais diferentes da que opera a lógica matemática que exige provas concretas mensuráveis, mas os aparelhos e equações só podem analisar radiações, ondas e frequência do mundo material e só nesta dimensão; nenhuma Hardware ou IA é capaz de reproduzir todas funções do cérebro humano, nem as conhecidas; se pedir para o acelerador de partículas analisar o amor ele dirá que não existe, pois não pode reproduzir suas partículas. Mas também se provar uma vida espiritual além da material ou em reencarnação, ai seria saber e não crer; seria tão fácil perdoar até desafetos sabendo da recompensa que até tiraria o “mérito de carma”

    • Cesar Grossmann:

      Bom, eu não sei você, mas eu tenho curiosidade de saber como é feito o Universo. Não sei se isto trará benefícios concretos para a humanidade, como uma fonte de energia que nunca se esgote, ou moradias que brotam do chão, até por que acho que precisamos mais do que pasto e abrigo. A gente inventou a música, o canto, a poesia, a pintura, a fotografia, a culinária, a arquitetura, e a ciência. Não são luxos, são aspectos fundamentais do que nos define como seres humanos. Somos mais do que gado, que come e se reproduz. Como disse o Fernando Pessoa, “Sem a loucura que é o homem/Mais que a besta sadia,/Cadáver adiado que procria?”

      A religião já foi a ética, a moral, e a ciência humanas, mas hoje ela deve dar lugar à Ética, à Moral, e à Ciência, por que a ética, a moral e a ciência da Idade do Ferro não nos servem mais.

      Sobre as afirmações dos cientistas, ou melhor dizendo, dos especialistas, eu não vi um quark, mas os cientistas em colisores atômicos viram, ou pelo menos viram o rastro deles. Tampouco vi um átomo, mas não duvido de sua existência, e em alguns casos eles até foram vistos (e fotografados). As afirmações dos especialistas não vem de simplesmente pensar no assunto, vêm de criar hipóteses e de testar elas. Eu acredito que este método é mais capaz de chegar à verdade do que a simples lógica, até por que, se somos limitados, o uso exclusivo da lógica é o pior tipo de limitação auto-imposta.

    • Sandro Penha:

      Caro Cesar,
      Assim como você, vejo beleza, utilidade e necessidade naquilo que o homem, enquanto espécie, define como “produto da evolução tecnologica e científica”. Não há dúvida que isso seguira uma escala crescente. Bom que seja assim.
      Igualmente, vejo muito positivamente o esforço humano em entender o universo que nos acolhe, e do qual fazemos parte.
      Entretanto, o influxo nasce quando você menciona, dentre outras coisas, a necessidade de desatrelar a ética da fé. Perigosa premissa. Não vou descer em detalhes minha posição. Creio que não seja oportuno.
      Respeito sua posição, mas discordo veementemente.
      Quanto a “acreditar” nos rastros detectados em colisores (e dispositivos semelhantes), preciso dizer que, ao olhar para uma pupila humana, e contemplar a absurda complexidade da mesma, vejo e constato rastros da “mão do Criador”. E preciso dizer que estes rastros são muito mais evidentes dos que aqueles em que você crê. Eu, pragmaticamente, creio no que vejo. Você escolheu crer no que lhe foi dito.
      Cordial abraço.

    • pmahrs:

      Perfeito Sr Cesar, concordo!! Curiosidade eu tenho e torço por fontes ou meios de se obter energia alternativas e eficientes, nós mesmos temos projetos mecânicos neste sentido para mover geradores. Mas em física de partículas já tem grupos capacitada trabalhando nisto. Muita gente só sabe que eletricidade da “choque” e se beneficia dela sem precisar saber o que é indução eletromagnética, corrente alternada, contínua, voltagem e cálculos específicos que você domina 100%.

      Também Concordo plenamente que não precisamos só de boa alimentação, boa casa e constituir família para perpetuar a espécie; e que todas as outras artes, ciências e culturas nos define como seres humanos, mas individualmente não dá para absolver tudo por isto, mas não deixamos de ser humanos por isto ou vamos só pastar e nos abrigar, vivemos em sociedade uma das razão do sucesso da humanidade.

    • pmahrs:

      A religião e principalmente o cristianismo já mudou muito, e muitos ainda a vê como a 500 anos atrás influenciados por professores; ninguém pedi ou dita nada para ela ser a referência, vai na igreja quem quer e mesmo que quisessem não atrapalharia nada as ciências. Acho injustificável o ódio evidente com a força de expressão comparando religiosos com gado, animais ou seres inanimados que se reproduzem de forma primária sem consciência e por reação involuntária quase como cissiparidade; talvez as frases de efeito são especificamente só para mim, neste caso, não teria nenhuma importância e nem preciso falar nada, mas óbvio que respeito a opinião se acha que religião não lhe serve, alias ateus não perdem nada e há substitutos para os efeitos da fé, segundo a superinteressante de novembro/13, mas ainda não li.

      Nunca falei que cientistas podem estar mentindo ou aparelhos sendo mal interpretados, só digo que nós não sei com propriedade como eles, meu conhecimento dá apenas para acreditar. Você não viu Quarks, mas nem é preciso, os cientistas dizem que podem o presumir no acelerador de partículas eu também acredito, fui treinado desde pequeno a acreditar neles e em seus métodos lógicos e as vezes intuição de mente treinada de cientista de ponta. Os átomos a quem diga que não são visíveis e fotos são impossíveis ainda e o que se vê são espaços vazios entre eles. Mas…”mas” eu não sei, só acreditei em cientistas espanhóis.

  • pgsrider:

    Relaxa aí, moçada…
    Pelos comentários, parece que ninguém tá prestando atenção em ninguém…
    O artigo é interessante.
    Tudo o que explica cientificamente qualquer coisa, é bem-vindo.(ou seja, tudo o que pode ser comprovado e repetido em laboratório)
    Até que isso aconteça quanto à origem da vida, a única coisa que podemos fazer como seres racionais, é usar a “dedução lógica”, com base no conhecimento comprovado disponível até o momento, pra conjecturar uma possível explicação provisória.
    Pessoalmente, não me impressiona nada que algo tenha sido formado por acaso. NADA!!
    Nada, a não ser “informação”.
    Isso é um FATO cientificamente provado.
    Até a prova do contrário, a informação contida no ADN (DNA) por exemplo, só pode ter provindo de “inteligência”. Trilhões de moléculas poderiam se formar por acaso, mas destituidas de “informação”.
    Quando encontramos nosso nome escrito na arêia da práia, não ficamos por aí perdendo tempo e dinhêiro, tentando descobrir quais fenômenos naturais contribuiram pra que nosso nome aparecesse ali por acaso. Deduzimos instantaneamente, que ALGUÉM o escreveu ali. Quanto mais o ADN, composto de milhares de milhares mais “letras” que o nosso nome, todas no lugar certo, identificando um e apenas cada um de nós individualmente, muito mais precisamente que o nosso simples nome pessoal. Asseverar algo em contrário, é o mesmo que acreditar (fé sem fundamento algum) que a obra literária Hamlet, de Shakespeare, poderia resultar por acaso de uma explosão num tipógrafo… Não condiz com a lógica.
    Assim sendo, enquanto aguardamos, com ansiedade e respeito, novas descobertas e avanços da ciência COMPROVADA, baseados na lógica e nas informações atuais COMPROVADAS cientificamente, deduzimos provisoriamente que: “informação” só pode provir de inteligência, não do mero acaso.
    E, se alguém tem a dúvida: “Se é assim, então de onde provêio a informação (conhecimento) do suposto Deus Criador?”, (ou seja, quem criou Deus?) pense novamente….pois embutida na pergunta, está a afirmação de que Deus foi também criado por alguém, o que o desqualifica como Deus, e só serve pra empurrar o dilema ainda mais pra tras no passado. Seguindo esse raciocínio, só se consegue acreditar em algo ainda mais sobrenatural, que é o aparecimento da vida do mero acaso.
    Não sei muito sobre Deus, mas, por enquanto, é a explicação mais lógica e acreditável pra origem primária de tudo isso que conhecemos através da ciência COMPROVADA.
    E, se esse for mesmo o caso, não queremos ser “achados como lutadores contra Deus”, não é mesmo? (Atos 5:39)
    PS 1: Com base nos fatos históricos comprovados, Deus e religiões, não são a mesma coisa. Cuidado!!
    PS 2: O artigo não aborda a questão da identidade de Quem fez o papel que o Dr. Paquale Stano e de seus colégas fizeram nesse experimento, na criação/formação inicial desses lipossomas…(na vida real)
    PS 3: O nome correto do artigo é: “Lipossomas que produzem proteínas GFP na Terra, surgiram por acaso?” Em vez disso, de forma salutar a redação usou a palavra “vida”, pra incentivar uma maior participação dos leitores, cada um tendo algo bem ponderado a acrescentar.
    Aproveite bem essa chance!!!

    • Cesar Grossmann:

      Esta é a falácia criacionista da “informação não surge por acaso”. Só que a afirmação tem vários problemas, e o primeiro é definir o que seja “informação”.

      De qualquer forma, não dá para defender e ninguém defende que o DNA surgiu pronto, como está. E se considerarmos a sequência de genes como sendo informação, então o que mais acontece na natureza é o surgimento de informação nova através de processos aleatórios. O maior gerador de informação nova é o erro de duplicação de código genético: as transposições, inversões, duplicações, erros de cópia, e deleções acabam criando código novo, diferente do anterior, aumentando o número de genes, de cromossomas, fundindo cromossomas (e diminuindo seu número) e por aí vai.

      Se a alegação de que a informação é a prova de que há um arquiteto, ou uma inteligência, ou um designer, então a alegação já caiu por terra faz muito tempo, mas muito tempo MESMO.

      http://www.skeptics.com.au/publications/articles/the-information-challenge/

  • John jones:

    da raiva de ver essas discussoes de ciencia X religiao

    • Sandro Penha:

      Caro John jones: quero crer que essa não seja uma discussao ciencia X religiao. Aqui, penso, temos um caso clássico de lógica X crença. E por mais paradoxal que possa parecer, a crença é defendida pelo evolucionismo, enquanto a lógica fica guardada pelo criacionismo. Em ambas as teses vemos elementos cientificos e não-científcos. Mas as estatisticas e probabilidades sao muito mais polidas e preservadas no criacionismo. Para compreender isso precisa-se de um pouco mais de atenção em relação aos postulados de cada uma das linhas de pensamento. Normalmente as pessoas estacionam nos “letreiros”, sem maiores aprofundamentos. E aí começam os sofismas. É difícil demais tolerar esses impropérios… Mas a liberdade de expressão é bem muitíssimo precioso. Vamos em frente!!

    • HFC:

      Só se for a lógica baseada na falácia e na desonestidade intelectual, Sandro Penha.
      Que tal ser honesto ao invés de inventar para defender sua crendice criacionista ? Mude seu comportamento, pois a honestidade também é um bem muitíssimo precioso, ao qual seu discurso mal embasado não dá nenhum valor.

  • pmahrs:

    Eu sou criacionista e isto não me impede acreditar na evolução até o momento. A fé não exclui a ciência, muito menos vice-versa, Alguns dizem que não pode haver um criador porque nada pode ser eterno e admitindo um se pressupõe outro que o criou e assim infinitamente. No entanto dizem que energia “não se cria, apenas se transforma.” Isto não pressupõe que também a energia sempre existiu? Então como negar um criador eterno alegando não ser possível algo que sempre existiu? Ou a energia teve um início? Mas o quê a iniciou ou do quê se transformou se ela não se cria apenas se transforma?

    • pmahrs:

      Entendo a fé como um atalho para no final se chegar a mesma conclusões que cientistas sem precisar entender tudo de física quântica, astronomia, química, matemática complexa e todas as ciências. Ou seja, até o momento que cientistas dizerem que se as conclusões estiverem certas quer dizer que nós não existimos e que Buda estava certo, somos ilusões. Do que e de onde agora, sai do campo das ciências.

    • Cesar Grossmann:

      O biólogo Theodosius Dobzhanski, responsável pela síntese da teoria da evolução com a genética mendeliana, se considerava um criacionista também, e dizia que a evolução era a maneira encontrada por deus para criar a diversidade da vida. Dizia ele “nada em biologia faz sentido exceto à luz da evolução”.

      Eu acho que sempre chega um ponto em que algum fato vai contestar a fé, e é aí que fé demais vai matar a ciência. De qualquer forma, eu também acho que o conhecimento tem que ser justificado por evidências, e isto exclui a fé como mecanismo para obter conhecimento ou gerar conhecimento. Não dá para conciliar a ciência com dragões invisíveis e indetectáveis.

    • pmahrs:

      A fé matar a ciência, dragões invisíveis indetectáveis, ótima habilidade metafórica. Seria uma boa descrição de um vírus ou bactéria a 10 mil anos atrás para pessoas muito simples que compreendiam melhor o mundo invisível com personificações ou materializações literárias, mas me pareceu com uma certa carga de ódio. Lamento se provoquei tal emoção, não é o objetivo. A fé é sempre contestada até por quem a tem, nada de errado nisto; não se vai abafar a ciência que continua seu trabalho, já faz séculos que o cristianismo mudou e religiosos não atrapalham nem um pouco o desenvolvimento das ciência, é mais fácil a ciência calar a fé, o que parece ser sem motivo esta aversão à luz da razão, parece mais emocional. A vida as vezes é dura com quase todos nós, mas as ciências falham também e as vezes não são suficientes para nossas expectativas. Ainda podem existir e pode aparecer muitos vírus, bactérias, radiações indetectáveis ou já ser tarde para a ciência. Realmente pode ser muito dolorido acreditar que simplesmente, apenas devolveremos cada bóson de higgs para a natureza e tudo estará acabado. Não é bem que tenho uma fé ainda que pequena, eu só não sei se realmente a “vida” é só isto mesmo, mas se eu soubesse com certeza seria o maior cientista do mundo.

    • Cesar Grossmann:

      pmahrs, o trabalho do físico teórico é, em parte, propor modelos que ainda não temos como testar, como o modelo das cordas. São hipóteses, são baseadas no que conhecemos, e extrapolam este conhecimento, mas elas tem que propor algo que seja detectável, mesmo que não tenhamos a tecnologia para a detecção.

      Sir Hawkins, por exemplo, propôs a radiação dos buracos negros, algo que não detectamos, ainda, mas que está no campo das hipóteses testáveis, por isto é ciência. Mesmo a hipótese das cordas faz algumas previsões que podem ser testadas, mesmo que ainda não possamos testá-las por limitações tecnológicas.

      Um outro detalhe, se a gente admitir como verdade, como fato, algo que não pode ser detectado de forma alguma, como é que podemos saber que esta “verdade” ou este “fato” são reais? Pela argumentação, usando a lógica? Mas a lógica não garante que se chegue a uma conclusão verdadeira, apenas que a conclusão está de acordo com as premissas. Use uma premissa incorreta, e você vai chegar a uma conclusão perfeitamente lógica e totalmente incorreta. Vamos usar, então, a “intuição”? Mas se duas pessoas tiverem intuições opostas sobre a mesma coisa, por exemplo, qual intuição é verdadeira? Como saber? Vamos eleger alguém para decidir qual a intuição que está correta? Talvez a gente deva pedir a um destes seres que não podemos comprovar a existência, um destes dragões invisíveis e indetectáveis, que informe então qual a intuição que é correta. Ele poderia fazer isto através de uma visão, por exemplo. Mas e se duas pessoas tiverem visões opostas, incompatíveis? Como julgar qual teve a visão correta?

      E isto sem a gente colocar na equação as pessoas que tem interesse em fingir visões ou mentir intuições. Como você detecta uma visão verdadeira, uma intuição verdadeira, de uma falsa? Vai usar a intuição de alguém? Ou a visão de alguém? Talvez alguém que tenha sempre intuições verdadeiras ou visões verdadeiras, mas quem decide isso?

    • pmahrs:

      Neste caso assim como no da teoria das cordas e buraco negro ou distorção do espaço tempo temos que esperar meios equações ou aparelhos capazes de mensurar ou presumir um mundo espiritual para a crença passar a ser ciências ou saber qual dos dois “intuitivos ou sensitivos” estão certo. Realmente receber, decodificar e interpretar impressões de outra dimensão que transcende tempo e espaço através de percepções cerebrais especiais pode se contaminar com condicionamento individual, do meio, cultura e de como se vê o mundo. É difícil desapegar, é como estar vendado a beira de um abismo e ter que dar um passo sem ter certeza que a ponte está lá.

    • Cesar Grossmann:

      A construção do conhecimento na ciência é um processo incremental. Sabemos que algumas hipóteses tem boa probabilidade de ser verdade por que certos aspectos delas foram testados e resultaram verdadeiros. Por exemplo, a dilatação do tempo foi comprovada, e é a base para o funcionamento correto do GPS. Sendo comprovado este aspecto da Teoria da Relatividade, todas as outras hipóteses que se baseiam neste aspecto ganham mais força.

      Mas você pode negar que alguma coisa tenha sido comprovada. E aí? Fica de braços cruzados negando tudo que te convém negar? Tudo que tuas crenças te levam a rejeitar? Isto é ceticismo de verdade?

    • pmahrs:

      Como por exemplo ficar de braço cruzado negando a possibilidade de que a criação é de alguma energia que não conhecemos e não do nada?

    • HFC:

      Pq a alternativa a ausência de um criador não se resume ao nada.
      Na verdade a resposta que vc toma para alegar um criador, lhe faz cair num beco sem saída.

      Parece mais honesto para mim, que a defesa da ideia de pretenso processo criativo deveria estar baseado na evidência para poder ser sustentado.

      Que tal vc então dar as evidência desse criador ?

    • Cesar Grossmann:

      Você está usando termos muito genéricos e está construindo outro espantalho. Ao falar “criação” você está dizendo da origem da vida ou do universo? E este “nada”, você realmente acredita que em um passe de mágica, “do nada”, surgiu a vida? E sobre “energia desconhecida”, do que você está falando, você tem alguma evidência que exista alguma “energia desconhecida”?

      De qualquer forma, os cientistas passam invocando “energias desconhecidas”, ou melhor dizendo, entes desconhecidos, para completar suas hipóteses.

      Por exemplo, a hipótese da origem da vida pede aminoácidos. Uma hipótese era que estes aminoácidos se formassem na atmosfera terrestre. Outra hipótese é de que eles se formam no espaço, em asteroides. Uma terceira hipótese é a de que eles se formam na Terra, mas em geleiras. Atualmente sabemos que as duas últimas hipóteses são verdadeiras, já encontramos aminoácidos em asteroides e cometas, e também em geleiras, e o processo de construção de aminoácidos nestes ambientes é plausível, foi replicado em laboratório.

      Temos então um elemento da nossa hipótese sobre a origem da vida que tem uma base mais sólida: se a vida precisou de aminoácidos, eles estavam disponíveis.

      Outra hipótese que faz parte da hipótese da abiogênese é que, no ambiente primitivo, formaram-se vesículas com membranas de ácidos graxos. Utilizando nossos conhecimentos sobre o ambiente primitivo, o professor Jack Szostak conseguiu demonstrar a formação destas vesículas.

      Uma terceira hipótese é que o que hoje é DNA não pode ter começado como DNA: é muito complexo e exige um motor bioquímico muito complexo, impossível de surgir por acaso. Deve então ter surgido de forma mais simples, como, por exemplo, moléculas auto-replicantes e auto-catalisadoras, ou seja, que não precisam de moléculas auxiliares para se replicarem. O professor Ghadiri e seu grupo de pesquisas já descreveu várias destas moléculas, então sabemos que elas existem. Mais um ponto de plausibilidade para nossa hipótese de abiogênese.

      Voltando para o professor Jack Szostak, ele construiu mais algumas hipóteses para explicar a origem da reprodução destas vesículas primitivas, e como um ambiente de evolução darwiniana pode emergir deste princípio simples.

      A palestra tem quase três hora de duração e a primeira parte pode ser vista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=PqPGOhXoprU

      De qualquer forma, o que se vê é que, a princípio, não há razão para invocar uma energia misteriosa para explicar a origem da vida. Mas pode ser que exista uma energia misteriosa envolvida nisso tudo, quem sabe? Agora, simplesmente invocar esta energia misteriosa “por que sim”, ou para acomodar uma filosofia ou teologia dentro da ciência, assim, sem nenhuma evidência da mesma?

    • pmahrs:

      Não distorce; óbvio que estou falando da criação do universo, embora na teoria da evolução ainda aja muitas lacunas vazia, acreditar nela não afeta nada crer na criação do universo desta dimensão que foi antes de tudo isto. Se antes não existia vida material e nossa matéria é feita de elementos é claro que a vida material partiu da abiogênese, provavelmente encubadas em condições longe da terra. Se antes do big bang era o nada absoluto; nada mesmo nem um vazio, nem vácuo, nem uma bola brilhante, um pingo uma faísca, uma energia, bóson de Higgs, mas nada, nem o nada nem o tempo, um ponto tão comprimido que tinha dimensão zero ou até negativa, ou seja não existia (singularidade) e dai de repente o nada resolve dar origem ao universo desta dimensão com toda matéria, luz, energia, matéria e energia escura e você ainda vem perguntar se eu tenho evidência de alguma energia ainda desconhecida!! Mas tenho sim.

  • JOTAGAR:

    Confie nos ensinamentos, não no mestre que os ensina.
    Confie no significado, não nas palavras que o expressam.
    Confie no significado definitivo, não no provisório.
    Confie na sabedoria transcendente da experiência profunda, não no simples conhecimento.

    Dalai-Lama,1935
    Palavras de sabedoria – Ed Sextante, 2001

  • Galmont Da Catalunya:

    Primeiro, não existe acaso! Tudo que existe existe por necessidade. Mas entendo que querem dizer com acaso o contrário de arbitrário. Então sim, foi por acaso. Ou alguém acredita que um Deus desocupado e entediado no vazio nauseabundo resolveu de uma hora para outra criar (ou seja, tirar do nada, por mágica: coisa que só Deus poderia fazer) a vida. A não ser por tédio, que outro motivo um ser Onipotente precisaria criar alguma coisa. Se precisou, não era tão potente assim. Acho tão engraçado quando as pessoas pressupõe saber o que Deus fez, dizendo “Deus quis”, “Deus pensou”… Se não é simples arrogância, ou simples ignorância, – é patológico!

    Obs.: Nem li a matéria, essa história é tão chata… Meu deus do céu… Apenas os comentários têm interesse. O meu, principalmente.

  • Faruk:

    Eu creio em Deus. Não faz o menor sentido para mim supor que o universo e nossa existência são apenas um acidente cósmico, que a vida emergiu por processos aleatórios em um ambiente que apenas por acaso tinha as propriedades certas.

  • Eduardo Elizeche:

    Evolucionistas defendendo o “Milagre Burlescamente Impossível da Evolução” em…4…3…2…1.

    Brincadeiras à parte, digo apenas que requer a mais cega e insana Fé acreditar que combinações aleatórias e acasos comprovadamente impossíveis formaram a vida e tudo mais(Milagre)… do que crer numa lógica que até a mais simplória inteligência conclui acertadamente… “E Deus Criou os Céus e a Terra”(Fato)…

    • D:

      Então vc chama uma entidade mágica, um ser mitológico preexistente criando tudo de “lógica”? Parabéns, por isso investigação científica não é pra qualquer um.

    • Sandro Penha:

      Caro Eduardo,
      Você sintetiza muito bem o conceito. Mas lamento muito te informar que o evolucionismo não vai se calar. Porque, apesar da bonita “roupagem científica”, ele traz no seu âmago uma força que supera qualquer argumento lógico e ordenado.
      Essa força se chama rebeldia. O homem, em seu estado natural, é capaz de sustentar os mais estranhos argumentos, desde que os tais neguem a existência de um Deus criador, que transcende qualquer esforço intelectual destes pequeninos que somos nós, humanos. Mas isso não é tópico para se discutir no hypescience. Então só me resta lamentar.

    • HFC:

      Mas tanto o Donald J. Cram quanto o Pasquale Stano aceitam a Teoria da Evolução.
      O que se mostra, na verdade é só mais : 1, 2,3 e já teve um criacionista mostrando que é extremamente mal informado em ciência. Que tal abandonar a “lógica” simplória para não cometer erros como este que vc cometeu ?

    • Danilo:

      AAhhh, claro é mais facíl acreditar que tudo surgiu nim passe de mágica, né!!!!

  • neutrino:

    Essa briga entre criacionista e evolucionista é feia.

    Mas pelo menos o universo físico parece que foi criado com algum software muito avançado.

    • D:

      Não há briga entre criacionistas e evolucionistas, pois ambos trabalham em campos diferentes. Evolucionismo é ciência, criacionismo é religião.

    • Gibran Leandro:

      Não há briga entre criacionistas e evolucionistas?
      Ambos trabalham em campos diferentes?

      D, o Evolucionismo (Darwinismo) e Criacionismo, ambos trabalham no campo das ideias e o que foi proposto Darwin é uma teoria. O fato de os cientistas preferirem ela ou a outra não faz com que uma se torne mais certa ou errada, uma vez o se humano é passível de erro e que a própria metodologia cientifica diz em suas bases que ela mesma é também passível de falhas, como podemos perceber sem precisar voltar muito no tempo.

    • Cesar Grossmann:

      São as provas da evolução que fazem com que esta teoria seja preferia a qualquer outra hipótese. Não é uma questão de gosto pessoal, mas de se curvar aos fatos.

  • pmahrs:

    …2….1…. Óbvio que não da até agora para negar a evolução das espécies em vários seres vivos ou das máquinas e eletrônicos e imaginar o criacionismo como descrito na bíblia que é simbólica e escrita para entendimento a mais de 10 mil anos sem conhecer conceitos científicos de hoje. Descrever e explicar cientificamente de forma entendível além do conhecimento humano até agora precisa dominar novos conceitos por mais uns 5 mil anos. Precisaria de mil “bibliotecas” só para gênesis. É como explicar como bebês vem ao mundo para crianças de 3 anos ou conceitos técnicos de física nuclear para analfabeto esperando que ele construa um reator. Porém a matéria parece não ditar nenhuma conclusão ainda. Nem se sabe se o criacionismo ou origem da vida se passou na terra mesmo. Qualquer cientista idiota já sabe que compostos orgânicos vieram em meteoritos (provavelmente encubados em condições diferentes da terra na época) Mas está certo, é assim mesmo que deve ser, enquanto houver a probabilidade de uma em mil trilhões o acaso ainda vem na frente de uma Energia que não pode ser explicada. Cristo sabiamente nunca pediu para saber e sim crer, mesmo que seja uma só sementinha diante de uma montanha ou 1 contra trilhões de chances, não é difícil nem para cientistas deixar esta margem de erro, ninguém está pedindo ou obrigando ter fé de teletransportar montanhas só com o desejo e a igreja católica evoluiu muito também, hoje seus conceitos não evitam nem atrapalham que cientistas levem suas teorias a discussão e a não ser que se admita a teoria do carma de vidas passadas, os monges de hoje, não têm culpa de erros de outros do passado e cientistas nem precisa que todos entendam o que é partícula elementar e a interação das 4 forças fundamentais.

    • Cesar Grossmann:

      Probabilidades não estão soltas no espaço, mas estão atreladas a cenários. E mesmo probabilidades baixíssimas podem ser suplantadas por um número astronômico de repetições e pelo paralelismo. Veja o caso da mega-sena, a probabilidade é de 1:50 milhões para cada cartão. Só que então aliciamos milhões de jogadores, cada um fazendo vários volantes, e a probabilidade é suplantada pela quantidade de apostas feitas, e então alguém faz o volante que repete o conjunto de números sorteados. Aquele volante continua tendo uma chance em 50 milhões, isto não mudou, o que mudou é a quantidade de volantes apostados.

      Da mesma forma, se você colocar moléculas complexas como as que se formam em cometas e asteroides ou mesmo em geleiras, dentro de um lago, elas vão se combinar de forma aleatória (não tão aleatória, a química descobriu que existem algumas leis que as moléculas obedecem nestas combinações). Então você tem uma quantidade imensa de moléculas fazendo combinações e recombinações o tempo todo, e qualquer molécula, mesmo a mais improvável, vai acabar aparecendo em um espaço de centenas de milhares de anos ou mesmo alguns milhões de anos. Isto é matemática.

      Em outras palavras, a matemática do “impossível” dos criacionistas mostra que é, na verdade, “inevitável”.

  • ediwanuerj .:

    isso é bullying anticriacionista.

  • Sandro Penha:

    Caro Cesar,
    Diante do seu comentário, pouco resta a ponderar. Sou criacionista e ainda me entristeço com a postura obtusa e grosseira de muitos evolucionistas. Mas sua crítica não espanta, afinal…

    “A crítica é o imposto que a inveja cobra do mérito.” Duque de Lévis.

    Passar bem.
    Sandro.

    • HFC:

      Pq a postura seria obtusa ?

      A postura obtusa me parece ser das pessoas que vendem que Teoria da Evolução fala que a vida veio do acaso e que a área do conhecimento envolvida nesta matéria seja Teoria da Evolução. A obtusidade neste caso implica em supor a questão da origem da vida na Terra seja objeto de alegação por parte da Teoria da Evolução ou que a Teoria da Evolução dependesse ou se explicasse pelo acaso.

  • Cesar Grossmann:

    Criacionistas distorcendo o estudo e suas conclusões em 5… 4… 3…

    • ediwanuerj .:

      olha a criafobia!!!!

    • Miguel Guerreiro:

      É apenas um estudo correcto que não leva a conclusões nenhumas.
      Não é preciso distorcer nada, as coisas são o que são quando são provadas por métodos e mostradas em resultados. São factos.

      Tal como é um facto que qualquer construção complexa tem sempre um construtor ou um projecto.
      E mesmo que um ser humano viesse de evolução, esse processo de auto construção de células hiper complexas e moléculas como ADN não se resolviam crescer sozinhas ou por acaso..era como uma casa construir-se sozinha.
      Já viu um furacão pegar num monte de tábuas e matéria e construir uma casa? É que o ADN é mais complicado que uma casa..

      Se a evolução fosse realidade e fosse aleatória não seria uma caos o mundo, as criaturas? Não..saiu tudo certinho..
      E não sendo aleatório…quer dizer que tinha que ter alguém por trás a conduzir a tal evolução.. E depois surgem outras perguntas a seguir a essa..
      Enfim…

    • Pablo Santos:

      Pensei nisso na hora quando vi o título.
      Até compartilhei no facebook, mas fiz questão de adicionar uma legenda “E de forma mágica também não”.
      É melhor prevenir.

    • Miguel Guerreiro:

      Por acaso não sou criacionista.
      Os criacionistas acreditam que a terra e todas as coisas vivas foram feitas em 7 dias literais, e isso não tem qualquer fundamento nem lógica nenhuma.
      A Biblia por exemplo mostra claramente que para o criador 1 dia é como se fosse mil anos, portanto os 7 dias da criação mostram ser simbólicos, são periodos de mil ou milhares de anos.
      O universo e a terra levaram milhões de anos a se formar.
      Mas isso não descarta a existência de uma criador.

    • HFC:

      ediwanuerj, existe tanta criafobia quanto existe terraplanistofobia. Criacionismo é uma posição de crença, que pode ou não aceitar as respostas científicas. E qdo não aceita e faz propaganda desta opinião, causa um mal ao ensino/aceitação de ciência em geral.

    • ediwanuerj .:

      ciência não é feita para ser aceita ou crida… ou senão estaremos falando de fé.

  • Fernando de Jesus:

    o Pasquale também da aula de biologia.

    • D:

      “Tal como é um facto que qualquer construção complexa tem sempre um construtor ou um projecto.”

      Que beleza, vamos retroceder sempre a um contrutor de um construtor de um contrutor então, infinitamente. Porque todos tiveram outro antes.

    • pmahrs:

      Olhando por este lado então que nada pode ter existido para sempre, então pode se dizer que a energia não existe pois admitindo sua existência, também se pressupõe outra que a criou e assim infinitamente, mas não dizem que energia não se cria? Então existiu pelo sempre infinito.

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