Aprendizagem significativa – Teoria de Ausubel-Novak

Por , em 22.02.2015

O psicólogo norte-americano David Ausubel (1918-2008) desenvolveu a teoria da Aprendizagem Significativa fundamentada na ideia de que todo o novo conhecimento que adquirimos relaciona-se com um conhecimento prévio que possuímos, denominado “conceito subsunçor” ou simplesmente “subsunçor”.

Considerados como estruturas de conhecimento específicos e relevantes os subsunçores ancoram os novos conceitos numa construção em rede distribuída hierarquicamente que modifica e faz evoluir o conceito inicial – denotando aí o aprendizado.

Cada estrutura cognitiva, ou seja estrutura hierárquicas de conceitos, são representações sensoriais.

O conhecimento será construído pela agregação e ligação do novo ao que já foi incorporado pelas hierarquias de seus significados seguido o viés de ensino do modelo estímulo→ resposta→ reforço positivo

A teoria da aprendizagem significativa desenvolveu-a nesse modelo durante as décadas de 1960 e 1970 recebendo, já no início de 1980 a contribuição de Joseph Novak que além de aperfeiçoar o método para o encadeamento aprendizagem significativa→ mudança conceptual→ construtivismo divulgou a teoria e introduziu os conceitos relacionados aos mapas conceituais.

Mapas Conceituais

São representações gráficas da rede de ideias e conceitos dispostos e hierarquizados em organograma, que indicam as relações entre palavras e conceitos, desde aqueles mais abrangentes até os menos inclusivos.

São utilizados para planejar didaticamente um determinado método de ensino-aprendizagem pela ordenação e determinação da sequência hierarquizada dos conteúdos a serem abordados, de modo a oferecer estímulos adequados à aprendizagem.

Com a construção de Mapas Conceituais cada tema pode ser apresentado de forma diferenciada, progressiva e integrada.

É destacada a utilização de um mapa conceitual para a construção de métodos de avaliação, que embora não sejam tradicionais ou qualitativos, oferecem diagnósticos de como estruturamos, organizamos, hierarquizamos, integramos e relacionamos conceitos evidenciando uma aprendizagem significativa.

Também são bons instrumentos para representar nossa estrutura cognitiva, averiguando quais subsunçores existiam no início do processo e quais mudanças ocorreram na estrutura cognitiva durante a instrução.

Artigo de Mustafá Ali Kanso 

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LEIA A SINOPSE DO LIVRO A COR DA TEMPESTADE DE Mustafá Ali Kanso

[O LIVRO ENCONTRA-SE À VENDA NAS LIVRARIAS CURITIBA E SPACE CASTLE BOOKSTORE].

Ciência, ficção científica, valores morais, história e uma dose generosa de romantismo – eis a receita de sucesso de A Cor da Tempestade.

Trata-se de uma coletânea de contos do escritor e professor paranaense Mustafá Ali Kanso (premiado em 2004 com o primeiro lugar pelo conto “Propriedade Intelectual” e o sexto lugar pelo conto “A Teoria” (Singularis Verita) no II Concurso Nacional de Contos promovido pela revista Scarium).

Publicado em 2011 pela Editora Multifoco, A Cor da Tempestade já está em sua 2ª edição – tendo sido a obra mais vendida no MEGACON 2014 (encontro da comunidade nerd, geek, otaku, de ficção científica, fantasia e terror fantástico) ocorrido em 5 de julho, na cidade de Curitiba.

Entre os contos publicados nessa coletânea destacam-se: “Herdeiro dos Ventos” e “Uma carta para Guinevere” que juntamente com obras de Clarice Lispector foram, em 2010, tópicos de abordagem literária do tema “Love and its Disorders” no “4th International Congress of Fundamental Psychopathology.”

Prefaciada pelo renomado escritor e cineasta brasileiro André Carneiro, esta obra não é apenas fruto da imaginação fértil do autor, trata-se também de uma mostra do ser humano em suas várias faces; uma viagem que permeia dois mundos surreais e desconhecidos – aquele que há dentro e o que há fora de nós.

Em sua obra, Mustafá Ali Kanso contempla o leitor com uma literatura de linguagem simples e acessível a todos os públicos.

É possível sentir-se como um espectador numa sala reservada, testemunha ocular de algo maravilhoso e até mesmo uma personagem parte do enredo.

A ficção mistura-se com a realidade rotineira de modo que o improvável parece perfeitamente possível.

Ao leitor um conselho: ao abrir as páginas deste livro, esteja atento a todo e qualquer detalhe; você irá se surpreender ao descobrir o significado da cor da tempestade.

[Sinopse escrita por Núrya Ramos  em seu blogue Oráculo de Cassandra]

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