Bornéu: 160 novas espécies são descobertas e farão parte de um grande estudo sobre a evolução

Por , em 4.10.2012

40 pesquisadores do centro de conservação Sabah Parks da Malásia e do Centro de Biodiversidade Naturalis da Holanda fizeram uma grande expedição de duas semanas na ilha de Bornéu, coletando cerca de 3.500 amostras de DNA de mais de 1.400 espécies, 160 das quais são novas para a ciência.

Um dos principais objetivos da extensa expedição é estudar a evolução em Bornéu. As amostras de DNA devem ser suficientes para descobrir como essas milhares de espécies estão relacionadas.

Os biólogos do Naturalis vão analisar o código genético de cada amostra para gerar árvores genealógicas de todas as plantas, fungos e animais recolhidos, especialmente das novas espécies encontradas na montanha Kinabalu. Isso porque eles querem saber como as espécies únicas no alto do monte se comparam com outras espécies mais difundidas em Bornéu, e descobrir se essas espécies únicas evoluíram há muito tempo, ou apenas recentemente.

Aranhas e fungos representam o maior número de novas espécies encontradas em Kinabalu. Percevejos, besouros, caracóis, moscas, samambaias, cupins e até um sapo estão entre as possíveis descobertas.

József Geml, um dos pesquisadores da expedição, disse que, enquanto a vida vegetal e animal desta montanha já foi o foco de inúmeros projetos de investigação, Kinabalu permaneceu uma incógnita para estudos científicos sobre fungos.

“É difícil não se sentir sobrecarregado por essa tarefa [de analisar as novas espécies]. Essa diversidade vem em uma variedade infinita de formas e cores que às vezes são realmente de tirar o fôlego”, conta.

As análises de DNA devem resultar em uma publicação científica sobre a evolução no coração de Bornéu dentro de um ano. [NBCNews, Naturalis]

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