Como ensinar seu filho a salvar vidas

Por , em 16.05.2011

Essa é a história de uma família preparada: a família americana Saghin. Eles estavam se arrumando para ir à igreja quando sua filha Brooke, de dois anos, escapou por uma porta traseira que havia sido deixada aberta e caiu na piscina.

A menina se afogou. Quando finalmente a mãe, Kim, conseguiu resgatá-la, ela não estava mais respirando.

Mas seu irmão de 9 anos, Tristan, não queria deixá-la morrer. Ele pediu a sua avó para ligar para o número de emergência, e se você acha que isso já é impressionante para uma criança, em seguida Tristan começou a fazer reanimação cardiopulmonar (RCP) na irmã.

Tristan sabia como salvar a vida de sua irmã porque seus pais lhe tinham ensinado primeiros socorros. A paixão do garoto é medicina; ele brincava de médico, assistia a filmes, e fazia muitas perguntas.

Ou seja, não é uma coisa comum um menino de 9 anos saber fazer reanimação cardiopulmonar, mas nesse caso ele sabia, e seus incrédulos pais nunca imaginavam que isso pudesse realmente salvar a vida de sua filha.

A maioria das crianças pode aprender a lidar com uma emergência. O primeiro passo é ensiná-las a ligar para números de emergência. Os pais devem ensinar os números e como discá-los no telefone.

Além disso, os especialistas acreditam que todas as crianças também podem ser ensinadas a fazer mais em uma emergência.

Uma criança de 4 anos pode aprender a tratar cortes e arranhões. Uma de 8 pode ajudar uma pessoa que está engasgando. Estudos mostram que elas também são inteligentes o suficiente para usar desfibriladores externos automáticos quando treinadas.

Uma criança de 9 anos pode aprender e aplicar RCP. Uma de 11 pode aprender como lidar com picadas de abelha, reações alérgicas e queimaduras. Um jovem de 15 anos pode tornar-se um salva-vidas certificado.
Segundo os cientistas, as crianças são diferentes: algumas vão querer agir em caso de emergência, enquanto outras vão entrar em pânico ou congelar. Porém, há sempre crianças que se sentem “no comando”. A chave é ensinar a essas crianças as competências necessárias que ela vai desejar usar quando estiver cuidando da situação.

O medo pode paralisar crianças que não têm a mesma tendência de assumir o controle. Os especialistas recomendam que os pais e professores as ajudem a trabalhar a emoção. No caso, eles devem dizer-lhes que está tudo bem em se sentir assim, que quando se ajuda alguém, pode-se estar nervoso e ver coisas que não tenha visto antes, mas o importante é que ela estará ajudando alguém.

Especialistas em segurança aconselham que as crianças contem até cinco, ou fechem os olhos e respirem. A ideia é quebrar o contato com a situação de emergência por um segundo, até que possam mudar o foco.

Eles dizem que quase todas as crianças seriam heroínas, se os pais lhes dissessem que isso é a coisa certa a fazer. Mesmo as quietas e tímidas podem brilhar em uma emergência. Então aproveite cinco situações que você pode ensinar ao seus filhos, e sinta-se mais seguro:

1 – Asfixia

As crianças podem inclinar a pessoa para a frente e dar-lhe tapas nas costas. A Cruz Vermelha americana recomenda uma série de cinco golpes nas costas, seguido por cinco “compressões abdominais”: ensine seu filho a fechar o punho, e posicionar a mãe fechada em punho acima do umbigo da pessoa asfixiada, e empurrar. Eles podem segurar o punho com a outra mão para empurrar com mais força.

2 – Sangramento

Sangue pode ser uma cena terrível para as crianças, mas você pode preparar seu filho para tal situação iniciando seu ensinamento com algo leve, como um sangramento de nariz. Quando o nariz de seu filho ou de outra pessoa próxima sangrar, o procedimento a ser feito é o mesmo de todas as outras hemorragias: pressão direta. Faça seu filho pressionar o nariz para parar o sangramento. Depois, diga-lhe que ele pode ajudar alguém que está sangrando da mesma maneira, pressionando a parte do corpo da pessoa que está sangrando.

3 – Fogo

Se alguém pegar fogo, seu filho pode apenas gritar, ou gritar e em seguida lembrar a vítima de parar, se deitar e rolar. Segundo especialistas, o movimento de rolamento vai abafar o fogo. Eles não recomendam ensinar as crianças a usar extintores de incêndio, pois seu manuseio não é muito fácil e as crianças podem perder um tempo valioso para chegar a um lugar seguro.

4 – Afogamento

Os pais querem que seus filhos ajudem, exceto quando se tratar de afogamento. Ninguém quer que uma criança pule na água para salvar outra criança que está se afogando. Essa situação tem o potencial para ser um acidente com mais de uma vítima. Crianças em pânico vão chamar alguém para ajudar, mas outras, especialmente aquelas que são boas nadadoras, podem ter o instinto de pular na água. Na maioria dos casos, pode-se ensinar as crianças a jogar algo que mantenha a vítima à tona (como uma boia). Além disso, adolescentes mais velhos podem aprender quando entrar na água como um salva-vidas treinado.

5 – Perda de sinais vitais

Quando alguém não estiver respirando, seu filho pode bombear o coração dessa pessoa, até a ajuda chegar. Você pode ensiná-lo a fazer RCP em três passos fáceis. Primeiro, mostre-o como colocar o calcanhar da mão sobre o centro do peito da vítima. Em segundo lugar, mostre-o como colocar a outra mão por cima dessa mão, entrelaçando os dedos. Terceiro, ensine-o a pressionar o tórax 100 vezes em um minuto. Não se preocupe com respirações boca-a-boca. Os especialistas recomendam uma nova versão de RCP, que exige apenas mãos. A única habilidade necessária é “empurrar” forte e rápido o peito da vítima. Crianças desde 3 anos podem aprender a fazer isso, mas serão melhores a partir dos 9. Elas vão fazer perfeitamente? Não. Eles poderiam ajudar alguém? Sim.

Você também pode ensinar seu filho a usar um desfibrilador externo automático. Um choque do desfibrilador ajuda o coração a bater num ritmo normal. Estudos mostram que mesmo um aluno da terceira série pode usar um desfibrilador se for ensinado. O dispositivo é bastante autoexplicativo. E no final das contas, você se sentirá orgulhoso pelo seu filho ter salvado uma vida.[CNN]

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7 comentários

  • Higor Daniel:

    “[…] e posicionar a mãe fechada em punho acima do umbigo da pessoa asfixiada”

    E eu achei q so eu trocava “mão” poe “mãe” eheuheuhee

  • Lucas Miranda:

    “(…)A paixão do garoto é medicina; ele brincava de médico,(…)”

    Ô brincadeira boa essa!!

  • Hanami:

    *FaLsidade com “S”.

  • Cristiano M. G.:

    Nos Estados Unidos, QUALQUER PESSOA pode utilizar um desfibrilador automático, aparelho este vendido em qualquer lugar.
    As empresas são obrigadas a possuí-los em seus estabelecimentos.
    Enquanto isto, em terras tupiniquins, apenas um médico pode manusear um desfibrilador. Nem enfermeiro(a) tem autorização.
    Sabiam que as unidades USB do SAMU (aquelas em que a equipe é de enfermeiros e técnicos de enfermagem) não carregam desfibrilador por conta disso?
    Há algum tempo, teve um jogador de futebol que morreu de parada cardíaca em campo, porque não havia médico por perto pra utilizar o desfibrilador na ambulância estacionada dentro do estádio…
    É o corporativismo salvando vidas (modo irônico on).

    • Max:

      Prezado colega.
      Você está cometendo um engano sério também.
      Estamos falando de Desfibrilador Externo Automático, ou DEA. Aquele que qualquer pessoa treinada pode utilizar, desde que tenha um treinamento prévio para isso.
      Não sou médico, não defendo corporativismo. Sou emergencista formado.
      Os médicos claro por lei são os que somente podem operar um Cardioversor, que é o defibrilador manual. Isso porque requer características especiais.
      Outra. Não sei em que cidade você vive. Mas pelo menos aqui na minha região todos os SAMU seja básico ou avançado, tem o DEA como equipamento obriatório.

      Procure se informar melhor.

      Vida longa e próspera!

  • ana luisa:

    falsidade de mais

  • Evandro:

    Resgatar alguem agofado exige tecnica. Se a pessoa não estiver preparada tecnicamente ou não ter força o suficiente. É bem possível que afogue tambem, pois a outra pessoa no desespero, o isntinto procurará tentar afogar o socorrista tentando usá-lo como bóia para permanecer na superficie e respirar.

    Lembrando que o resgate precisa ser emergencial e rápido. Muito rapido.

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