E o Nobel de física vai para…

Takaaki Kajita, do Japão, e Arthur McDonald, do Canadá ganharam o Prêmio Nobel de Física esse ano pela descoberta de oscilações em neutrinos, o que mostra que eles têm massa.

O anúncio dos ganhadores foi feito ontem de manhã, em Estocolmo, na Suécia.

A descoberta

Neutrinos são partículas muito pequenas (muito mesmo). Bilhões deles estão ao nosso redor, agora mesmo, passando através de nossos corpos. A razão pela qual nem sabíamos que eles existiam antes dos anos 1950 é porque eles raramente interagem. A maioria dos neutrinos passa por toda a Terra sem que nós os vejamos, ou detectemos.

Eles vêm de reações nucleares. Assim, a maioria dos que estão ao nosso redor vem do sol, que é praticamente um grande reator de fusão nuclear.

Anteriormente, pensava-se que existiam três tipos de neutrinos. Mas, quando os pesquisadores começaram a procurar por tipos específicos, encontraram uma menor quantidade de certos tipos do que o esperado.

Os cientistas perceberam em seguida que os neutrinos estavam mudando de um tipo para outro. Como resultado, de acordo com as leis da física, eles deveriam ter massa.

Isso muda tudo

Os neutrinos adoram uma polêmica. Lembra quando pesquisadores pensaram que eles tinham viajado mais rápido que a luz? E daí outros cientistas refutaram essa descoberta?

Ao que parece, essas partículas intrometidas vão continuar a complicar a vida dos físicos.

O Modelo Padrão da Física, aquele superfamoso que explica como tudo funciona no mundo, sugere que os neutrinos não têm massa. De acordo com esse modelo, eles seriam mais parecidos com partículas de luz. O que faz da nova informação digna de Nobel algo completamente inesperado e imprevisível.

O próximo passo será, então, estudar mais profundamente os neutrinos e tentar descobrir exatamente quanta massa eles têm, o que ainda não sabemos. Depois, nossos cientistas terão desafios muito maiores à frente, como reformular o Modelo Padrão e desvendar os enormes mistérios do universo. [NPR]

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