Dietas vegetarianas e “saudáveis” são mais prejudiciais para o ambiente, diz estudo

Por , em 15.12.2015

Você já deve ter ouvido que eliminar a carne (especialmente vermelha) da dieta é um passo importante para salvar o meio-ambiente, visto que a criação de gado contribui para o efeito estufa. Além disso, dietas vegetarianas são supostamente mais saudáveis para nós.

Um novo estudo da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, no entanto, está desafiando um pouco essa visão. De acordo com a pesquisa, dietas vegetarianas podem contribuir para a mudança climática e ser mais prejudiciais para o ambiente, porque esses alimentos têm usos de recursos relativamente elevados e mais gases de efeito estufa (GEE) por caloria.

“Comer alface é mais de três vezes pior em emissões de gases do efeito estufa do que comer bacon”, disse Paul Fischbeck, professor de ciências sociais, engenharia e políticas públicas. “Muitos vegetais comuns exigem mais recursos por caloria do que você imagina. Berinjela, aipo e pepino são particularmente ruins quando comparados à carne de porco ou frango”.

Em porcentagens

Fischbeck, ao lado de Michelle Tom, doutoranda em engenharia civil e ambiental, e Chris Hendrickson, professor de engenharia civil e ambiental, estudou a cadeia de abastecimento alimentar para determinar como a epidemia americana da obesidade afeta o meio-ambiente.

Especificamente, eles examinaram o cultivo, o processamento, o transporte, as vendas, os serviços, o armazenamento e o uso doméstico de alimentos, e qual o seu custo em recursos sob a forma de uso de energia, uso da água e emissões de GEE.

Por um lado, os resultados mostraram que manter o peso sob controle e comer menos calorias tem um efeito positivo sobre o meio-ambiente e reduz o consumo de energia, uso da água e as emissões de GEE na cadeia de abastecimento alimentar em cerca de 9%.

No entanto, comer os alimentos recomendados como “mais saudáveis” – uma mistura de frutas, legumes, laticínios e frutos do mar – aumentou o impacto ambiental em todas as três categorias: a utilização de energia subiu em 38%, o uso de água em 10% e as emissões de GEE em 6%.

Conclusão

“Há uma relação complexa entre dieta e meio-ambiente”, disse Michelle Tom. “O que é bom para nós no quesito saúde não é sempre o que é melhor para o meio-ambiente. É importante que os funcionários públicos saibam disso e entendam essas compensações conforme desenvolvem orientações dietéticas no futuro”. [ScienceDaily]

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3 comentários

  • Dona:

    No entanto imagino que isso ocorre com o consumo de alimentos que não são próprios da região e fora da sazonalidade.

  • Dona:

    A matéria não especifica o impacto ambiental do plantio.

  • L_stardust:

    É importante definir o que é Análise de Ciclo de Vida e que esta avaliação tem resultados diferentes em cada ambiente que é feita.

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