Cordilheira desconhecida ‘emerge’ do mar

Por , em 5.07.2010

Uma recente descoberta está preocupando ambientalistas de todo o mundo. Uma cordilheira até então submarina emergiu na parte oeste da Antártida, sinal do acelerado derretimento de gelo na região. A cordilheira era desconhecida, e foi descoberta graças à expedição de um submarino não-tripulado do Levantamento Antártico Britânico (BAS, na sigla em inglês), que explorava o mar subterrâneo do continente gelado.

Os cientistas explicam que, há algumas décadas, a geleira sobre a qual a cordilheira se encontrava era presa a essa, porque o gelo era muito espesso. Nos últimos anos, devido ao derretimento de parte desse gelo. Com o aumento da temperatura média dos oceanos, acelera-se o fluxo das geleiras (sim, elas se movem) em 10%. Esse movimento acelerado, por sua vez, proporciona condições para que o derretimento do gelo também se acelere (as geleiras estão diluindo quatro vezes mais rápido do que há dez anos), o que eleva o nível médio dos mares.

O submarino do instituto está fazendo uma varredura da Antártida, construindo um mapa 3D do mar subterrâneo. Com isso, estão sendo descobertas novas cordilheiras como aquela, e é possível saber onde estão os futuros pontos de ruptura das geleiras, e consequentemente, de acelerado derretimento de gelo. O problema é preocupante justamente devido a esse processo cíclico: as cordilheiras subterrâneas se desprendem das geleiras porque o gelo está derretendo; destacadas, causam rupturas que aceleram o fluxo das geleiras; com o fluxo acelerado, elas aumentam o derretimento, que favorece o desprendimento das cordilheiras… [BBC News]

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13 comentários

  • jeamaral:

    “Pois é extremamente interessante como justamente quando o mundo começou a industrializar-se mais e a população começou a crescer de forma descontrolada é que várias variáveis do clima começaram a mudar abruptamente”.

    Esta afirmação acima é totalmente descabida. O mundo começou a industrializar-se no século IXX, e aos poucos. O planeta existe há 4,6 bilhões de anos, a vida incipiente há 500 milhões de anos. O Homem, “o vilão do clima”, existe há talvez 1 milhão de anos, e há alguns milhares de anos desceu das árvores. Ora, ora, caros amigos. A Terra já sofreu inúmeras glaciações ao longo da sua história, com Homem ou sem Homem. Por sinal estamos entrando em mais uma glaciação (comprem cobertores). Só que nós, míseros mortais, vivemos quase nada para testemunhar alguma mudança climática, geológica, evolutiva, etc, as quais levam milhares ou milhões de anos para acontecer. O que quero dizer é simples. O Homem não teve tempo de influir em nada de magnitude global. Apenas nos micro-climas localizados de cidades grandes há realmente influência humana. Uma simples erupção vulcânica joga na atmosfera mais sólidos e gases, do que a Humanidade em milhares de anos.
    Os grandes defensores desta falácia, ou estão desinformados, ou querem votos de incautos, ou quem sabe estão em busca de recursos fáceis.
    O AlGore para não cair no ostracismo, após perder a eleição nos EEUU, empunhou esta bandeira e vai pelo mundo dando palestras, angariando fundos e mantendo-se na mídia. Negócio da China!!!

  • ROOSEVELT S. FERNANDES:

    O que os capixabas pensam sobre Mudanças Climáticas?

    De modo a conhecer o perfil de percepção ambiental da sociedade frente à problemática (causas, efeitos, prós e contras) das Mudanças Climáticas, tendo como base a Região da Grande Vitória, ES – municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica – o Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA (grupo sem fins lucrativos), desenvolveu uma pesquisa (35 aspectos abordados) com 960 pessoas (+ – 3% de erro e 95% de intervalo de confiança), com o apoio da Brasitália Mineração Espírito Santense.

    Metade dos entrevistados foi de pessoas com formação católica e, os demais, evangélica. Apesar de a amostra ter sido constituída dessa forma o objetivo da pesquisa não visa individualizar os resultados para cada segmento religioso em questão. Em um segundo estágio da análise dos dados (banco de dados do SPSS) isso ocorrerá, quando serão explicitadas diferenças de percepção ambiental dos dois grupos – católicos e evangélicos – mas sem nominar a origem de formação religiosa dos membros da amostra.

    Os entrevistados admitem ler regularmente jornais e revistas (48,1%), assistem TV (58,3%), não participam de Audiências Públicas convocadas pelos órgãos normativos de controle ambiental (88,9%), bem como de atividades ligadas ao Meio Ambiente junto às comunidades (não – 43,2% / não, mas gostaria – 39,7%), apresentam um reduzido conhecimento das ONGs ambientalistas (4,9%), não acessam (72,8%) sites ligados à temática ambiental (19,1% não tem acesso a computador), além de indicarem o baixo desempenho das lideranças comunitárias no trato das questões ambientais (29,2% / sendo que 40,0% admitem não conhecer as lideranças de suas comunidades), e admitem interesse por temas ligados à temática ambiental (42,3% / 44,2% apenas às vezes).

    Admitem conhecer termos (não verificada a profundidade do conhecimento assumido) como biodiversidade (63,6%), Metano (51,7%), Efeito Estufa (81,3%), Mudanças Climáticas (84,7%), Crédito de Carbono (26,0%), Chuva Ácida (57,8%), Agenda 21 (16,5%), Gás Carbônico (60,9%), Clorofuorcarbonos (36,6%), Aquecimento Global (85,4%), bicombustíveis (74,1%), Camada de Ozônio (74,3%) e Desenvolvimento Sustentável (69,5%), com 70,0% do grupo relacionando às atividades humanas às Mudanças Climáticas e que a mídia divulga muito pouco os temas relacionados ao meio ambiente (44,2%), apesar da importância do tema.

    A ação do Poder Público em relação ao meio ambiente é considerada fraca (48,2%) ou muito fraca (30,2%), os assuntos ligados à temática ambiental são pouco discutidos no âmbito das famílias (60,1% / 15,5% admitem nunca serem discutidos), enquanto a adoção da prática da Coleta Seletiva só será adotada pela sociedade se for através de uma obrigação legal (34,3%) e que espontaneamente apenas 35,7% adotariam o sistema. Indicam que os mais consumos de água são o “abastecimento público” (30,3%), seguido das “indústrias” (22,9%) e só depois a “agricultura” (10,7%), percepção inversa a realidade.

    Em análises em andamento, os resultados da pesquisa serão correlacionados com variáveis como “idade”, “gênero”, “nível de instrução”, “nível salarial”, “município de origem”, entre outras, contexto que irá enriquecer muito a consolidação final dos resultados, aspectos de grande importância para os gestores públicos e privados que poderão, tendo como base uma pesquisa pioneira no ES, definir ações preventivas e corretivas voltadas ao processo de aprimoramento da conscientização ambiental da sociedade.

    É importante explicitar que, com o apoio do NEPA, está pesquisa já está sendo iniciada em outras capitais. O grupo está aberto a realizar parcerias de modo a assegurar, progressivamente, o conhecimento do perfil nacional da sociedade em relação à temática das Mudanças Climáticas. Não há como ignorar, se é que ainda não se deu a plena atenção a este fato, a importância da participação consciente da sociedade nas discussões que envolvem este importante tema.

    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
    COEMA – CNI
    CONSUMA – FINDES
    COMARH – FAES
    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br

  • C.R.:

    @Márcio,

    eu já assisti os vídeos do Molion na internet, ele também diz que as atividades humanas não interferem significamente no clima e que o crescimento industrial sem políticas de desenvolvimento sustentável não são tão impactantes ao meio ambiente. Eu concordo com a questão que definir tudo como aquecimento global é errôneo, sendo que o certo são mudanças climáticas. Pois é extremamente interessante como justamente quando o mundo começou a industrializar-se mais e a população começou a crescer de forma descontrolada é que várias variáveis do clima começaram a mudar abruptamente. Eu não concordo com Molion na maioria das coisas que ele diz pois quem não é tão ingênuo percebe que ele defende interresses puramento econômicos e insustentáveis.

    essa é minha opinião,

    Abraço à todos

  • Márcio Valle:

    Há um conflito muito grande de informações. O prof. Luis Carlos Molion, meteorologista e prof. de climatologia e mudanças climáticas da Univ. Federal de Alagoas, afirma que o mundo está esfriando e não esquentando.
    Ele afirma que os dados sobre aquecimento global são todos incorretos, pois as medições são feitas em áreas de grande população apenas.
    Ele afirma que medições feitas nos oceanos e em outros pontos do planeta indicam o esfriamento do globo e que o derretimento do gelo nos polos faz parte do processo e que em breve haverá muito mais gelo do que hoje. Ele afirma, também, que derretimento de gelo nos polos não aumenta o nível dos oceanos em hipótese alguma.
    Gostaria de convidar todos os prezados leitores deste blog a assistir à entrevista do prof. Molion no Canal Livre (Band) no Youtube (digitar ‘Molion’ na busca) e conferir suas diversas palestras e entrevista sobre o assunto.

  • samuel:

    Esse urso na Foto é claramente um fotoshop.

  • odemir josé:

    É lamentável o que nós fizemos com o nosso planeta, por isso, que a Bíblia diz que Jesus voltará para restaurá-lo.

  • Marcos:

    Olá a todos !
    Como disse o Jorginho, há pessoas que preferem acreditar que tudo está bem, às mil maravilhas. Estas pessoas são movidas ou por ignorância da situação, ou por ganância ou por agirem como avestruz – é só colocar a cabeça num buraco que assim se isola dos acontecimentos externos.
    A verdade é que estamos ferrados !
    Lí não lembro aonde, que um armador norueguês dizia que a elevação do nível dos mares seria muto bom para ele pois assim iria economizar vários milhares de euros ao usar a rota norte direto, sem precisar contornar a Groenlândia (acho) …
    Só que ele esqueceu que, com a elevação do nível dos mares, os portos também vão desaparecer, portanto, a economia que ele faria não vai valer de absolutamente nada …
    Este é um exemplo de como o ser humano é mesquinho, pequeno e não está atento ao que ocorre na sua casa, o planeta Terra …
    Abraços

  • Gustavo:

    @Helder Tem urso polar na Ilha de Lost também. kkk

  • ira:

    Em 50 anos ou menos o ser humano conseguiu promover uma destruição planetária em tão grande escala que,superou em muito os cataclismas geológicos que a terra vem absorvendo a milênios,o que é natural pois este planeta está em evolução assim como o universo no todo dimensional.
    Existe um porem,o que deve passar a terra nesta mudança, faz parte de um processo evolutivo necessário a ela e a nos(estes microbios incopetentes) agregados em seu bojo.
    A diferença EXISTENTE NESTA MUDANÇA É QUE,O SOFRIMENTO MATERIAL SERÁ MAIOR POIS JUNTA-SE AO SOFRIMENTO MORAL,OU SEJA,
    O QUE DEVERIA OCORRER EM HARMONIA E COM NOSSO CONHECIMENTO TRANSCENDENTE,OCORRERÁ DE FORMA DOLOROSA E TERRIFICANTE PARA PELO MENOS 2/3 DESTA HUMANIDADE ATUAL.
    ENFIM,NADA DE NOVO ABAIXO DO SOL, É SÓ MUDANÇA CÍCLICA,O QUE É NORMAL E SEMPRE OCORRERÁ NO UNIVERSO VISÍVEL OU NÃO POIS NÃO EXISTE O VAZIO,TUDO É VIDA.

  • ira:

    NADA DE NOVO ABAIXO DO SOL.
    O começo das mudanças vem ocorrendo a tempos,o problema é que houve aceleração e nem é preciso dizer quem é o culpado.
    O planeta é um ser VIVO,ou a mãe terra.
    Quando voce acelera o estado ja doentio de sua mãe,voce ficará orfão mais cedo.

  • Helder:

    Urso Polar só tem no Ártico…

  • Luiz Carlos:

    Meio vago… confuso… mas interessante.

  • Jorginho:

    Ainda há pessoas que preferem acreditar que tudo está bem !

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