Onda de frio no oceano interrompeu o aquecimento global em 1970

Por , em 29.09.2010

Entre 1968 e 1972, registros mundiais mostram que a temperatura da superfície do mar no Hemisfério Norte recuou 0,3 graus Celsius rapidamente. Isto ocorreu principalmente no Atlântico Norte.

Os cientistas costumavam pensar que esse episódio tinha sido apenas um efeito colateral do lento acúmulo de poluição atmosférica proveniente de carros e usinas de energia, que bloqueou a luz solar.

Agora, pesquisadores descobriram que o aquecimento global foi interrompido em 1970, quando uma onda de frio no norte dos oceanos fez com que as temperaturas mundiais diminuíssem temporariamente.

Cientistas americanos e britânicos examinaram os registros de temperatura de 1968 a 1972 e disseram que a queda brusca de temperatura em 1970 ocorreu ao mesmo tempo que um súbito afluxo de água gelada do Ártico.

Este fluxo de água fresca no Atlântico Norte é conhecido como “grande anomalia de salinidade”, e os cientistas acreditam que o frio nestes oceanos levou a uma diminuição das temperaturas mundiais, resultando em uma pausa momentânea do aquecimento global.

Os pesquisadores constataram a queda de temperatura após eliminar outros fatores que poderiam ter bloqueado a luz solar, tais como cinzas vulcânicas e correntes dos oceanos.

Os resultados da pesquisa são nitidamente contrários a todas as previsões anteriores sobre a diminuição da temperatura nesse período, porque o novo estudo nota que este “impulso” de temperaturas mais baixas pareceu ocorrer devido a variações naturais, ao invés de atividade humana.

Segundo os pesquisadores, a “grande anomalia de salinidade” não tem qualquer relação com o aquecimento global ou o efeito estufa causado pelos seres humanos.

Em contraste, o painel de cientistas do clima da ONU mencionou que a temperatura média mundial aumentou em 0,7 graus Celsius desde a Revolução Industrial. O gelo do mar é feito de água fresca, e por causa dos combustíveis fósseis que emitem dióxido de carbono e, supostamente, das temperaturas mais altas no mundo desde a Revolução Industrial, o gelo marítimo no Ártico pode ter derretido e desaguado no Atlântico Norte devido à atividade humana.

Os pesquisadores que afirmaram que as causas dessa baixa de temperatura foram naturais foram acusados de exagerar evidências que apóiam o aquecimento global. Após uma revisão do estudo, as denúncias foram apuradas e a pesquisa foi liberada. Os cientistas disseram que, na verdade, esse estudo destaca as causas do resfriamento global, e não do aquecimento. [DailyTech]

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3 comentários

  • Prof. E. Sartori:

    Olá,
    Alguns dizem que há interesses por trás desse tal de aquecimento global. Pode até haver alguns que se aproveitam no meio de uma coisa midiática tão grande, mas enquanto o absurdo empirismo dessa gente que comanda e domina essa questão não aplicar as ciências de conhecimento universal e assim continuar cometendo erros tão absurdos e elementares da física básica, podem deixar que se trata apenas de ignorância científica mesmo e, por isso, uma “conspiração” climática mundial não se sustenta. E já deram muitas provas disso, em seus “modelos” fajutos (os quais são ajustados para darem os resultados desejados, que absurdo!!), em publicações de revistas, em “previsões”, etc. Primeiro eles têm que entender bem e resolver cientificamente a questão, como eu já a resolvi, modestamente, o que o Molion não conseguiu, antes de afirmarem que há conspiração, por uma questão de lógica e bom senso.
    Quem comanda e domina essa questão no mundo é o IPCC e seus meteorologistas, climatologistas, hidrologistas, etc, os quais, para afirmar que existe aquecimento “global”, absurda e ingenuamente relacionaram um aumento de temperatura com um aumento de CO2. Mas, para constatar que há aumento do efeito estufa não basta uma simples e ingênua relação de um parâmetro com outro, pois na atmosfera há muitos outros parâmetros que precisam ser relacionados entre si para podermos realmente constatar um aumento de aquecimento atmosférico. E tais relações são baseadas na teoria física da questão, o que não se vê os profissionais acima relacionados fazerem, por isso erram tanto e tão absurdamente. E falo isso não apenas em relação às coisas que se vê na mídia, mas em relação às publicações de suas revistas internacionais, cujos artigos deveriam ser um primor de ciência, mas não são, são muitos e enormes absurdos mesmo.
    Além de eles terem relacionado somente um único parâmetro com outro, eles escolheram apenas as partes da história em que há os referidos aumentos, mas há outras partes da história em que há reduções desses parâmetros que não foram considerados por eles. É nessa hora que entra o Molion, que escolheu para suas afirmações exatamente o lado contrário dos outros, ou seja, quando os referidos parâmetros decrescem, cometendo o mesmo erro, só que do lado contrário. Vale lembrar que o Molion é tambem meteorologista e, como os outros empíricos, só depende de dados experimentais, os quais têm uma variabilidade natural complexa que confunde se as análises não forem ajudadas pela verdadeira teoria científica. Trabalhei e tenho trabalhado teórica e experimentalmente com sistemas de aquecimento atmosferico e posso dizer que quase tudo que tem sido dito sobre o tal do aquecimento “global” está essencialmente errado, inclusive pelo Molion.
    Por incrível que pareça, o ser humano é sim capaz de causar mudanças climáticas, mas não do jeito que dizem. Com poucas palavras, faço qualquer um entender como o ser humano pode sim interferir no clima. Enquanto isso, conheçam mais em sartori-aquecimentoglobal.blogspot.com.

  • Sandra:

    Apenas uma correção….

    “Segundo os pesquisadores, a “grande anomalia de salinidade” não tem qualquer relação com o aquecimento global ou o efeito estufa causado pelos seres humanos.”

    Apesar do efeito estufa também aquecer o planeta ele não e causado pelo ser humano, pois e um fenômeno natural.Já o aquecimento global que e um fenômeno artificial esse sim é causado por ações humanas.

  • Felipe:

    Entendi que num tem nada de efeito antrópico , mas tem algo a ver com o La Niña ? Sinceramente num entendi esse “efeito de salinidade” gerando resfriamento das águas oceânicas e posteriormente das médias térmicas mundial!

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