Enjôos matinais intensos em grávidas pode significar doenças psicológicas nos filhos

Por , em 5.09.2011

Enjôos e náuseas são comuns na gravidez. Mas em alguns casos, os vômitos são persistentes e intensos, podendo levar até a perda de muito peso e desidratação: esse é o caso das mulheres afetadas pela hiperêmese gravídica (HG).

Um novo estudo demonstrou que o problema não acaba com a gravidez. As crianças cujas mães sofreram de HG foram 3,6 vezes mais propensas a desenvolverem depressão, ansiedade ou transtorno bipolar do que crianças com mães que não sofreram da doença.

22% das pacientes com HG têm sintomas durante toda a gravidez. Participantes do estudo afetadas pela doença perderam pelo menos 5% de seu peso.

Poucos estudos haviam analisado os efeitos a longo prazo do HG sobre as crianças. A pesquisa relatou que, dos participantes que tinham mães com HG, 16% tinham depressão, 8% transtorno bipolar e 7% ansiedade. Entre aqueles cujas mães não têm HG, 3% tem depressão, 2% transtorno bipolar e 2% ansiedade.

Globalmente, 38% dos filhos de mães com HG tinham algum distúrbio psicológico ou comportamental, enquanto 15% dos filhos cujas mães não têm a desordem foram afetados.

Pesquisadores afirmam que ainda só podem especular os motivos da ligação entre o HG e os transtornos psicológicos. Uma das hipóteses é que o estresse, a ansiedade e a desnutrição durante a gravidez podem afetar o cérebro do feto que se desenvolve.

Além disso, mulheres com HG podem sofrer com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) ou problemas físicos após a gravidez, o que pode dificultar a capacidade de relacionamento com os filhos no futuro, abrindo caminho para distúrbios comportamentais mais tarde.

Ainda existem poucos tratamentos para o HG – normalmente as mulheres utilizam fluidos intravenosos ou medicação anti-náusea. A medicação anti-náusea mais usada é a que é originalmente prevista para pacientes de quimioterapia (que tem náuseas como parte dos efeitos colaterais do tratamento).

Ainda é necessário encontrar a causa do HG para que possa ser possível o desenvolvimento de tratamentos que sejam realmente eficazes – e não mais medicamentos fortes de quimioterapia.

Mesmo assim, o tratamento é imprescindível, para que os riscos para as crianças sejam menores. O tratamento precoce é a melhor maneira de reduzir as complicações no futuro. [LiveScience]

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4 comentários

  • luciana:

    Infelismente confirmei na própria pele, os dados deste post.

  • Nie:

    Não só nos filhos como no marido também…vcs nem tem idéia do quanto sofrí…

  • Simas:

    Isto e outros conselhos médicos é muito importantes para as gestantes. Toda gravidez teria que ter acompanhamento médico permanente. Ter um filho não é como ter um cachorrinho. É muita responsabilidade e só determinadas mães instruidas devidamente deveriam ter filhos. É necessário que se programe corretamente o período de gravidez, para ser possível criar uma criança com diginidade. Evitar abandonos maus tratos, educação incorreta, alimentação deficiente,enfim é necessário uma grande quantidade de cuidados para evitar doenças psicoógicas, etc. Criar população para as guerras, como se fazia antigamente já é passdo. Hoje tem se criar crianças para enfrentar a tecnologia ou teremos uma cambada de parasitas, mendingos, traficantes, enchendo as prisões e consumindo recursos dos mais bem preparados.

    • Marta Sombrio Vieira:

      Infelizmente faz sentido, pois na gravidez do meu filho João Batista tive enjoo durante os nove meses. Aos 22 anos por um amor não correspondido, suicidou-se.

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