Enorme estação de monitoramento subaquática desaparece, embasbacando cientistas

Por , em 9.09.2019

Uma enorme estação de monitoramento usada para coletar dados científicos no Mar Báltico desapareceu do dia para a noite, e os cientistas não fazem a menor ideia do que aconteceu – embora o mais provável é que os equipamentos tenham sido roubados.

Observatório Boknis Eck

O Observatório Boknis Eck ficava na baía de Eckernförde, ao norte de Kiel, na Alemanha. A estação subaquática, a 1,8 quilômetros da costa e a uma profundidade de 22 metros, estava no fundo do mar desde dezembro de 2016 e sumiu no último dia 21 de agosto, quando os cientistas simplesmente perderam o sinal dos equipamentos.

No começo, pensaram que se tratava de algum erro técnico. Mais tarde, quando uma equipe de mergulhadores desceu até o chão do oceano e encontrou apenas vestígios de cabos arrancados à força, os cientistas confirmaram a perda da estação inteira.

Ela é gerenciada pelo Centro GEOMAR Helmholtz de Pesquisa Oceânica de Kiel, e pelo Centro Helmholtz Geesthacht. O valor financeiro de todo o observatório é estimado em cerca de € 300.000 (R$, no câmbio atual), mas seu valor científico era “inestimável”, segundo o coordenador de projetos Hermann Bange.

Mistério

O observatório foi provavelmente roubado, ainda que os motivos pelos quais bandidos possam querer instrumentos científicos sejam desconhecidos.

Fatores como tempestades, correntes pesadas ou animais marinhos foram descartados como possíveis causas devido ao peso da estação – o observatório consistia em duas partes, uma pensando 250 kg e a outra 100 kg, incluindo fonte de alimentação e cabos pesados.

Os equipamentos foram “removidos com grande força de sua posição”, de acordo com a declaração do GEOMAR. A polícia alemã foi alertada sobre o incidente e está conduzindo uma investigação. O Centro pediu ajuda da população por quaisquer notícias que tenham sobre o incidente.

De acordo com Bange, os dados coletados pelo Boknis Eck eram “absolutamente inestimáveis”. A estação reunia informações sobre temperatura e velocidade do fluxo da água, nutrientes, salinidade e concentrações de clorofila e metano, usadas para avaliar a saúde do ecossistema ao redor do Mar Báltico desde a década de 1950.

O monitoramento aquático também possibilitava aos cientistas alertarem os governos de potenciais problemas antes do tempo, para que medidas fossem tomadas. [Gizmodo]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (5 votos, média: 4,80 de 5)

Deixe seu comentário!