Esquisitice quântica: moléculas se comportando como ondas surpreendem cientistas [vídeo]

Por , em 28.03.2012

Você já ouviu falar na Experiência da Dupla Fenda (“double-slit experiment”, em inglês)? É um famoso experimento desenvolvido pelo físico Thomas Young no início do século XIX. Ele provou que a luz é de fato uma onda e não um conjunto de partículas, mas acabou mostrando também que em alguns casos as partículas podem se comportar como ondas.

Cientistas austríacos, da universidade de Viena, registraram em vídeo o momento em que este fenômeno foi observado com moléculas de grande porte, como nunca havia sido visto. O princípio do experimento era simples: fazer um feixe de luz ou um conjunto de moléculas passar por uma placa com duas fendas, e verificar como as partículas passam por elas.

No antigo experimento de Thomas Young, o feixe de luz era lançado nas fendas e mostrava uma diferença clara. Quando as cristas de duas ondas se sobrepunham nas fendas, a tela que ficava atrás recebia um raio luminoso. Se, ao contrário, uma crista fosse sobreposta por um vale de onda, a tela ficava escura.

Testes posteriores mostraram que este padrão também poderia ser observado em moléculas, que podem agrupar e reagrupar átomos como se fossem ondas através do experimento. E foi isso que fizeram os pesquisadores da Áustria: enviaram moléculas com 58 ou 114 átomos através das fendas, para que cumprissem o papel da “crista” ou do “vale” da onda.

Apesar de se tratar de moléculas complexas e de grande porte, o que se observou no vídeo foi exatamente o efeito da experiência da dupla fenda: as moléculas se agruparam como se fossem ondas, da mesma forma que já havia sido registrado em outros experimentos atômicos.

A física quântica moderna ainda debate sobre os exatos motivos pelos quais uma molécula pode se comportar como uma onda, tal como visto nas fendas. Uma teoria muito discutida afirma, simplesmente, que as moléculas no estado em que conhecemos existem em um estado de instabilidade.

Isso significa que nem sempre são encontradas em um local específico e determinado, como se espera de tudo o que é considerado matéria. Mas, como muitas coisas no mundo da ciência, ainda estamos longe de chegar a um consenso sobre esta questão. [LiveScience]

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7 comentários

  • grock:

    O universo é muito complexo para ser normal,então não é loucura alguma acreditarmos na possibilidade de uma dimensão paralela composta por anti- matéria até porque para toda ação hà sempre uma reação oposta e de igual intensidade!!

  • Lokman:

    Tenho uma teoria desenvolvida sobre este fenômeno.Estou procurando uma forma de difundi-la.lkmngl.serv@hotmail.com

  • aguiarubra:

    Mais dores de cabeça para epifenomenalistas e fisicalistas! A Natureza é…onda!!!!!!!!

  • Hugo:

    “it’s a wave!” (COOPER, Sheldon – 2010)

  • Sagas:

    Concordo com Jonatas e ainda questiono que fenômenos quânticos ocorrem durante a ligação dos átomos. Os elétrons não sendo feitos de quarks conseguem alterar a formação de grupos de hádrons é uma questão por mais que explicada interessante. É possível que a matéria não seja baseada em apenas partículas energizadas. Talvez a interação entre matéria e antimatéria se dê neste momento “infinito” quântico. Essa dualidade pode se apresentar em outras dimensões e por nós apenas concebermos três não as vemos. Talvez ainda estejamos presos num evento quântico pós Big Bang e tudo o que vemos se desfaz e faz numa velocidade tão grande que não percebemos. Enquanto para um lado a explosão segue matéria nós percebemos o Universo de um modo. Talvez no outro lado os anti nós percebam o Universo do mesmo modo, mas que para nós é negativo. Pode ser loucura, mas é possivél.

    • Mário Sanchez:

      No meu entender, tudo ficará explicado ao definirmos a estrutura e a natureza do Campo Escuro, Invisível à luz, Energia ou Matéria escura, Essência, Ser, ou suporte de todos os vazios a que chamamos de matéria. Essa definição, quando for conhecida, preencherá todas as questões em aberto sobre o outro lado da física quântica.

  • Jonatas:

    Infelizmente temos poucos detalhes. Uma molécula é uma estrutura formada pela ligação de átomos dispostos numa determinada simetria. Gostaria de entender se ao se comportar como onda essas propriedades da estrutura sofrem alguma modificação, seja ela momentânea ou permanente, e se as distribuições eletrônicas dos elétrons nas camadas de valência da eletrosfera sofrem algum fenômeno, já que os elétrons sim, de fato, se comportam tanto como partícula quanto como onda.

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