Estudo descobre como os humanos estão evoluindo

Por , em 2.07.2015

Segundo um novo estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, publicado na revista Nature, os seres humanos têm evoluído para ficarem mais inteligentes e mais altos que seus antecessores.

A pesquisa, de colaboração internacional, descobriu que, quanto maior a diversidade genética, mais as pessoas tendem a ser altas e a ter melhores habilidades de pensamento.

O estudo

Os pesquisadores analisaram os dados de saúde e as informações genéticas de mais de 100 estudos realizados em todo o mundo, que incluíram detalhes de mais de 350.000 pessoas de comunidades urbanas e rurais.

A equipe descobriu que uma maior diversidade genética está relacionada ao aumento da altura e a melhores habilidades cognitivas, bem como níveis mais elevados de educação.

No entanto, a diversidade genética não teve efeito sobre fatores tais como níveis de pressão ou colesterol no sangue, que afetam as chances de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas, diabetes e outras condições complexas.

Os cientistas ainda localizaram casos em que as pessoas tinham herdado cópias idênticas de genes de ambos a mãe e o pai – um indicador de que seus antepassados eram parentes. Nos indivíduos onde isso ocorreu menos vezes, a diversidade genética foi maior e os dois lados de sua família eram suscetíveis de ser mais remotamente relacionados.

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Antes, os especialistas pensavam que laços familiares estreitos (casos em que primos se casam, por exemplo) elevavam o risco de doenças complexas na sua prole, mas o novo estudo concluiu que este não é o caso. As únicas características afetadas pela diversidade genética são a altura e a capacidade de pensar rapidamente.

As descobertas sugerem que, ao longo do tempo, a evolução está favorecendo as pessoas com maior estatura e habilidades de pensamento mais nítidas, mas não tem tanto impacto na propensão das pessoas de desenvolver doenças graves.

“Nossa pesquisa responde a perguntas feitas pela primeira vez por Darwin sobre os benefícios da diversidade genética. Nosso próximo passo será descobrir que partes específicas do genoma mais se beneficiam dessa diversidade”, afirma o Dr. Peter Joshi, da Universidade de Edimburgo. [ScienceDaily]

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