Gene mutante reduz a fertilidade masculina

Por , em 24.07.2011

Casais que não conseguem ter filhos é uma situação recorrente, a dificuldade é descobrir as causas disso. Uma recente pesquisa divulgou que uma mutação genética que elimina uma camada de carboidratos em torno do esperma reduz a sua mobilidade e pode explicar porque alguns homens são menos férteis do que os outros.

O estudo descobriu que casais que tinham mais problemas para engravidar são aqueles nos quais os homens herdaram duas cópias deste gene mutante, um de seu pai e um da sua mãe.

A perda desse revestimento dificulta a viagem que os espermatozoides fazem através dos fluidos no trato reprodutivo feminino, o que, por sua vez, reduz a taxa de concepção. Quando o gene é normal, o número de espermatozoides que conseguem penetrar no muco já é baixo: apenas de 15 a 20% do total.

A Organização Mundial da Saúde define a infertilidade como a incapacidade de um casal conceber após um ano de relações sexuais desprotegidas. E o problema ocorre para cerca de 13 a 14% dos casais em países do todo o mundo.

Em cerca de metade dos casais inférteis, a causa encontra-se nos homens e os especialistas, tradicionalmente, culpam a baixa contagem de espermatozoides. Esta é a primeira vez que os especialistas estão apontando a causa para a perda do revestimento em torno de esperma.

Outros pesquisadores afirmam que essa mutação é muito comum e que, se esse fosse realmente um grande problema, uma grande porção dos homens seria afetada.

Para chegar a mutação, os cientistas recrutaram 509 casais jovens na China e os acompanharam durante quase dois anos.

Os casais foram colocados em três grupos, dependendo do DNA dos homens. Ao final do estudo, 71% das mulheres cujo parceiro tinha duas cópias do gene mutante conceberam. Em comparação, engravidaram 81% das esposas dos homens com um ou nenhum dos gene mutante. Ou seja, nos casais em que o marido tinha duas cópias da mutação, a taxa de nascimentos foi 30% inferior.

Para ajudar esses casais a conceberem, os médicos podem considerar o uso de intervenções mais diretas, como a fertilização in vitro ou inseminação intra-uterina.[Reuters]

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