Ilha do Pacifico será abandonada por causa de elevação do nível do mar

Por , em 12.03.2012

A nação Kiribati, conjunto de ilhas no oceano Pacífico, já começou negociação para comprar terras em Fiji. O objetivo é mover sua população de 113 mil habitantes para lá, já que o aumento do nível do mar está acabando com suas plantações e reservatórios de água potável. Essa pode ser a primeira realocação de um país por motivos climáticos.

Alguns dos 32 atóis de coral de Kiribati já estão desaparecendo. Eles ficam na altura da linha do equador, em uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados de oceano. A área total de terra é de 811 quilômetros quadrados, e sua altitude média é de menos de dois metros acima do nível do mar. Tarawa, conjunto de ilhotas, é o centro administrativo e região onde se concentra a maioria da população do país.

Anote Tong, presidente de Kiribati, conta que já entrou em contato com o governo de Fiji para comprar até dois mil hectares de terra. “Essa é a última alternativa, não podemos fazer mais nada. Vamos ter que nos mudar quando as marés alcançarem nossas casas e vilarejos”, lamenta. O presidente conta que os efeitos do clima são uma batalha diária para sua população, e que planeja enviar primeiro à Fiji um grupo de trabalhadores habilidosos, para que eles possam se integrar com mais facilidade à população do país. A intenção é que os imigrantes sejam vistos como uma contribuição valiosa para a economia de Fiji.

“Não queremos que 100 mil pessoas de Kiribati se mudem para Fiji de uma vez só. Eles precisam encontrar emprego como imigrantes habilidosos, como pessoas que têm seu lugar em uma comunidade, e não como refugiados ou cidadãos de segunda classe”, argumenta Tong. Seu governo lançou um programa de “educação para migração”, para que sua população se mostre atraente como migrantes.

Os jovens do país estudam na Universidade do Pacífico Sul, e já estão preparados para se desprenderem de seus vilarejos natais. Alumita Durutalo, professor da universidade, diz: “Eles já estão se preparando muito bem. Já educaram seus jovens para serem capazes de viver em qualquer lugar em que queiram ir”. Alguns i-Kiribati, como a população é conhecida, têm preocupações em relação à sobrevivência de sua cultura em novo território, especialmente se aqueles que se mudarem primeiro forem os jovens.

“Precisamos que a comunidade internacional crie urgentemente um pacote de medidas para lidar com as necessidades de países que passam pela mesma situação de Kiribati”, alerta Tong. [SMH]

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23 comentários

  • André Lucas:

    Vejam os fatos… o nível do mar realmente está subindo e é só o começo! Só não entendo por que alguns ateus, agnósticos e simpatizantes estão preocupados! Gente! Deixem que a evolução da espécie cuide disso! Não vai demorar muito para nos adaptarmos ao meio aquático e nossos filhos começarem a desenvolver guelras como os peixes…rsrs

  • claudemir da silva:

    isso é preocupante devido as condições climatícas ao aumento dos oceanos

  • magoado:

    Pena que Brasília não está no litoral…

    • janjao:

      Quer morrer? morra só

    • ALINE MARTINS:

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Daí o problema seria os parlamentares fugirem de lá. tinha que ser no litoral e atingida por um tsunami! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • edno luiz pizzolatti:

    Os paises que mais contribuiram para este desarranjo climático a eles conferem o compromisso para uma solução humana e condigna aos povos e nações prejudicadas.

  • Caio:

    Deveríamos pesquisar, desenvolver e construir casas – porquê não dizer cidades subaquaticas? Seria muito bela uma cidade como a vista na saga Star Wars, nas profundezas dos pântanos de Naboo, habitada pela raça dos Gungan(Jar Jar Binks).

    • Jonatas:

      A ideia é boa, excelente. Já tem engenheiros pensando nisso. Mas outra proposta igualmente interessante é a de cidades flutuantes. Diferentes da estrutura rígida dos Navios, elas seriam compostas de imensas células flutuantes conectadas e dobráveis, em forma de pentágonos. Isso serviria para que a grande área não sofresse rupturas pelas ondulações oceânicas nem mesmo em uma tempestade, dando assim flutuação e estabilidade.

    • janjao:

      Ô meu, nessa eu nâo Caio

  • Hilana:

    Fiquei preocupada. Juro. Qual será o futuro dos nossos continentes? Serem engolidos pelos oceanos?

  • Rute Magnolia:

    O Brasil tambem deve se preparar para grandes eventos climatologicos, a alteraçao no clima global mexe com varios fatores, coo ja foi dito, muitas populaçoes ja sofrem com acontecimentos drasticos, o que nos resta talvez…sermos solidarios com os nossos irmaos, pois, infelizmente nao podemos colocar na cabeça das pessoas que devemos ser radicais mesmo em relaçao a nossos habitos. Procurar adotar na nossa rotina, a medida dos ^tres erres^ Reciclar – Reutilizar e Recuperar…os nossos recursos…isso se quizermos manter alguma coisa para as futuras geraçoes…nossos filhos e etc…

  • saverio vaz:

    Reinaldo gostei de sua frase,
    ser despejado pacíficamente não causa tumulto né.

  • Reynaldo:

    Até agora infelizmente o homem encheu o saco da terra e do mar, agora é hora da desforra.

  • antonio:

    infelizmente daqui pra frente será assim os nossos dias,por isso devemos ser solidários com os refugiados da ilha.

  • Oersted Old. Berbert:

    Vamos ajudar esse (e outros povos) a encontrar lugares onde viver com dignidade? Será que o Brasil está livre disso? Veja algumas regiões do nordeste!!!

  • reinaldo:

    cara, isso sim é um “despejo pacífico”…

  • Alter Ego: Antítese:

    Triste ver como as nações que menos contribuem para o aquecimento global são as mais atingidas.

  • Glauco:

    “i-Kiribati”?? Hehehehehe!! será q eles tem i-pad ou i-phone tb ??

    • Thiago Moreira:

      Isso é muito sério, se coloque no lugar destas pessoas. Seu comentário não teve graça nenhuma!

    • ira:

      Não se brinaca com as desventuras de irmãos.
      Voce esa certo na resposta.
      O Brasil logo terá sua cota,aliás o planeta todo.
      Cada um tem sua cota,ate o próprio planeta,ele é um ser VIVO e está sempre em atividades,não fosse assim e ate as formas de vida que aqui vivem jamais evoluiriam,é parte da evolução universal dimensional,TUDO ESTÁ SEMPRE MUDANDO,AINDA BEM.

    • Danilo Morães:

      É triste, mas eu entendi o comentário do amigo Glauco. Eles estão completamente desligados dos motivos e ações dos maiores causadores desses desastres e mesmo assim, têm que pagar por isso.
      Muito triste.

  • Jonatas:

    Isso será rotina nas próximas décadas. No pior dos casos possíveis, não serão apenas ilhas sendo desocupada, mas até grandes e pequenas cidades litorâneas, que hoje perfazem 1/3 da população mundial.

  • isis:

    Kiribati não foi o primeiro nem será o último país a sofrer com os efeitos climáticos. Deslocar uma população inteira faz muito sucesso para a mídia, mas outras tantas populações já passaram por muitos apertos devido a catástrofes ambientais. Qualquer um citaria o Japão, mas várias comunidades já sofrem com a poluição de ar, água e terra, com a queda na produção agrícola devido a mudanças climáticas, etc, e que não são tão comentadas. Entretanto, assim que algo ameaça prejudicar a economia de um país ou se torna muito evidente, ocorre o maior alerde, nacional e internacional.

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