10 vezes em que os Jogos Olímpicos não foram tão nobres

Por , em 17.05.2016

A cada quatro anos, os Jogos Olímpicos atraem milhões de espectadores em todo o mundo que assistem os melhores homens e mulheres nos mais variados esportes competirem cabeça a cabeça em uma das maiores batalhas de resistência mental e física do planeta.

Há algo de mágico sobre o fato de que qualquer concorrente que entra no estádio, tatame, pista ou velódromo poderia ser coroado o atleta campeão em seu esporte ou em sua categoria. Mas, ao longo da sua história de 120 anos, os jogos têm visto muitas pessoas tentarem desequilibrar a igualdade de condições ou impedir a igualdade de participação antes da competição começar.

10. Pierre de Coubertin

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Pierre de Coubertin, conhecido por muitos como o fundador da Olimpíada moderna, tem uma reputação internacional de personificação do fair play e do espírito olímpico. No entanto, o Comitê Olímpico Internacional (COI) não gosta de falar sobre a visão bastante ofensiva de Coubertin sobre competidoras do sexo feminino.

Junto com alguns outros membros do COI, Coubertin tentou o seu melhor para se certificar de que as mulheres não fossem convidadas para competir nos Jogos Olímpicos. Em uma carta de 1912, ele escreveu: “Em nossa opinião, esta semi-Olimpíada feminina é impraticável, desinteressante, deselegante e, eu não hesito em adicionar, inadequada”.

As ideias sexistas de Coubertin resultavam da opinião de que os antigos Jogos Olímpicos testavam a força, a resistência e a mentalidade masculinas, e as mulheres não deveriam interferir nisso. No entanto, estas ideias não tiveram sucesso por muito tempo.

Na segunda edição dos Jogos Olímpicos modernos, em 1900, as mulheres foram autorizadas a participar no tênis e no golfe. Porém, a convicção de Coubertain de que “os Jogos Olímpicos deveriam ser reservados para os homens” foi completamente posta de lado somente na edição de 2012, em Londres, na qual as mulheres participaram no boxe, o último esporte que até então era somente masculino.

9. Trapaça britânica em Londres

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A equipe britânica esperava ganhar tudo nos Jogos Olímpicos de Londres em 1908 e tentou de tudo para fazer com que isso fosse realizado. Juízes tendenciosos, sapatos extremamente pesados no cabo-de-guerra e uma relargada suspeita dos 400m depois que os americanos pareciam destinados a vencer contribuíram para os gritos de trapaça de outras nações.

Apesar disso, os americanos dominaram na maioria dos eventos. Um jornal americano relatou na época: “A vitória americana nos Jogos Olímpicos de Londres, ganhos apesar da injustiça e em alguns casos trapaças visíveis, vai ser comemorada com uma recepção nacional para os atletas em seu retorno a Nova York”.

8. A proibição de 800m das mulheres

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Em 1928, as mulheres foram autorizadas a participar do atletismo e da ginástica nos Jogos Olímpicos pela primeira vez. Embora os homens tenham disputado eventos nas pistas desde os primeiros jogos modernos em 1896, as mulheres tinham lutado pela inclusão e comemoraram com alegria quando o Estádio Olímpico foi aberto para elas depois de 32 anos.

No entanto, as mulheres não esperavam que um dos eventos, a corrida de 800m, seria proibida por 32 anos após a final em Amsterdam. A causa do problema: as mulheres participantes caíram de exaustão depois de cruzar a linha de chegada.

Reportagens de jornais alegavam que as mulheres estavam em estados terríveis após a corrida, depois de ter empurrado seus corpos ao limite absoluto. Treinadores e dirigentes fizeram com que o evento fosse cancelado nas edições seguintes, alegando que eles estavam cuidando da segurança das concorrentes do sexo feminino, que podiam danificar seriamente os seus corpos frágeis.

Demorou até os Jogos Olímpicos de 1960 para que todos percebessem que estavam sendo estúpidos e permitissem que as concorrentes da prova de meio-fundo competissem de volta na pista.

7. Carona na maratona

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É o sonho de todo atleta ganhar uma medalha de ouro olímpica em frente a uma multidão quando se está competindo em casa. Em 1904, o americano Fred Lorz fez exatamente isso quando cruzou a linha de chegada da maratona em primeiro lugar na frente de uma multidão em St Louis. Mas tudo não foi exatamente como parecia.

As temperaturas sufocantes e condições de poeira na estrada causaram vômitos, cólicas, sangramento e desidratação entre muitos dos 32 concorrentes. Lorz também não estava bem na marca de 14 km e foi forçado a diminuir o ritmo para uma caminhada quando teve sorte suficiente para que um carro passasse e oferecesse uma carona.

No quilômetro 17, ele sentiu-se recuperado o suficiente para ir sozinho. Algumas horas mais tarde, ele cruzou a linha em primeiro ovacionado pelos aplausos. A torcida eufórica celebrou quando Lorz recebeu a grinalda do vencedor pela filha do Presidente Roosevelt, Alice.

Em seguida, um árbitro interrompeu o processo ao revelar a verdade. Lorz alegou que era tudo uma brincadeira e que ele nunca teve realmente a intenção de aceitar a vitória. Mas os árbitros não viram o lado engraçado da história e o baniram do atletismo.

6. Perder para ganhar no Badminton


Você geralmente espera que os competidores nas Olimpíadas façam de tudo para ganhar, mas quatro duplas da competição feminina do Badminton em 2012 não concordavam muito com isso. Devido ao formato da competição, as equipes estavam bem cientes de que tinham uma melhor chance de avançar para as fases finais se perdessem uma rodada cedo e enfrentassem um concorrente mais fácil na rodada seguinte.

Duas equipes sul-coreanas, uma chinesa e uma da Indonésia já haviam se classificado para a fase eliminatória do torneio. Elas tentaram propositadamente perder seu último jogo na primeira fase para melhor se posicionarem nas rodadas de “mata-mata” seguintes.

Apesar dos protestos dessas equipes, a Federação Mundial de Badminton considerou o comportamento antidesportivo e desonesto e tirou-as do torneio.

5. Lenda da maratona banido por aceitar dinheiro

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Não são muitas vezes que os atletas fazem campanha para restabelecer como concorrente um companheiro desclassificado, mas isso foi o que os corredores da maratona dos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles fizeram. A lenda Paavo Nurmi foi desqualificada dos Jogos Olímpicos, após as autoridades alegarem que ele tinha aceitado muito dinheiro para despesas de viagem e, portanto, era um atleta profissional.

Durante a carreira incrível de Nurmi, ele se tornou o primeiro atleta a ganhar cinco medalhas de ouro olímpicas em uma edição dos Jogos Olímpicos, em Paris, nos jogos de 1924. Mas seu sucesso fez dele uma estrela global, o que causou suspeitas sobre os pagamentos que ele estava recebendo para aparecer em competições.

Depois que ele foi marcado como um profissional em uma competição reservada para atletas amadores, Nurmi foi suspenso e nunca competiu nas Olimpíadas novamente.

4. Violência no Tae Kwon Do

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Chutar é encorajado em boa parte das artes marciais, mas só quando é contra o concorrente em uma luta válida. Não foi bem isso o que o cubano Anjel Matos fez. Ele foi desclassificado dos Jogos Olímpicos de 2008 e banido para sempre por chutar um árbitro na cara.

Durante a sua luta pela medalha de bronze, Matos levou muito tempo durante uma parada médica e foi desclassificado pelo árbitro Chakir Chelbat. No entanto, Matos não concordou com a decisão e desferiu um poderoso chute na cara do árbitro.

3. Uma penalidade controversa no ciclismo

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Os Jogos Olímpicos de Berlim em 1936 foram cheios de controvérsia. No entanto, entre os problemas políticos e raciais na pista, um bizarro incidente ocorreu no velódromo.

Toni Merkens, um ciclista alemão, competia no sprint final contra Arie van Vliet, dos Países Baixos, quando descaradamente interferiu com a linha de van Vliet. Nenhuma falta foi marcada, e Merkens ganhou a medalha de ouro.

Os holandeses se uniram em protesto. Depois de muito debate, foi decidido que Merkens ainda deveria receber sua medalha e simplesmente pagar uma multa de 100 marcos como punição.

2. Arbitragem desonesta no boxe

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Se um lutador cai no ringue de boxe cinco vezes em um round, é de se imaginar que ele provavelmente não vai ganhar a luta. Isso é o que todo o estádio em ExCel London pensou durante a luta entre Magomed Abdulhamidov do Azerbaijão e o japonês Satoshi Shimizu, nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

No entanto, Ishanguly Meretnyyazov, o árbitro do Turcomenistão, pensava de forma diferente e declarou Abdulhamidov o vencedor depois de ignorar três knockdowns e o ajudar a fixar seu capacete. Shimizu foi reintegrado à competição após recurso, e o árbitro foi mandado para casa no dia seguinte pela Associação Internacional de Boxe.

1. Trapaça gêmea na pista


Gêmeos idênticos podem desempenhar alguns truques quando as pessoas não conseguem identificar a diferença entre eles. Nesse sentido, Madeline e Margaret de Jesus realizaram uma ilusão espetacular no Jogos Olímpicos de 1984, quando Margaret se passou por Madeline na frente dos olhos do mundo todo.

Tudo começou após o salto em distância, quando Madeline se machucou e não podia correr nas eliminatórias do revezamento 4x400m, nas quais ela estava programada para participar. Como as irmãs eram tão parecidas que o seu próprio treinador não podia distingui-las, foi fácil para Margaret se passar por Madelin e ajudar a equipe de Porto Rico a se qualificar para a final.

As gêmeas quase se safaram com seu plano. Depois de descobrir sobre o truque, o próprio treinador tirou a equipe da final. [Listverse]

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