5 incríveis e nojentas formas de reprodução no mundo animal

Por , em 24.07.2016

Homens, fiquem felizes por serem humanos, e não tamboris. Em algumas espécies de tamboril, peixe que vive nas profundezas do oceano, como o Neoceratias spinifer, o pequeno macho se acopla na fêmea, que muitas vezes tem 10 vezes o tamanho dele, e logo começa a desintegrar-se, derretendo e se fundindo nela, até que ele se transforma em nada além de testículos – um fornecimento pessoal de esperma que ela vai usar para fertilizar seus ovos.

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A ação toda acontece fora de seus corpos, diz Mara J. Hardt, autora de Sex in the Sea (Sexo no Mar, em tradução livre). Machos liberam o esperma e fêmeas liberam ovos, que são então fertilizados na água.

Mas não está claro qual peixe – a fêmea ou o macho parasita – controla a liberação do esperma. Considerando que o fim da cauda dele é protuberante, ele pode liberar o esperma na época que ela lança seus ovos, diz Hardt.

Para não estereotipar o tamboril, nem todos os machos são tão pegajosos. Em algumas espécies, como o Antennarius striatus, machos e fêmeas se reúnem e liberam esperma e óvulo para dentro da água. Em outras, como o Melanocetus johnsonii, os machos também se acoplam às fêmeas, mas vão embora após a fertilização.

Rotas alternativas

Os tamboris parasitários não são os únicos animais que realizam este tipo de acasalamento criativo. Abaixo, outras quatro espécies de animais que utilizam métodos bizarros para se reproduzir.

4 – Lulas macho dão às fêmeas pacotes de esperma chamados espermatóforos, que eles colocam nelas usando um tentáculo, “tecnicamente chamado de hectocotylus”, ou “um órgão terminal, que é como um pênis gigante”, diz Hardt. Uma vez preso – sobre o manto em torno da cabeça – o esperma entra na pele. Depois disso, sua rota é um mistério, embora Hardt diga que as fêmeas de algumas espécies têm recipientes de esperma que podem passar os ovos ou agarrá-los quando necessário.

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3 – Os “raspadores de esperma” das libélulas são uma ferramenta única no jogo da reprodução, diz a entomologista Katy Prudic, da Universidade do Arizona, nos EUA. Libélulas do sexo masculino têm dois conjuntos de órgãos genitais e movem o esperma dos testículos para o pênis. Antes do acasalamento, no entanto, eles usam seus pênis para retirar o esperma de qualquer acasalamento prévio antes de entregar o seu próprio para a fêmea.

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2 – “Tragédia grega” é como Prudic descreve o destino do ácaro Adactylidium do sexo masculino, que se torna tecnicamente um pai enquanto ainda está dentro do corpo de sua mãe. A mãe ácaro produz até nove ovos dentro de seu corpo, e geralmente, apenas um é do sexo masculino. Este grupo vive dentro da mãe e se alimenta dela. Quando amadurecem, as fêmeas acasalam com o seu irmão e, em seguida, cortam um buraco no corpo morto da mãe e saem, enquanto o macho morre (presumivelmente de exaustão e / ou de constrangimento pelo que fez).

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1 – Os vermes Osedax vivem no fundo do mar, onde se alimentam de ossos de baleia. O seu crescimento é atrofiado: os machos parecem “com vermes pré-puberdade, mas com testículos plenamente desenvolvidos”, diz Hardt. Eles vivem no interior das fêmeas e “ejaculam através do topo de suas cabeças, lançando esperma bem perto da abertura onde os ovos da fêmea saem”. [National Geographic]

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2 comentários

  • Bruno Kopte:

    Pondo de outra maneira, o ácaro macho morre antes de nascer. Isso realmente parece algo que Zeus cometeria em alguém.

  • Paulo Felix:

    Esqueceram de citar os trens lotados, onde vermes ejaculam nas vítimas indefesas.
    (Não foi uma tentativa de ser engraçado)

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