Medicina regenerativa: o coração pode consertar a si mesmo

Por , em 9.08.2010

Há alguns anos, isso poderia parecer ficção científica, mas cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) deram um jeito de fazer o coração se reparar sozinho. E o melhor: eles desenvolveram, ao mesmo tempo, dois métodos para isso: um transforma outras células estruturais do corpo em tecido do coração. No outro, restaurando a capacidade dos mamíferos, perdida há milhares de anos, para regenerar o tecido cardíaco, da mesma forma que anfíbios regeneram membros perdidos.

O objetivo é auxiliar pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca, quando o coração não consegue mais atender as capacidades circulatórias do organismo. A primeira descoberta consistiu em reprogramar os fibroblastos, células cardíacas que não têm a capacidade do movimento involuntário, ou seja, o coração não bate com estas células. A partir de uma reconfiguração genética, utilizando células embrionárias, eles fizeram as mudanças necessárias nos fibroblastos. O teste foi feito em ratos. Ao adicionar os genes embrionários das novas células nos tecidos cardíacos dos camundongos, Estas novas células começaram a fazer parte do tecido com o qual o coração bate, menos de um dia depois da experiência.

No outro projeto, os cientistas comparam anfíbios e mamíferos: se eles podem regenerar seus tecidos naturalmente, por que nós não podemos? Buscando responder a essa pergunta, eles imaginaram que o mamífero perdeu essa capacidade, ao longo do tempo, porque esse processo de regeneração poderia causar a reprodução desenfreada das células do local, levando a um possível câncer. Assim, essa habilidade se perdeu.

Para solucionar esse problema, descobriram que existe um par de genes – retinoblastoma, ou Rb, e outro conhecido como IRA – que estão envolvidos na supressão do eventual tumor. Assim, eles aplicaram estes genes nas células do coração dos camundongos, que começaram a crescer e se dividir, substituindo o tecido velho e danificado.

É claro que ambos os procedimentos ainda estão longe de serem aplicados em humanos. Antes disso, ainda passarão por uma série de testes em animais. Ainda assim, parece ser uma esperança médica para os mais de 20 milhões de pacientes, pelo mundo, que padecem com insuficiência cardíaca. [PopSci]

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7 comentários

  • adailton:

    isso e conversa pra boi durmir igual as supostas curas de cancer que as redes de televisoes mostrao todo ano ja saiu suposta cura de cancer de folha de isso daquilo de particulas que atacariao celulas cancerigenas de virus mecanicos de raio lazer e veneno de cobra de abelha ratos com aluminio um monte de coisa e a unica coisa que prevalece e a quimioterapia que mata mais que o proprio cancer. destroi tanto as defezas como as celulas do cancer.

  • Marcos valentim:

    a natureza age por si mas a genetica já foi alterada ja através da mutação na propria natureza.
    em suma vamos apenas reverter cientificamente o processo que o homem destruiu, talves com algo mais terrivel ou excepcional. sois Deus por acaso.
    temo pela mudança sem testes.

  • gargwlas:

    cesar.. pelo menos os casos “estranhos” entre os anfibios parece ser bem maior.. como perna a mais.. 2 cabeças.. etc

  • Jonas:

    Parece que não adiantou muita coisa, os mamiferos deixarem de se regenerar que nem os anfibios por causa do cancer já que continuam tendo.

  • Cesar:

    Interessante isto, a capacidade de regenerar tecidos e membros tem um efeito colateral, o desenvolvimento de tumores. Será que a taxa de tumores nos anfíbios é maior, ou “ganhamos” os tumores por outra mutação?

  • Alberto Carvalhal Campos:

    Regenerar é uma preocupação antiga do homem. Atualmente os estudos já andam bem avançados e futuramente regeneraremos várias partes do corpo, como mãos, pés ,etc. Isto é a medicina do futuro.

  • Marcos:

    Parabéns à Ciência, pois milhares de pessoas serão beneficiadas com a descoberta.
    Abraços

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