Veja dois meteoritos colidindo com a Lua em vídeo

Por , em 3.08.2018

A maior parte do espaço sideral é atravessada por uma infinidade de detritos: pedaços e fragmentos de rochas, cometas e asteroides que orbitam o Sol. Toda essa matéria espacial pode entrar em rota de colisão com as órbitas de outros astros celestes, eventualmente gerando uma colisão explosiva.

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Aproximadamente 100 toneladas de material dessa natureza atinge a Terra todos os dias. No entanto, a Terra é gigantesca e os detritos espaciais minúsculos. Quando um pequeno detrito (muitas vezes não muito maior que um grão de areia) queima na atmosfera da Terra, o brilho e calor liberado é visto por nós como como um meteoro (a parte sólida é chamada de meteoroide e, se atingir o solo, denominado de meteorito). Não existe atmosfera na Lua, portanto quando um meteorito atinge a sua superfície toda essa energia é liberada de uma só vez.

No dia 17 de julho de 2018, um detrito espacial se chocou contra a Lua com velocidade e energia suficiente para produzir um forte lampejo brilhante de luz. Uma segunda rocha espacial seguia em sua cola, ocasionando um segundo lampejo que iluminou uma região diferente da Lua aproximadamente 24 horas depois. Esses flashes lunares ocorrem quando rochas espaciais colidem com partes da lua longe do sol. Como essas partes da lua não refletem a luz solar, as faíscas do impacto aparecem particularmente brilhantes.

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Um sistema espanhol chamado MIDAS, composto por três observatórios em Sevilha com o objetivo de observar a Lua em busca desses sutis flashes de luz, foi o responsável por capturar essas imagens. “Ao estudar meteoroides na Lua, podemos determinar a quantidade e a frequência dos impactos de rochas na Lua e, a partir disso, inferir a chance de impactos na Terra”, disse em um comunicado Jose Maria Madiedo, membro do MIDAS e pesquisador de meteoritos da Universidade de Huelva na Espanha.

A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou as imagens dos flashes ocorridos em 17 e 18 de julho. Embora os flashes tenham sido detectados na Terra, os meteoroides originais – fragmentos de uma chuva de meteoros da Alfa Capricornídeos que ocorre todo ano entre julho e setembro – não eram maiores que uma castanha.

Veja abaixo o vídeo captado pelo MIDAS do impacto dos dois meteoroides na Lua.

Embora tais lampejos sejam fascinantes por si só, tais eventos carregam grande interesse científico e podem levar a uma melhor compreensão dos impactos de meteoritos em outros locais do sistema solar. Junto com a filmagem, a ESA publicou uma nota sobre o fenômeno.

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“Por pelo menos mil anos as pessoas testemunham fenômenos de curta duração ocorridos na superfície da lua. Por definição, esses flashes transitórios são difíceis de analisar e seguimos com o desafio de determinar suas causas. Por esta razão os cientistas estão estudando esses ‘fenômenos lunares transitórios’ com grande interesse, não apenas pelo que eles podem nos informar sobre a Lua e sua história, mas também [pelo que eles podem nos dizer] sobre a Terra e seu futuro”. [Space, Syfy, Moondaily ]

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