Novas ideias modificam seus neurônios

Por , em 5.03.2014

Como já diria Albert Einstein, “Uma mente que se abre para uma nova ideia, jamais voltará a seu tamanho original”. Mas o que antes era apenas uma genialidade poética, agora é comprovado cientificamente.

Um estudo realizado na Universidade de British Columbia por Shernaz Bamju e Stefano Brigidi identificou uma importante mudança molecular que ocorre no cérebro quando aprendemos ou lembramos alguma coisa. As pesquisas mostraram que aprender e buscar alguma informação na memória são atividades mentais que estimulam o cérebro de maneira que um pequeno ácido graxo se junta à delta-catenina, uma proteína do cérebro, e essa modificação bioquímica é um processo essencial nas alterações da conectividade entre as células cerebrais.

Novas ideias modificam neurônios

Sabe o que isso significa? Basicamente que quando aprendemos alguma coisa nova, ou forçamos a cabeça a trabalhar para se lembrar de alguma informação, ajudamos nosso cérebro a trabalhar com mais eficiência, fazendo “a ficha cair” cada vez mais rápido.

Há muito trabalho de pesquisa a ser feito ainda, mas a descoberta traz um entendimento maior sobre as ferramentas que nosso cérebro usa para aprender e se lembrar, e nos dá insights sobre como esses processos se tornam falhos em caso de alguma doença neurológica, conforme explica Shernaz Bemji, professor do Instituto de Ciências da Vida da UBC, no Canadá, e um dos líderes da pesquisa.

As descobertas também podem fornecer explicações sobre algumas deficiências mentais, já que pessoas que nascem sem o gene da delta-catenina têm uma grave forma de retardo conhecida como Síndrome Cri-du-chat (em tradução livre: síndrome do choro de gato, assim nomeada pelo grito estridente, semelhante ao de um gato, das crianças afetadas). A interrupção da atividade deste gene também é observada em pacientes de esquizofrenia.

Que o cérebro é uma máquina incrível e cheia de poderes ainda ocultos, a gente já sabia. Como já sabemos também que poderes psíquicos não existem e que há diferenças consideráveis entre o cérebro feminino e masculino. E temos certeza absoluta de que muitas outras, e cada vez mais, descobertas estão por vir. [sciencedaily]

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2 comentários

  • Naldo Soares:

    Essa pequenas descobertas ajudam a compreender o funcionamento do cérebro e nós aproximar de reproduzir o processo em uma simulação.

  • Afonso Do Carmo:

    O cérebro é como qualquer outra parte do corpo: se não é utilizado, atrofia.
    Inversamente: quanto mais utilizado, tanto mais apto se torna para executar suas funções.
    Nós sabemos que pensamos, mas não sabemos como e nem por que pensamos.
    O cérebro já foi bem desvendado, mas a mente continua sendo um mistério.
    Imagine uma estrutura que muda constantemente, como uma cidade onde novas casas vão sendo construídas no mesmo lugar das primeiras, mas sem que as primeiras sejam demolidas.

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