Poderes psíquicos não existem, são apenas um truque do seu cérebro

Por , em 16.01.2014

Uma nova pesquisa da Universidade de Melbourne (Austrália) tem ajudado a desmistificar a crença comum de que um sexto sentido, também conhecido como “percepção extra-sensorial”, existe.

O estudo afirma que ser capaz de ver o futuro ou perceber acontecimentos estranhos é apenas um truque da mente que foi mal interpretado por milênios. De acordo com os resultados dos testes, as pessoas podem sentir de forma confiável quando uma mudança ocorre, mesmo quando não podem ver exatamente o que mudou. Por exemplo, uma pessoa pode notar uma mudança geral na aparência de alguém, mas não ser capaz de identificar que a pessoa mudou o corte de cabelo.

Segundo o pesquisador Dr. Piers Howe, a pesquisa é a primeira a mostrar em um estudo científico que as pessoas podem sentir de forma confiável mudanças que não conseguem identificar visualmente.

“Há uma crença comum de que os observadores podem sentir alterações diretamente com a sua mente, sem a necessidade de contar com sentidos físicos tradicionais, como visão, audição, paladar, olfato e tato para identificá-lo. Esta alegada habilidade é muitas vezes referida como um sexto sentido. Fomos capazes de mostrar que, enquanto observadores podem sentir alterações sem recordá-las visualmente, esta capacidade não é devido à percepção extra-sensorial”, argumenta.

No estudo, observadores viram pares de fotografias a cores, ambas da mesma pessoa. Em alguns casos, a sua aparência estava diferente nas duas fotografias. Por exemplo, o indivíduo podia ter um penteado diferente.

Cada imagem foi apresentada por 1,5 segundos, com uma pausa de um segundo entre elas. Após a última fotografia, o observador respondia se uma mudança havia ocorrido e, em caso afirmativo, tinha que identificar a mudança de uma lista de nove possíveis alterações.

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Os resultados mostraram que os participantes do estudo geralmente podiam detectar quando uma mudança tinha ocorrido, mesmo quando não conseguiam identificar exatamente qual. Por exemplo, eles podiam perceber que as duas fotografias tinham quantidades diferentes de vermelho ou verde, mas não ser capazes de usar essa informação para determinar que a pessoa tinha mudado a cor do seu chapéu.

Isso resultou no “feeling” ou “detecção” que uma mudança ocorreu, sem a capacidade de identificá-la visualmente. Essa habilidade de perceber mudanças sutis não tem nada a ver com poderes sobrenaturais. Em vez disso, foi o resultado do cérebro não ter tido tempo suficiente para processar a informação que a pessoa tinha visto, dando-lhe uma vaga sensação que houve uma mudança que ela não podia explicar totalmente.

Os pesquisadores acreditam que isso prova que as pessoas não estavam usando um mecanismo extra-sensorial ou sexto sentido. Em vez disso, estavam confiando em algo que tinham realmente observado, mas não tiveram tempo de processar. “É possível que o efeito da detecção seja alertar o observador para a eventual presença de uma alteração, de modo que ele saiba então procurar a mudança utilizando atenção focal”, teoriza Howe. [MedicalXpress, DailyMail]

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14 comentários

  • angelo3D:

    Na minha opinião este e muitos outros assuntos ainda é não são conhecidos o suficiente para afirmações plausíveis. A tendência dos humanos a achar que eventualmente encontram respostas para tudo se sobrepõe à verdade, mas qual é a verdade? O quanto realmente conhecem? A curiosidade é uma característica inerente a certos seres vivos e é forte nos humanos, levando-os frequentemente a fazer coisas incrivelmente boas e a outras incrivelmente estúpidas. Espécie interessante e contraditória.

  • Elton Martins:

    O cérebro é uma máquina de mistérios. Ela é ligada à nossa realidade e percepção. Pouco se sabe de suas limitações. Quando ela trabalha no nosso inconsciente, esses mistérios se tornam mais evidentes. (Por exemplo, essa mistura de ideias que estou usando pode fazer sentido agora ou depois. Um dia a ficha cai, dependo do que você vivencia ou vai vivenciando, as respostas e as ligações surgirão logo ou muito tempo depois. Tipo: “Um dia você vai lembrar do que eu falei” – velha frase.) O cérebro processa essas informações/percepções, fazendo cálculos, podendo, com isso, até prever sobre os seus próximos passos na vida, levando ao seu consciente. Exemplo de como o cérebro fala (o famoso “ego”): “Não faça isso, que a consequencia poderá ser isso.”

  • Genioso Irreligioso:

    “Poderes psíquicos não existem, são apenas um truque do seu cérebro ”

    *
    Durante a guerra fria; E.U.A. e U.R.S.S. jogaram dinheiro fora pesquisando aplicações práticas militares para os supostos “poderes psíquicos/ paranormalidade”… não chegaram a lugar nenhum com isso! 😉
    .

  • Paulo Almeida:

    Oi! Vocês estão errados, vão precisar estudar mais, porque Já existe uma ciência para provar isto, chama-se: Parapsicologia.

    • Marcelo Ribeiro:

      “A parapsicologia está por aí há mais de um século. [Mesmo assim] não há protocolos de pesquisas que gerem hipóteses úteis para que outros laboratórios testem e desenvolvam um modelo, e eventualmente um paradigma que se torne um campo.”

      Os pesquisadores não conseguem replicar esses estudos em outros laboratórios. “Os efeitos desaparecem quando você reforça os controles ou usa métodos estatísticos diferentes”.

      Mais detalhes em http://a.ciencia.vc/14Hbxc9

    • Genioso Irreligioso:

      Se a parapsicologia fosse real; já teria utilidades práticas; certo??? cite apenas uma pra gente 😉

    • Chico Lobo:

      parapsicologia é PSEUDO CI~ENCIA.. coisa que não se deve levar a sério pois não passam pelos trâmites da lógica e das regras científicas.

    • Alex Henriques:

      Sempre acreditei em poderes sejam eles psíquicos ou como o dos super-heróis. Acho que há um grupo de pessoas (aleatórias) que possuem um dom seja para o que for, seja ver o futuro, seja as cartas…

  • Eduardo Araújo:

    Ok, ótimo post… Realmente algo que sempre intrigou, dada a minha veia cética. Tais estudos não são novos; mesmo em Introdução à Psicologia 101 já estudávamos a diferença entre sensação e percepção, e como as percepções podem ser influenciadas por fatores inconscientes “totalmente” alheios ao nosso conhecimento. Nestes casos, este estudo de Melbourne é totalmente pertinente.
    Entretanto (sempre há um entretanto), ainda há coisas a serem estudadas, como eventos premonitórios reais e convincentes, clarevidência, telepatia, retrocognição e telecinese.
    Alguns estudos ligam a premonição ao funcionamento do cortex cerebral pre-frontal ser capaz de analisar dados conscientes ou não em altíssima velocidade prevendo ações futuras, como por exemplo quando se deixa cair algo e instantaneamente seu cérebro calcula a trajetória e comanda seus músculos de forma a pegá-lo ainda no ar (“no reflexo”). Mas alguns raríssimos casos de premonição merecem estudos. Telepatia, retrocognição e telecinese merecem pesquisa também, nem que só para refutar os inúmeros relatos históricos

  • Diego Willrich:

    Eu nunca havia parado para pensar no que significa literalmente o termo “percepção extra-sensorial”

  • Lorenagleciane:

    Ta, nosso cérebro viu uma imagem e percebe que houve uma mudança nessa imagem, por ter sido muito rápido não conseguimos identificar o que, mas sabemos que alterou, no presente! Isso para mim, pelo menos, não se compara com o que acontece no chamado poder psíquico, quando a pessoa consegue “prever” um fato antes que ocorra, quando nada aconteceu, nenhuma mudança de fato…

  • Guilherme Ferreira:

    Se minha mãe lesse esse artigo ela teria dito “E o que é que a bunda tem a ver com as calças?”.

  • Gustavo Ribeiro:

    Que comecem os enormes discursos de pessoas defendendo sua crença nos comentários a seguir!

  • Inge Niefer:

    Para mim este estudo não prova nada, como ficam as percepções em maior distância, sem ver a pessoa?

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