Papai Noel e Gandalf têm a mesma origem

Por , em 26.12.2013

Papai Noel é uma das imagens mais conhecidas do mundo. Gandalf, um bruxo, é um personagem central nas obras de J. R. R. Tolkien “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. Apesar de parecer que só têm em comum a barba branca, ambas as figuras da ficção têm suas histórias derivadas de Odin, o superdeus nórdico.

De acordo com a mitologia nórdica, Odin é o líder dos deuses e pai do herói dos quadrinhos Thor. Odin é todo poderoso e muitas vezes associado com a guerra, a bruxaria, a morte, a sabedoria e praticamente tudo o que você pode atribuir a uma divindade.

Quando Odin desejou viajar entre os mortais sem ser notado, ele assumiu o disfarce de um viajante e é muitas vezes referido como “Odin the Wanderer ” (ou às vezes “Vegtam the Wanderer”). Neste estado, ele é frequentemente retratado como um homem velho com uma longa barba e um chapéu de abas largas, carregando um bastão.

Em uma carta de 1942 e uma biografia, de 1977, J. R. R. Tolkien revelou que sua inspiração para o Gandalf veio de duas fontes. A primeira foi uma pintura na forma de um cartão postal chamada “Der Berrgeist”, que mostrava um homem velho com uma longa barba e chapéu grande sentado na floresta. A segunda fonte é Odin, já que Tolkien certa vez descreveu Gandalf como um “andarilho Odínico”. O nome “Gandalf” também tem raízes na história nórdica e pode ser uma tradução livre das palavras nórdicas para “bastão” e “elfo”.

A maioria das pessoas está familiarizada com o nome e a imagem do Papai Noel. Também conhecido como Santa Claus, Kris Kringle e Pai Natal, ele é geralmente associado a trazer presentes para as crianças no Natal. Bem como Gandalf, a inspiração para o bom velhinho veio de mais de uma fonte. A mais óbvia é São Nicolau, um bispo grego que viveu nos séculos III e IV. São Nicolau era conhecido como uma pessoa muito generosa e muitas vezes dava o que podia aos necessitados. É mais provável que seja a partir desta generosidade que temos ritual do Papai Noel de dar presentes às crianças boas (pedaços de carvão para crianças desobedientes, como é difundido na Alemanha, veio muito mais tarde).

Através dos séculos, depois da morte de São Nicolau, seu legado evoluiu e acabou sendo misturado com outras tradições. Até o século XVII, na Holanda, ele era conhecido como “Sinterklaas”, e era retratado como um homem velho com uma longa barba e bastão – isso não soa familiar? Atualmente, Sinterklaas é associado com a antiga festa pagã de Yule. Por volta do solstício de inverno (que acontece no dia 21 de dezembro, a poucos dias de distância do Natal moderno), Sinterklaas andaria através do céu em seu cavalo branco de oito patas e comemoraria a derrota do mal. Ao longo dos anos, o cavalo de oito patas de Sinterklaas se transformou em oito renas voadoras.

Na mitologia nórdica, Odin aparece muitas vezes sentado em seu próprio cavalo branco voador de oito patas chamado Slepnir. Também no solstício, Odin era conhecido por entrar nas casas através de buracos de fogo (chaminés) e recompensar aqueles leais ao bem e contra o mal. Crianças iriam colocar seus sapatos perto do fogo e Odin iria enchê-los com doces e guloseimas. Esta tradição continuou com Sinterklaas e, eventualmente, com o Papai Noel enchendo meias com brinquedos na manhã de Natal.

A atual imagem comumente aceita do Papai Noel é, em si, uma combinação de duas fontes. O primeiro é o poema “A Visit from St. Nicholas” (parte do livro “The Night Before Christmas”), de Clement Clark Moore. Thomas Nast, o ilustrador do poema, foi o primeiro a retratar o Papai Noel vestindo um terno vermelho. A segunda fonte é uma série de anúncios da Coca-Cola dos anos 1920 e 1930, que mostravam o Papai Noel mais rotundo e alegre com o qual estamos familiarizados hoje. [Knowledge Nuts]

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7 comentários

  • Francisco Assis:

    Portanto as festas de natal não tem nada a ver com o nascimento do Senhor Jesus, é uma festa pagã e os adeptos logicamente são pagãos, não existe meio termo, ou é Luz ou Trevas.

  • Norival Tinto:

    BOA MATERIA!

  • Jobson Andrade Filho:

    O curioso nesta historia toda… é que os fanáticos religiosos nunca tiveram registrado biblicamente o nascimento do nosso Mestre Jesus. Alguns fanáticos/lunáticos por falta de criatividade inventaram de misturar estas datas. Entendo que dia 25 de Dezembro podem muito bem ser de Santa Claus, Kris Kringle e Pai Natal… para puramente alegrar as crianças e passar o espírito do natal. Agora o dia do Mestre são todos os dias de nossas vidas, não apenas um.

  • pmahrs:

    Ótima matéria. Só para ilustrar, falando de Odin, nórdicos e ficçao os “capacetes” dos vikings não tinham chifres como vemos em ilustrações e filmes.

  • Leonardo Mota:

    Gandalf não é um Bruxo, é uma Mago, da Ordem dos Istari, apesar de que mais profundamente nem humano ele seja, Gandalf é um Maiar, um ser espiritual, uma hierarquia abaixo dos Valar, quando você toma por Bruxo Gandalf, você o coloca do mesmo lado de Sauron por Exemplo, ou com o Rei bruxo de Angmar, mas, a Proposito belo Artigo.

  • Felipe Campos:

    Gandalf é um mago, não bruxo. Grande artigo, alias!

  • leigo:

    Gostaria que Gandalf, o Cinzento, fosse meu avô. Aprenderia muito com este velho simpático.

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