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Este incrível robô espreme o coração dentro do corpo humano para manter o sangue circulando

Por , em 24.11.2017

Cientistas desenvolveram um implante robô que fica abraçado ao coração humano e o aperta para ajudar órgãos danificados a manter o fluxo apropriado de sangue correndo no corpo todo. A parte que fica ao redor do coração é flexível, e há um sistema com duas âncoras presas a duas paredes do órgão para fazer com o átrio ou ventrículo se abra e se feche.

Enquanto a parte externa espreme o coração, as âncoras internas manipulam as paredes do órgão. Quando a parte externa relaxa, tiras elásticas ajudam a parede do coração a voltar para a posição original, ficando cheia de sangue que será bombeado para fora. Isso ajuda o coração a bater de forma mais precisa que outros equipamentos utilizados até agora.

Outra grande vantagem desta nova bomba cardíaca é que não há contato do sangue com o equipamento. Nestes casos, esse contato exige o uso de anticoagulantes, para prevenir a formação de coágulos. “É sempre difícil manter o equilíbrio de medicação, especialmente em pacientes pediátricos, que correm risco de sangramentos excessivos ou de coágulos perigosos”, diz o cirurgião cardíaco Nokolay Vasilyev, do Hospital Infantil de Boston.

O implante do mecanismo é minimamente invasivo, e segundo os médicos que trabalham nesta nova tecnologia, com baixo risco para os pacientes.

Quando ele estará disponível?

Por enquanto, o novo dispositivo está sendo testado em corações de porcos vivos, em diferentes simulações que imitam várias formas de problemas cardíacos humanos. Esses experimentos não incluem o implante permanente nos animais, ele é usado temporariamente. O próximo passo será deixar o “abraçador de coração” em um animal por alguns meses, para verificar se o sangue é bombeado da forma necessária.

Depois desta fase, voluntários humanos serão testados. Se tudo der certo, esse equipamento estará disponível daqui a pelo menos três anos para ajudar os 23 milhões de pessoas que sofrem com insuficiência cardíaca no mundo todo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Só no Brasil, 50 mil pessoas morrem todos os anos por complicações cardíacas. [NCBI, Science Alert]

Confira abaixo o dispositivo em funcionamento:

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