“Pula-pula”: crianças têm se machucado 15 vezes mais em brinquedos infláveis

Por , em 30.12.2012

Quem consegue impedir seus filhos de brincar em uma cama elástica, ou no famoso “pula-pula”, como aqueles castelinhos infláveis? Obviamente, ninguém. E é justamente por isso que cada vez mais pesquisas têm alertado para que os pais sejam conscientes de seus perigos.

Recentemente, um estudo feito pela Academia Americana de Pediatria revelou que camas elásticas não são seguras, especialmente para crianças com menos de seis anos. Segundo levantamentos feitos pelo estudo, cerca de 98.000 pessoas se feriram em camas elásticas em 2009 nos EUA. 3.100 delas tiveram que ser hospitalizadas – uma taxa de lesão de cerca de 32 ferimentos a cada 100.000 pessoas.

Agora, um novo estudo realizado pelo Nationwide Children’s Hospital descobriu que entre 1995 e 2010 houve um aumento de 15 vezes no número de ferimentos relacionados a brinquedos infláveis nos EUA, tratados nas emergências entre crianças menores de 18 anos.

Só em 2010, mais de 30 crianças por dia, ou cerca de uma criança a cada 45 minutos, foram tratadas nos prontos-socorros dos hospitais americanos por conta de lesões associadas a brinquedos infláveis.

Fraturas (28%) e distensões ou torções (27%) foram os tipos mais comuns de lesões. Cerca de uma em cada cinco lesões (19%) foi na cabeça ou pescoço, demonstrando que o uso destes brinquedos podem representar sérios riscos. Na cama elástica, ferimentos na cabeça e no pescoço foram responsáveis por mais de 10% de todas as lesões.

Quedas (43%) foram a causa mais comum de lesão, seguida de acrobacias e colisões.

Deixa, pai? Deixa, mãe?

O que os pais devem fazer, então? Impedir seus filhos de brincar em tais atrações? Levando em conta que isso seria praticamente impossível, os pesquisadores sugerem algumas outras atitudes.

“É hora de tomar medidas para evitar essas lesões. Garantir que os pais estejam conscientes dos potenciais riscos, melhorar a vigilância das crianças, desenvolver diretrizes nacionais de segurança, e aprimorar o design dos brinquedos são os primeiros passos”, disse Gary A. Smith, diretor do Centro para Pesquisa e Política para Lesões do hospital.

Apesar de existirem diretrizes nacionais de segurança nos EUA para uso da cama elástica, não existem tais diretrizes para brinquedos infláveis. “A comunidade médica e de saúde pública ainda tem de fornecer recomendações sobre o uso seguro desses brinquedos”, disse Smith.

Os pais devem considerar os riscos antes de permitir que seus filhos usem o brinquedo. Se permitirem, devem considerar limitar seu uso para crianças com 6 anos ou mais, com um adulto presente para supervisioná-las.

Deixar apenas uma criança usar no brinquedo de cada vez também diminui o risco de lesões. Se mais de uma criança estiver no brinquedo ao mesmo tempo, elas devem ter aproximadamente a mesma idade e tamanho. [MedicalXpress, NWCH]

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