Pela primeira vez informação é teleportada de chip de computador

Por , em 28.12.2019

Acredita-se que computadores quânticos e internet quântica podem representar um grande impacto para a sociedade do ponto de vista da solução de problemas complexos ou proteção de informações.

Mas essas tecnologias dependem da informação quântica. Esta costuma ser codificada em partículas quânticas de forma individual. E essas partículas são muito difíceis de controlar e medir.

Diante desse cenário, foi realizado teletransporte quântico de informação entre dois chips de computador pela primeira vez. A realização foi de cientistas da University of Bristol e da Technical University of Denmark. A informação foi transferida de um chip ao outro de forma instantânea, sem que ambos estivessem conectados eletrônica ou fisicamente.

Como isso é possível

O fenômeno chamado emaranhamento quântico é o que possibilita esse tipo de teletransporte. Nesse fenômeno duas partículas ficam tão entrelaçadas que conseguem trocar informações mesmo quando muito distantes.

Assim, uma partícula tem suas propriedades alteradas instantaneamente após a alteração daquela com a qual está entrelaçada. Basicamente, as informações são teletransportadas entre elas.

Embora, o atual entendimento sobre física diga que nada viaja mais rápido do que a velocidade da luz, a informação parece passar desse limite com o teletransporte quântico. Einstein chamou isso de “ação fantasmagórica à distância”.

O novo estudo ajuda a aproximar esse fenômeno da realidade. Para sua realização, a equipe criou um par de fótons emaranhados nos chips. Depois foi realizada medição quântica de um deles. O estado do fóton é alterado pela observação e instantaneamente essas alterações são aplicadas ao fóton no outro chip.

Teletransporte de informação

Os chips foram programados para realizar uma série de demonstrações utilizando o emaranhamento. A principal foi de teletransporte, com a transmissão do estado quântico de uma partícula através dos dois chips, depois de medição quântica.

O coautor do estudo, Dan Llewellyn, explica que “essa medida utiliza o estranho comportamento da física quântica, que simultaneamente retira o elo de emaranhamento e transfere o estado das partículas para outra partícula já no chip receptor”.

A taxa de sucesso no teletransporte foi de 91%, de acordo com a equipe de pesquisadores. Além disso, conseguiram realizar outras funções que serão relevantes para a computação quântica. Entre elas, a troca de emaranhamento (passagem de estado entre partículas que nunca interagiram) e emaranhamento de até quatro fótons.

A distância de teletransporte das informações foi primeiro de uma sala, depois foi aumentando para 25 km, 100 km e 1.200 km via satélite. Isso já foi realizado entre partes de um chip, mas o teletransporte entre chips diferentes representa um grande avanço para a computação quântica. [New Atlas, University of Bristol, Nature Physics]

3 comentários

  • Mariano Miranda:

    Primeiramente, vamos corrigir o bagulho. Einsten REFUTOU a ação fantamagórica à distância, refutou a mecânica quântica, mesmo porque é algio que beira o misticismo dentro da ciência e as pessoas não se apercebem disso. Isso aí que chamam de “teletransporte quântico” não existe, o que existe é o transporte de dados ou fótons, sincronizados ou não. Para exemplificar, Imagine você dividir um único feixe de laser em dois (através de espelhos ou prismas), cada um projetando uma figurinha tipo borboleta vindo do feixe principal. Aí, um feixe você manda em direção à Alfa Centauri e outro em direção à Andrômeda. Se você virar a borboleta do feixe principal de cabeça para baixo, É ÓBVIO que instantaneamente as outras duas borboletas terão o mesmo comportamento. É isso o “espantoso” “entrelaçamento quântico”. Tratam esse comportamento do fóton como uma tecnologia alienígena, como a descoberta da pólvora que veio de outro mundo. Agora, os caras só fazem isso com fótons ou com transmissão de dados, mas a teoria original do entrelaçamento fala de matéria. Agora, tratam o fóton ou transmissão de dados como matéria? É muito simplório isso aí. Fico com Einstein, que jogou a mecânica quântica no lixo, porque tentam incutir a certeza deles, baseada na incerteza, ou seja, uma espécie de misticismo que se encostou nas paredes da verdadeira ciência. E olha, não sou físico, sou apenas um engenheiro geógrafo (geógrafo, isso mesmo), que se dedica à eletrônica desde os 13 anos e à informática desde o seu advento até hoje. Eu usei um feixe de laser como exemplo, mas se você quiser fazer a experiência do “entrelaçamento”, pode usar uma lanterna a pilhas velha que estiver aí na gaveta da sua casa. Ou um Hoc Toc transmitindo dados para outros dois que estiverem na mesma frequência. Mecânica quântica, simplesmente só existe na teoria, NA PRÁTICA NÃO EXISTE, é só blá blá blá.

    • Cesar Grossmann:

      Mariano, qual foi o paper em que Einstein teria supostamente REFUTADO a mecânica quântica?

  • Guilherme Junqueira de Almeida:

    Admirável mundo novo.

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