Segundo cientista, a humanidade precisa criar insetos para alimentação

Por , em 3.08.2010

A criação de gado consome dois terços das terras cultiváveis do planeta, e é uma das principais fontes de gases do efeito de estufa. Enquanto isso, há toneladas de insetos comestíveis, enxames de proteína sustentáveis ao nosso redor, completamente acessíveis. Em um artigo nos Estados Unidos, um entomologista belga faz a recomendação sensata que o Ocidente coma mais insetos.

Cultivar insetos comestíveis, como grilos e larvas da farinha, produziria gases de efeito estufa muito menores – 10 vezes menos metano e 100 vezes menos óxido nitroso – do que os grandes mamíferos que cultivamos atualmente. Os insetos são metabolicamente mais eficientes, o que os torna muito mais baratos de se alimentar e engordar e, uma vez que eles são tão biologicamente diferentes dos seres humanos, eles são menos sujeitos a desenvolver doenças contagiosas como o surto da vaca louca. Insetos são ricos em proteínas e cálcio e, com mais de 1.000 espécies comestíveis, há muita oferta de variedades deliciosas.

Em abril, uma instituição americana deu início a um projeto-piloto de gafanhotos agrícolas no Laos, onde entomofagia não é inédita, mas está em declínio, sob a influência cultural do Ocidente. 15.000 agricultores domésticos já criavam gafanhotos na Tailândia, e segundo estudiosos, a experiência pode ser transferida para outro local.

A introdução de uma dieta rica em insetos no mundo ocidental pode ser um desafio maior, embora certamente também não é inédita. Um autor britânico chamado Vincent Holt publicou um ensaio defendendo tal dieta em 1885, juntamente com uma boa seleção de menus – traças de brinde, alguém quer? – em um panfleto intitulado “Por que não comem insetos?”.

Já o belga Van Huis propõe um plano de duas fases: na primeira fase, a agricultura de insetos serviria apenas para alimentar os animais convencionais, e então gradualmente introduziríamos a dieta diretamente no menu dos seres humanos. Segundo o entomologista, eles estão procurando maneiras de moer a carne do inseto em uma espécie de empada, que seria mais reconhecível aos paladares ocidentais. Vai uma empadinha, aí? [POPSCI]

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13 comentários

  • PHAS:

    Já sabia disso há muito tempo. Como se já não bastasse a tortura em laboratórios, é um verdadeiro holocausto o que impomos aos animais em nome da nossa alimentação. O ser humano precisa parar com isso.

    http://www.youtube.com/watch?v=QgM8QhlEtP0&list=FLgvAOvmwxdnUtvfZTsqyWAg

  • Francisco Junior:

    insetos e refrigerante então hein …

  • Ingrid Santos:

    Sem dúvidas, prefiro me tornar vegetaria, do que me sujeitar a comer insetos! Que nojo!

  • miqueias charles:

    To de acordo com o farofa…

  • Luciene:

    Nesse caso prefiro virar vegetariana. Não trocaria uma suculenta picanha por um espetinho de baratas nem morta!!!KKKKKKK

  • solange filipe:

    para os asiaticos não faz diferenca.eles vivem comendo isso.para eles é normal.alem da cão, gato,macaco etc.eu preferia morrer de fome.sou chique.

  • patlene:

    com certeza ainda nesse seculo seremos obrigados a fazer isso e já fazemos de forma disfarçada em varios pratos/coisas vendidas no supermecado.
    com marketim e uma bos lavagem cerebral até os adultos vão comer de tudo já que hoje comemos piores coisas que em qualquer tempo antes.
    antes insetos eram muito bons e voltarão a ser.

  • Rosângela:

    Jin enquanto o inverno nuclear não vem eu dispenso a dieta rica em insetos.
    Gude tenho certeza que entre o camarão e o insetinho empanado, você deixaria o segundo para uma próxima oportunidade -lol- por favor não me convide para provar esta “delícia rica em proteína” ok?

  • Jin:

    Espere até o inverno nuclear, vai ter até a fila da barata.

  • Cla:

    Gafanhotos, tranquilo. Baratas NUNCA! E tô com o Farofa, sou bem mais um churrascão!

  • Gude:

    É tudo questão cultural, na escala evolutiva um camarão é mais primitivo que qualquer inseto, e camarão é comida chique e desejada

    Eu pelo menos provaria antes de recusar um insetinho empanado

  • Ruryk:

    Essa mudança no Ocidente só seria possível se as crianças já crescessem alimentadas desta forma. Esperar que adultos, que passaram a vida toda tendo nojo de insetos, mudem os hábitos alimentares de forma tão radical seria um pouco demais.

  • Farofa:

    sou mais um bom e velho churrasco, os insetos que se danem

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