Um experimento de 25 anos observou a evolução em ação

Por , em 22.11.2013

Em 1988, Richard Lenksi começou seu experimento simples, porém radical, para estudar como a evolução se desenrola. Ele queria saber se a evolução poderia se repetir se tivesse uma segunda chance, e se os organismos têm o que os biólogos chamam de “pico da forma”.

O projeto começou com 12 populações idênticas da bactéria E. coli colocadas em frascos cheios de glicose. Hoje, já são quase 60 mil gerações (o relatório publicado nesta semana na revista “Science Magazine” afirma que em julho eram 58 mil) que mostraram mudanças significativas.

Lenski, professor de Microbiologia e Genética Molecular da Universidade Estadual de Michigan (EUA), observou seu crescimento dia após dia, e quando as bactérias esgotaram a glicose, ele as transferiu para um novo frasco. A cada 500 gerações, algumas foram retiradas e congeladas para futuros estudos. Vinte e cinco anos mais tarde, com as bactérias passando por 6,6 gerações por dia, a sua experiência já evoluiu o equivalente a um milhão de anos de evolução humana.

Quando medido o quão rápido as bactérias evoluídas poderiam se reproduzir em relação aos seus antepassados ​​(descongelados e ressuscitados), descobriu-se que a aptidão do descendente continuou a melhorar, sem sinais de estabilização. Isso aponta que não há um “auge evolutivo” para essas bactérias.

Michael Wiser, co-utor e estudante de graduação da Universidade no laboratório de Lenski, compara esta situação a caminhar. “Ao caminhar, é fácil começar a subir em direção ao que parece ser um pico, apenas para descobrir que o pico real está longe na distância”, exemplifica. “Agora imagine que você escalou por 25 anos e ainda está longe do pico”.

Só que os picos não são montanhas. Eles são o que os biólogos chamam de picos de forma – quando uma população encontra o conjunto ideal de mutações e por isso não pode ficar melhor. Qualquer nova mutação que vier depois, mandaria tudo por água abaixo.

original

As bactérias no laboratório de Lenski ainda estão se tornando mais aptas, mesmo depois de um quarto de século vivendo em um mesmo ambiente simples. Os biólogos sabem que os organismos continuam a evoluir se o ambiente está sempre mudando, contudo já se pensava que a adaptação acabaria por ficar paralisada se o ambiente permanecesse constante por um longo tempo.

Wiser tem centenas de amostras do congelador que contém registros fósseis de bactérias que remontam até a geração 0 na experiência de 25 anos. Elas voltam à vida intactas quando descongeladas. Assim, podem ser comparadas com amostras de diferentes gerações para medir a trajetória dest
as bactérias ao longo das mais de 50 mil gerações.

“Não parece haver qualquer fim à vista”, afirma Lenski. “Nós costumávamos pensar que a forma das bactérias estava estabilizada, porém agora vemos que o ritmo está diminuindo, sem, contudo, parar”.

Wiser descobriu que as trajetórias correspondem a um tipo de função matemática chamada de lei de potência. Embora a inclinação da função da lei fique cada vez menos íngreme ao longo do tempo, nunca atinge um pico.

A linhagem original de E. coli levou cerca de uma hora para dobrar sua população. Mas a atual consegue fazê-lo em cerca de 40 minutos. A equipe de Lenski calcula que as futuras gerações irão reproduzir ainda mais rápido, prevendo que em cerca de um milhão de anos o seu tempo de duplicação poderia ser de cerca de 20 minutos. Ou seja, as bactérias continuarão a melhorar por tanto tempo quanto as leis da física permitirem, mas a um ritmo cada vez mais reduzido.

Noah Ribeck, outro coautor e pesquisador de pós-doutorado da Universidade, construiu um modelo usando alguns princípios bem compreendidos. “Foi surpreendente para mim que uma simples teoria pudesse descrever a totalidade de uma longa trajetória evolutiva, que inclui a adaptação inicialmente veloz e furiosa e que depois abrandou para um engatinhar”, relata Ribeck. “É encorajador que, apesar de todas as complicações inerentes aos sistemas biológicos, eles sejam regidos por princípios gerais que podem ser descritos quantitativamente”.

E quando isso vai acabar? “Eu chamo isso de uma experiência que continua a apresentar novos resultados”, garante Lenski. “Mesmo depois de 25 anos, ainda está gerando novas e excitantes descobertas. A partir dos modelos, podemos prever como as coisas vão evoluir – a que forma as bactérias vão chegar – se as futuras gerações de cientistas continuarem com a experiência muito tempo depois de eu ter partido”.

Lenski espera que uma doação seja feita para manter o experimento funcionando para sempre. Até agora, já participaram do estudo 30 estudantes de graduação e pós-doutorado e outros 40 colaboradores externos. São mais de 4 mil frascos congelados com bactérias ancestrais e evoluídas, armazenadas em 10 mil litros de uma solução e seis congeladores. Para manter tudo isso, até agora foi estimado um investimento de US$ 4 milhões (cerca de R$ 8 mi). [Science Magazine, io9, Scicasts]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (4 votos, média: 4,00 de 5)

53 comentários

  • Erick Simões Rosa:

    A teoria de Darwin nunca será provada na prática, agora os Darvinistas vão inventar outro modelo pra explicar pq a bactéria n digievoluiu k

    • Cesar Grossmann:

      O pior cego é o que não quer ver, Erick. Aqui está uma prova “na prática” da evolução, e lá vem você dizer que nunca será provada na prática. É como sair ao meio dia na rua e dizer que o Sol não existe…

    • Álvaro Fortunato:

      Vc Cesar Grossmann esta dizendo que a evolução so pq as bactérias se reproduziram mais rápido do que as gerações passadas? Isso é evolução?

    • Cesar Grossmann:

      Não, Álvaro, evolução é as bactérias desenvolverem um novo caminho metabólico e passarem a ingerir uma substância que não era alimento. Leia com atenção o artigo que você vai entender…

    • Álvaro Fortunato:

      Não vejo nenhum tipo de evolução e muito menos uma informação nova

    • Cesar Grossmann:

      Você nem mesmo entendeu o que está acontecendo, não é surpresa…

    • Álvaro Fortunato:

      Se reproduzir mais rápido não quer dizer nada, qualquer ser vivo em um ambiente favorável se reproduziria mais rápido

    • Cesar Grossmann:

      E não foi o que aconteceu. Você precisa aprender a ler com atenção o artigo, e entender o que está escrito…

  • Marcelo Pontes:

    Se isso acontece com bacterias , me pergunto sobre onde a espécie humana pode chegar em termos de evolução , ja que não existe um pico .

    • Lorenzo Maturano:

      Provavelmente estaremos extintos, visto que mudanças evolutivas acontecem em um ritmo muuuuuuito lento para serem notadas por nós.

    • Marcos Correia:

      É difícil prever como será a evolução humana. De certa forma, o ser humano não sofre mais as pressões do meio ambiente como antes.

    • Victor Lima:

      Você quer saber como estaremos quando acabarmos de evoluir? Simples! Vá ao banheiro e olhe-se pelo espelho. No Seleção Natural No evolution

    • Cesar Grossmann:

      Não existe “acabar de evoluir”, o ser humano continua em evolução.

  • Georgios Markakis:

    Não creio que o objetivo desse experimento seja comprovar a evolução. Se fosse isso, certamente teriam de modificar o ambiente em que as bactérias vivem. Segundo a teoria da Evolução, é o meio ambiente em mutação que faz surgir espécies pela seleção natural. Essa abordagem criacionista é absolutamente desonesta.

    • Cesar Grossmann:

      Georgios, a finalidade do experimento era estudar a evolução. Evolução é descendência com modificação, e envolve o surgimento de novos genes por mutação e a fixação deles ou não na população (por seleção natural ou deriva genética ou outro mecanismo). Isto foi demonstrado.

      Mais ainda, em certa altura do experimento as mutações surgidas permitiram às bactérias utilizar uma nova fonte de energia presente no ambiente delas. Pelas ideias estranhas dos criacionistas, isto não seria possível por que eles tem o esquisito dogma de que a evolução “não é capaz de criar nova informação”.

  • Zé Magnum:

    Esqueci de passar a fonte do último artigo citado no meu coment anterior: “DNA sequence of a citrate carrier of Klebsiella pizeumoiziae” Eur. J. Biochem. 189,401 -407 (1990)

    Tem mais: Das 12 famílias de E.coli cultivadas no tal experimento de Lenski, 3 genes foram identificados como possuidores de substituições (de bases, espécie de mutação) nas 12, de cujas localizações e detalhes permaneceram desconhecidos, e o pior: 4 famílias desenvolveram defeitos no sistema reparatório de DNA delas, causando fenótipos mutantes nas mesmas (doi: 10.1073/pnas.0803151105)… Isso pode soar bom aos ouvidos de evolucionistas, mas não aos ouvidos de cientistas sérios e principalmente de MÉDICOS, consternados com a extensa lista de desordens humanas de cunho genético…..

    Com extensa, eu me refiro às mais de DEZ MIL DESORDENS GENÉTICAS DESCOBERTA ATÉ HOJE…

    • Cesar Grossmann:

      Estima-se que devem ter ocorrido centenas de milhões de mutações, das quais apenas umas 10 ou 20 se fixaram na população, inclusive estas quatro famílias que, por conta da alteração sofrida no mecanismo de reparo, começaram a apresentar muito mais mutações que as outras “tribos”.

      É disso que trata a evolução, estes são os fatos que comprovam a mesma: mutação, herança de caracteres, seleção natural. Qualquer cientista da saúde sério, como médicos epidemiologistas, podem apontar estes fatos acontecendo no campo deles.

  • Zé Magnum:

    CESAR GROSSMANN & CIA…

    Cá estamos nós de novo diante de mais uma matéria falha e tendenciosa sobre um experimento pífio ainda mais tendencioso e desesperado tentando propagar o mito darwinista..

    Dizer q decréscimo no tempo de reprodução é evidência da evolução é simplesmente um crime atroz… Um absurdo, terrorismo pseudointelectual..

    “Fernando, a bactéria desenvolveu um novo caminho metabólico para digerir o novo alimento . As mutações genéticas que ocorreram estão bem documentadas no trabalho do Lenski.”

    Vamos ler o nonsense: “One particularly striking adaption was the evolution of a strain of E. coli that was able to use citric acid as a carbon source in an aerobic environment”

    “Uma adaptação particularmente marcante foi a “evolução” de uma cepa do E.Coli que se tornou capaz de usar ácido cítrico como fonte de carbono em um ambiente AERÓBICO”.

    Captaram a mensagem REAL do experimento? Não? Vamos explicar aqui baseado em dados apropriados e honestos (coisa que evolucionistas tem pavor de apresentar, sabe-se lá o porquê…), tirados de um artigo peer-reviewed:

    “The Escherichia coli Citrate Carrier CitT: a Member of a Novel Eubacterial Transporter Family Related to the 2-Oxoglutarate/Malate Translocator from Spinach Chloroplasts”
    [J Bacteriol. 1998 August; 180(16): 4160–4165. PMCID: PMC107412]

    “Under anoxic conditions in the presence of an oxidizable cosubstrate such as glucose or glycerol, Escherichia coli converts citrate to acetate and succinate.”

    “Sob condições anóxicas (SEM PRESENÇA DE OXIGÊNIO) em presença de co-substratos oxidáveis como glucose ou glicerol, E. coli converte CITRATO EM ACETATO E SUCINATO.”

    Ou seja, a tal bactéria JÁ POSSUI TAL CAMINHO METABÓLICO capaz de lidar com citrato… Diferente do que o desonesto Cesar&CIA pregam por aí, nada novo surgiu na bactéria… Como lê-se no artigo da Wiki, elas apenas passaram a usar ácido cítrico (do qual o citrato, um sal, é derivado) em ambientes aeróbicos tbm, e não apenas em anóxicos/anaeróbicos…

    Não contem aos evolucionistas de plantão, mas, parentes próximos da E. coli, tbm integrantes da família Enterobacteriaceae, como Salmonella typhimurium, Klebsiella pneumoniae, Citrobacter
    amulonaticus, são perfeitamente capazes de usar acído cítrico e derivados, numa boa:

    “Most Enterobacteriaceae which are able to utilize citrate possess a citrate transport system under aerobic as well as under anaerobic conditions.”

    “A maioria das Enterobacteriaceae que são capazes de utilizar citrato possuem um sistema de transporte de citrato em condições aeróbicas assim como anaeróbicas.”

    Geralmente as E.coli são incapazes de usar citrato apesar de que elas:

    “possesses all the enzymes necessary for citrate metabolism since citrate is a substrate in the tricarboxylic acid pathway.”

    “Possui todas as enzimas necessárias para o metabolismo de citrato visto que este é um dos substratos do ácido tricarboxílico.”
    Somente essa carência de um transporte pro citrato pela membrana é o que geralmente as impede em meios aeróbicos..

    “Occasionally, however, natural Cit+ E. coli strains can be found. This Cit+ phenotype
    is usually attributed to a plasmid or to a transposon.”

    Ocasionalmente, no entanto, sepas de E.coli Cit+ naturais podem ser encontradas. Este fenótipo Cit+ é normalmente atribuido a um plasmídeo ou transpóson.

    “The nucleotide sequences of two cit+ genes have been determined. The sequences of these genes are 97% identical
    and are also virtually identical to a cit+ gene from Citrobacter
    amulonaticus”

    “As sequencias de nucleotídeos desses dois Cit+ foram determinadas. O sequenciamento desses genes é 97% similar e virtualmente idênticos a um gene Cit+ da (espécie) Citrobacter amulonaticus”

    Ufa, fazer conclusões de diferentes e trabalhosos experimentos tangíveis é bem exaustivo, diferente de alguns, que facilmente criam fantasias e sofismas da mente criativa e tendenciosa deles… Mas está aí, não há porcaria de (macro)evolução alguma, visto que o transportador de citrato já existe na natureza, em parentes próximos da E.coli, é um caso parecido com o do tal lagarto italiano que “evoluiu” um músculo cecal (alegam os fantasiosos teóricos).. Na verdade tal músculo já existe na respectiva família Lacertidae…

    Até quando esse maldito mito darwinista vai proliferar….

    • Cesar Grossmann:

      O experimento do Lenski foi e continua sendo o pior pesadelo dos negadores da ciência, e a virulência do seu post não deixa dúvidas a respeito. Não sou biólogo, e vou citar a Wikipedia: “As cepas selvagens da E. coli não conseguem se desenvolver usando o citrato quando o oxigênio está presente devido à incapacidade durante o metabolismo aeróbico de produzir uma proteína transportadora apropriada que possa trazer o citrato para dentro da célula, onde ele pode ser metabolizado pelo ciclo do ácido cítrico. A consequente falta de crescimento com o citrato com a presença do oxigênio, referida como fenótipo Cit-, é considerada uma característica que define a espécie e que tem sido usada como forma de diferenciar a E. coli da Salmonella patogênica.”

      O ciclo existe, mas a capacidade de usar o citrato na presença de oxigênio não existia, e surgiu a partir de mutações. É claramente um acréscimo genético, que aconteceu por processos evolutivos, como descritos pela ciência e comprovado no laboratório, para ódio dos negadores da ciência. A prova é que começam a se revirar e falar besteiras como “mas continuam bactérias” ou “os lagartos não deixaram de ser lagartos”.

      E isto apesar de todas as outras mudanças que indicam claramente que a evolução aconteceu: mudança na taxa de reprodução, no volume celular, e na capacidade de metabolizar o citrato em ambiente rico em oxigênio. A evolução é isto, e foi devidamente documentada em laboratório.

    • Zé Magnum:

      Caro e desesperado Cesar…
      Incrível como tuas réplicas transparecem certeza e segurança nas alegações, mesmo diante do fato de vossa pessoa ter sido completa e irremediavelmente refutada perante todos aqui..

      “Não sou biólogo, e vou citar a Wikipedia: “As cepas selvagens da E. coli não conseguem se desenvolver usando o citrato quando o oxigênio está presente devido à incapacidade durante o metabolismo aeróbico de produzir uma proteína transportadora apropriada”

      Nem eu sou, e acho que isso que tu citou já foi mencionado no meu primeiro coment.. Eu nem sei mais o que dizer, visto que já expus minuciosamente todos os pontos necessários aqui, já vi que vc vai entrar em modo de perpétua repetição de suas falácias ao passo em que ignora veementemente os dados que caridosamente apresentei aqui..

      “É claramente um acréscimo genético, que aconteceu por processos evolutivos, como descritos pela ciência e comprovado no laboratório, para ódio dos negadores da ciência.”

      Que tocante.. Teus comentários saturados de vãs afirmações passionais e fervorosas em nada pesam diante de dados científicos..
      Perguntinha.. Como podemos considerar isso como acréscimo genético “ex-nihilo”, inédito, se na bendita e vasta família a qual a E. Coli pertence, já temos dúzias de familiares da mesma perfeitamente capazes de sintetizar citrato em ambos os ambientes?
      Engraçado que um dos artigos que mencionei relata que “Occasionally, however, natural Cit+ E. coli strains can be found.” Captou o sentido de NATURAL ali no texto? Quer dizer q surgiu sem qualquer manipulação em laboratório, como um processo incomum, porém naturalmente plausível..

      É interessante que, no mundinho das bactérias, não é incomum o ressurgimento de genes e fenótipos latentes, “adormecidos”.. Exemplo, foram encontradas bactérias do tipo Clostridium em homens congelados durante expedições ao Ártico em 1845 de cujas algumas cepas mostraram-se RESISTENTES A ANTIBIÓTICOS COMO CLINDAMICINA E CEFOXITINA, criados +- meio século atrás.. (McGuire, R., Eerie: human arctic fossils yield resistant bacteria, Medical Tribune, 29 December, 1988 —- Struzik, E., Ancient bacteria revived, Sunday Herald, 16 September 1990).. Assim como cepas de bactérias da coléra congeladas em 1888 mostraram-se resistentes a antibióticos produzidos bem posteriormente.. (Science. 1998 Apr 24;280(5363):605-8—PMID: 9554855)..

      “E isto apesar de todas as outras mudanças que indicam claramente que a evolução aconteceu: mudança na taxa de reprodução, no volume celular, e na capacidade de metabolizar o citrato em ambiente rico em oxigênio.

      Hum, repetindo a mesma “evidência” só mostra o quão carente vocês estão em evidências.. Isso, se tivessem mesmo alguma. É de um desespero tremendo considerar aumento no volume como “evolução” e na taxa de reprodução..

      Conclusão: a evolução prossegue como eterno e desbancado mito… Tem de fazer muito melhor para conseguir refutar os dados que atestam isso explicitamente.

    • Cesar Grossmann:

      Se eu estou entendendo direito, você está dizendo que as bactérias já tinham esta característica “adormecida” e que, depois de alguns milhares de gerações, a característica “acordou”.

      Isto se deu sem nenhuma mutação genética? As bactérias eram o tempo todo Cit+ só que, por birra, não estavam metabolizando o citrato naquelas condições?

      O problema maior com os criacionistas é que eles vivem mudando as definições das coisas, ao gosto deles, para “provar” que a evolução “é um mito”. Isto é desonestidade intelectual.

      Já foi observado o aumento de variedade genética em uma população (Lenski 1995; Lensi et al. 1991), aumento do material genético (Alves et al. 2001; Brown et al. 1998; Hughes and Friedman 2003; Lynch and Conery 2000; Ohta 2003), novo material genético (Knox et al. 1996; Park et al. 1996), novas capacidades reguladas por genes (Prijambada et al. 1995).

      O fenômeno da duplicação de genes seguida de mutações que mudam uma ou as duas cópias, que é um mecanismo que “aumenta informação” também já foi observado Lang et al. 2000; Zhang et al. 2002; Brown et al. 1998).

      Até mesmo em simulações o processo de mutação e seleção aumenta a informação e a complexidade (Adami et al. 2000; Schneider 2000).

      O trabalho do Lenski é, sim, observação da evolução em ação. Qualquer tentativa de negação é refutada pela própria ciência do experimento. Mas se você acha que não, procure o Discovery Institute, eles vão te pagar uma fortuna para provar que não houve evolução, por que eles estão desesperados por isso.

      Alves, M. J., M. M. Coelho and M. J. Collares-Pereira, 2001. Evolution in action through hybridisation and polyploidy in an Iberian freshwater fish: a genetic review. Genetica 111(1-3): 375-385.

      Brown, C. J., K. M. Todd and R. F. Rosenzweig, 1998. Multiple duplications of yeast hexose transport genes in response to selection in a glucose-limited environment. Molecular Biology and Evolution 15(8): 931-942. http://mbe.oupjournals.org/cgi/reprint/15/8/931.pdf

      Hughes, A. L. and R. Friedman, 2003. Parallel evolution by gene duplication in the genomes of two unicellular fungi. Genome Research 13(5): 794-799.

      Knox, J. R., P. C. Moews and J.-M. Frere, 1996. Molecular evolution of bacterial beta-lactam resistance. Chemistry and Biology 3: 937-947.

      Lang, D. et al., 2000. Structural evidence for evolution of the beta/alpha barrel scaffold by gene duplication and fusion. Science 289: 1546-1550. See also Miles, E. W. and D. R. Davies, 2000. On the ancestry of barrels. Science 289: 1490.

      Lenski, R. E., 1995. Evolution in experimental populations of bacteria. In: Population Genetics of Bacteria, Society for General Microbiology, Symposium 52, S. Baumberg et al., eds., Cambridge, UK: Cambridge University Press, pp. 193-215.

      Lenski, R. E., M. R. Rose, S. C. Simpson and S. C. Tadler, 1991. Long-term experimental evolution in Escherichia coli. I. Adaptation and divergence during 2,000 generations. American Naturalist 138: 1315-1341.

      Lynch, M. and J. S. Conery, 2000. The evolutionary fate and consequences of duplicate genes. Science 290: 1151-1155. See also Pennisi, E., 2000. Twinned genes live life in the fast lane. Science 290: 1065-1066.

      Ohta, T., 2003. Evolution by gene duplication revisited: differentiation of regulatory elements versus proteins. Genetica 118(2-3): 209-216.

      Park, I.-S., C.-H. Lin and C. T. Walsh, 1996. Gain of D-alanyl-D-lactate or D-lactyl-D-alanine synthetase activities in three active-site mutants of the Escherichia coli D-alanyl-D-alanine ligase B. Biochemistry 35: 10464-10471.

      Prijambada, I. D., S. Negoro, T. Yomo and I. Urabe, 1995. Emergence of nylon oligomer degradation enzymes in Pseudomonas aeruginosa PAO through experimental evolution. Applied and Environmental Microbiology 61(5): 2020-2022.

      Schneider, T. D., 2000. Evolution of biological information. Nucleic Acids Research 28(14): 2794-2799. http://www-lecb.ncifcrf.gov/~toms/paper/ev/

      Zhang, J., Y.-P. Zhang and H. F. Rosenberg, 2002. Adaptive evolution of a duplicated pancreatic ribonuclease gene in a leaf-eating monkey. Nature Genetics 30: 411-415. See also: Univ. of Michigan, 2002, How gene duplication helps in adapting to changing environments. http://www.umich.edu/~newsinfo/Releases/2002/Feb02/r022802b.html

    • Cesar Grossmann:

      Faltou mais umas referências:

      Adami, C., C. Ofria and T. C. Collier, 2000. Evolution of biological complexity. Proceedings of the National Academy of Science USA 97(9): 4463-4468. http://www.pnas.org/cgi/content/full/97/9/4463

      Hillis, D. M., J. J. Bull, M. E. White, M. R. Badgett, and I. J. Molineux. 1992. Experimental phylogenetics: generation of a known phylogeny. Science 255: 589-92.

    • Wallace Jcd:

      César,

      “Se eu estou entendendo direito, você está dizendo que as bactérias já tinham esta característica “adormecida” e que, depois de alguns milhares de gerações, a característica “acordou”.
      Isto se deu sem nenhuma mutação genética? As bactérias eram o tempo todo Cit+ só que, por birra, não estavam metabolizando o citrato naquelas condições?”

      No mundo das bactérias esse cenário de “dormência” genética é bem comum, como já apresentei anteriormente, todavia, o cenário plausível por trás da E. coli Cit+ é tão somente uma engenhosa modificação no material genético já EXISTENTE..

      “Two enzymes are specifically required for the fermentation of the tricarboxylic acid, i.e., a citrate uptake system and citrate lyase. Here we report that the open reading frame (designated citT) located at 13.90 min on the E. coli chromosome between rna and the citrate lyase genes encodes a citrate carrier. E. coli transformed with a plasmid expressing citT was capable of aerobic growth on citrate , which provides convincing evidence for a function of CitT as a citrate carrier.”

      J Bacteriol. 1998 August; 180(16): 4160–4165.
      PMCID: PMC107412

      Como o artigo na Wiki sobre o experimento de Lenski descreve, ocorreu apenas uma duplicação genética envolvendo o gene q codifica a proteína citT..

      “This duplication immediately conferred the Cit+ trait by creating a new regulatory module in which the normally silent citT gene is placed under the control of a promoter for an adjacent gene called rnk. The new promoter activates expression of the citrate transporter when oxygen is present , and thereby enabling aerobic growth on citrate.”

      É o chamado módulo rnk-citT, nada mais que uma ligeira realocação de um gene que passou a ser controlado por um promotor que ativa o NORMALMENTE SILENCIOSO gene em presença de O². Absolutamente zero evidência de novo mat. genético surgindo, zero nova função, zero para Darwin….

      Obviamente vais considerar isso como sendo mais uma obra de evolução, tendo em vista que este termo é tão tautologicamente elástico e vago, ao ponto de abranger desde “microevolução” (que não adiciona nenhuma base pareada sequer, e muitas vezes se deve a redução na variação genética e até mesmo perdas de informação e função) até a nunca jamais comprovada “macroevolução”, ou desde a suposta evolução “rápida” de humanos e E. coli até a manutenção inalterada de “fósseis-vivos” como celacantos, caranguejos-ferradura, crocodilos, ginkgo biloba, tuataras, insetos diversos, etc, por alegados dezenas de milhões de anos.. Engraçado que o artigo no site io9 sobre o experimento de Lenski fala que a evolução pode ocorrer mesmo em “ambientes sem competição”, pressão ambiental, ao passo que outros textos sobre evolução afirmam que a falta de pressão é que causou a existência de “fosseis-vivos”…

      É ainda mais cômico que os tuataras são considerados “perdedores evolutivos”:

      “That is one of the big mysteries about biodiversity….Why these evolutionary losers are still around is a very hard thing to explain. They have been drawing inside straights for hundreds of millions of years. It’s a real mystery to biologists how there can be any tuataras, given their low rate of speciation.”

      Wolper, S. Naming evolution’s winners and losers: Mammals, birds show rich species diversity; alligators not so much. UCLA press release, July 28, 2009.

      Esses lagartos não puderam competir nem com meros ratos, tanto que foram extintos em muitas ilhas na Oceania após a introdução dos roedores…

      Tem aí alguma outra “evidência” de evolução para nós?

      Quanto a teus artigos apresentados, é dificil achar um que não caia na mesma categoria do CitT, ou na categoria “perda de função/duplicação de material já existente”…

      Faça melhor, me prove como este mecanismo biológico evoluiu: http://wp.me/p3TnHy-1v

    • Cesar Grossmann:

      é tão somente uma engenhosa modificação

      Ou seja, herança com modificação, ou seja, evolução.

      Sério????????????????????? Repito: Sério????????????? Ah ta, isso só demonstra o quão não-falseável a piada darwinista é…

      Amiguinho, respeito é bom, ok? A teoria da evolução é falseável, e foi comprovada. Você não vai jamais aceitar isso, mas são os fatos.

      Obviamente vais considerar isso como sendo mais uma obra de evolução, tendo em vista que este termo é tão tautologicamente elástico e vago,

      Você precisa se atualizar, amiguinho, nenhum criacionista que se respeita usa este argumento de “a evolução é uma tautologia” ou de dividir em “macroevolução” e “microevolução”. Estes são só artifícios semânticos dos criacionistas, e a gente sabe que a semântica é o último refúgio de quem não tem argumento.

      é dificil achar um que não caia na mesma categoria do CitT, ou na categoria “perda de função/duplicação de material já existente”…

      Basicamente, você redefine evolução ao teu bel-prazer para depois negar que evolução aconteça. E para provar que você está sem argumentos, começa a puxar outros assuntos…

      Só quero lembrar que seus comentários anti-científicos estão sujeitos a exclusão. Por trollagem.

    • Wallace Jcd:

      César:

      Ou seja, herança com modificação, ou seja, evolução.

      Tautologia attacks again.. Tudo é evolução, mesmo que leve a mera modificação do material JÁ DANTES EXISTENTE, ou pior, HAJA A OCORRÊNCIA DE DANOS, PERDA GENÉTICA… Vc tem de me explicar como é que esses eventos possam levar à “origem das espécies”, do 1° ser primordial, protobionte, whatever the name, a todos os mais complexos organismos..

      Amiguinho, respeito é bom, ok? A teoria da evolução é falseável, e foi comprovada.

      Mostre-me aonde usei de desrespeito aqui… Apesar de não faltar vontade, diante de tua obstinação anti-científica e anti-Deus, o que é bem explícito em todos os teus comentários de cunho antiteísta….
      Sobre a TE de novo, eu acho que nossos amigos qualificados, diplomados, do site http://dissentfromdarwin.org/ discordam de tua afirmação… Se a TE fosse “comprovada como certos adoram proclamar, não haveria uma lista dessas, crescente, de dissidentes de Charles..

      Você precisa se atualizar, amiguinho, nenhum criacionista que se respeita usa este argumento de “a evolução é uma tautologia” ou de dividir em “macroevolução” e “microevolução”

      Pq eu deveria ignorar essas categorizações quando os próprios proponentes da “teoria” apontam elas clara e explicitamente?
      Peguemos por exemplo, o site da Berkeley, com links sobre:

      microevolução: http://evolution.berkeley.edu/evolibrary/article/0_0_0/evo_36

      macroevolução: http://evolution.berkeley.edu/evolibrary/article/0_0_0/evo_47

      Enfim.. Tuas evasivas são inúteis, meu caro..

      E para provar que você está sem argumentos, começa a puxar outros assuntos…

      O.o Errado… Eu já expus todos os pontos necessários sobre a questão do experimento de Lenski, portanto, não há a menor necessidade de eu repetir tudo novamente… E não há problema nenhum em trazer novos pontos e tópicos, após termos já dado nossos argumentos sobre um dado tema.. Em suma, já que eu já refutei o tal experimento, não há mais necessidade de continuar discutindo o mesmo!

      “Só quero lembrar que seus comentários anti-científicos estão sujeitos a exclusão. Por trollagem.”

      Putz, tava demorando… Pq faz questão de demonstrar teu fundamentalismo e receio mórbido de discutir tua fatídica teoria de estimação, ao ponto de querer fugir/abafar/silenciar teu oponente?

      Eu nunca farei o mesmo no meu blog (http://defendendooteismo.wordpress.com/) que aliás vos convido a acessá-lo, e tentar refutar seu conteúdo baseado em dados peer-reviewed…

      Bye, bye…

    • Wallace Jcd:

      Ah sim, César, já que tu leva as premissas evolutivas como corretas, então me explica porque não manda os médicos e pesquisadores pararem de buscar cura e tratamento para doenças congênitas, genéticas, somáticas, hereditárias, etc? Afinal, mutações são uma coisa boa para vcs, né? Elas trouxeram à existência cada órgão, funçã orgânica, celular, né?
      Então deixemos a evolução agir, para de tratar doenças genéticas, certamente, em breve, essas doenças horrendas trarão a luz curas para elas próprias ou melhor, trará novas funções e melhorias aos enfermos…

    • Cesar Grossmann:

      Tautologia attacks again.. Tudo é evolução, mesmo que leve a mera modificação do material JÁ DANTES EXISTENTE, ou pior, HAJA A OCORRÊNCIA DE DANOS, PERDA GENÉTICA… Vc tem de me explicar como é que esses eventos possam levar à “origem das espécies”, do 1° ser primordial, protobionte, whatever the name, a todos os mais complexos organismos..

      Você sequer sabe o que é uma tautologia.

      1. origem das espécies: as mutações que são selecionadas se acumulam com o passar das gerações, até que o animal presente não é mais o mesmo de gerações atrás. Ou você acha que mutações não mudam o animal?

      2. o primeiro ser primordial é assunto da teoria da abiogênese, não da teoria da evolução. Como sempre, os criacionistas fazem uma definição de evolução de acordo com seus interesses para depois negá-la.

      diante de tua obstinação anti-científica

      Olha só a inversão… O anti-cientista é você, amiguinho. Todos os cientistas da área não tem dúvida nenhuma que a evolução é um fato, e você vem afirmando que é uma tautologia, que é microevolução (tautologia ou microevolução?), que é só modificação (e o que seria mais a evolução, senão descendência com modificação?) e outras bobagens criacionistas (e anti-científicas).

      eu acho que nossos amigos qualificados, diplomados, do site http://dissentfromdarwin.org/ discordam de tua afirmação…

      Ah, mais uma vez o argumentum ad discoveryinstitutum… Primeiro lugar, eu não sei onde você viu ali dizerem que a evolução é uma mitologia. O que estes engenheiros, técnicos, professores de ioga e outros profissionais não ligados à biologia assinaram é que as evidências da evolução devem ser reanalisadas com ceticismo. E é isto o que todos os cientistas fazem. Qualquer biólogo evolucionista poderia assinar este abaixo-assinado sem problema algum, tanto é que 1/4 dos que assinaram são biólogos ou trabalham em área relacionada. Mais ou menos 0,01% de todos os biólogos ou profissionais que trabalham na área . Pior ainda, boa parte dos que assinaram a lista não são assim, tão críticos do “darwinismo”.

      É, parece que realmente a evolução está tremendo nas bases, estão apresentando trabalhos científicos, ops, abaixo-assinados, para mudar a ciência. Exatamente o tipo de coisa que se espera de alguém que é anti-ciência, tentar mudar a ciência por decreto…

      Por outro lado, tem uma lista de 1.287 cientistas de nome Steve que concordam que “Evolution is a vital, well-supported, unifying principle of the biological sciences, and the scientific evidence is overwhelmingly in favor of the idea that all living things share a common ancestry. Although there are legitimate debates about the patterns and processes of evolution, there is no serious scientific doubt that evolution occurred or that natural selection is a major mechanism in its occurrence. It is scientifically inappropriate and pedagogically irresponsible for creationist pseudoscience, including but not limited to “intelligent design,” to be introduced into the science curricula of our nation’s public schools.”

      Quase o dobro de gente que concorda que “We are skeptical of claims for the ability of random mutation and natural selection to account for the complexity of life. Careful examination of the evidence for Darwinian theory should be encouraged.” (e tem gente que assinou isto e que concorda que a mutação aleatória e seleção natural explicam o surgimento de novas espécies, conforme entrevistas posteriores).

      Este “Darwin Dissent” é uma confirmação de um fato: os criacionistas não tem trabalhos científicos para dar apoio às suas teses, e tudo o que fazem então é tentar desacreditar a própria ciência, para forçar suas teses religiosas e fantasiosas goela abaixo de todo mundo.

      Prova disso é que nenhuma universidade criacionista tem trabalho de campo, absolutamente nenhuma. E o motivo é simples: ao serem apresentados às provas da evolução, os estudantes percebem que não há bases para as alegações criacionistas, que o curso criacionista é uma fraude. Para evitar que eles pensem por si próprios, os professores fazem aulas de giz e saliva, e decoreba para a prova. Sem laboratório. Sem campo.

      E é esta gente que você está defendendo. É gente que produz abaixo-assinado em vez de trabalho científico. É gente que tenta forçar a ideologia deles em livros escolares em vez de produzir trabalho científico. Produzem propaganda fraudulenta como o filme “Expelled” em vez de trabalho científico. Produzem profissionais bitolados em vez de capacitar os mesmos a pensar por conta própria.

      E, principalmente, NÃO PRODUZEM TRABALHO CIENTÍFICO. NENHUM. Não há nem mesmo uma hipótese de trabalho útil chamada “design inteligente”, nada que possa ser testado. Nada que possa ser observado. Nenhuma previsão que possa ser testada em laboratório ou em campo. Nenhuma explicação a não ser a explicação nula (“isto não tem explicação, então só pode ser magia, digo, design inteligente”).

      E você diz que eu sou anti-científico?

  • Beto Caldas:

    Povo q frequenta esse blog ta assistindo muito pokemon… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Nego quer ver bactéria vira charizard da noite pro dia, ta complicado.

    • HFC:

      Não, vc em sua ignorância sobre Biologia, acha que evolução é o que um desenho japonês diz ser.

      Tenho a impressão que vc não aproveitou sua escola para aprender o básico de ciência …

  • Lucas L.:

    As pessoas com um conhecimento pífio em sobre a TE costumam dizer “isso é mutação”,”isso é adaptação”, como se fosse algo de pouca importância!
    Charles Darwin a definiu em 3 palavras: “descendência com modificação”, isso define evolução, querer ver mudança de um animal para outro, como de um peixe para anfíbio é muita pretensão!

    Existem centenas de animais VIVOS que são transições claras, mas que os mesmos que procuram furos na teoria da evolução desconhecem!

    Uma bactéria não precisa deixar de ser uma bactéria para ter evoluído, e nem precisam de acréscimo e decréscimo em seus códigos genéticos!

    No mais, acho que os cientistas não são amadores de divulgar uma notícia dessas, sem verificar se houve ou não metilação do DNA!
    E outra uma metilação de DNA que favoreça uma espécie, é um traço evolutivo, já que evolução é “descendência com modificação”!

    Chega a me dar enjoo de ver gente postando críticas a um trabalho científico, como se o seu autor fosse um amador, ou uma criança brincando de castelinho de areia!
    Por favor, contenham seus comentários medíocres!

    • Cesar Grossmann:

      Vai se acostumando, aqui todo mundo é cientista climático (para negar a mudança climática), biólogo (para negar a evolução), e cosmofísico (para negar o Big Bang e a Teoria da Relatividade). Todos são formados na cadeira do computador…

      Durma-se com um barulho destes…

    • Wallace Jcd:

      Uma bactéria não precisa deixar de ser uma bactéria para ter evoluído, e nem precisam de acréscimo e decréscimo em seus códigos genéticos!

      Sério????????????????????? Repito: Sério????????????? Ah ta, isso só demonstra o quão não-falseável a piada darwinista é…

  • Arthur Wittmann:

    Isso é relativo.Mas se comparado o DNA haveria sim mudança,por isso o decréscimo do tempo de reprodução.Por isso podemos dizer que sim.

  • Addy Holder:

    Primeiro: Se o termo evolução é necessariamente uma “melhoria”, como entendi nesse caso, como explicar a evolução humana que está levando o planeta à destruição? Segundo: é óbvio que a “evolução” chega ao pico, ou ao fim, caso o ambiente não se altere; isso prova o termo “função” ou objetivo, que muitos evolucionistas dizem não fazer sentido. Terceiro: As bactérias em questão continuarão sendo bactérias, não importa o quanto mudem e se adaptem ao meio. Concluindo: Mutação ou adaptação não é evolução. O homem se adaptou ao sistema maldito em que vivemos mas não evoluiu em sensatez. A inteligência que o destaca dentre os demais seres tem se tornado a principal causa de toda a ruína social.

    • Marlon Murilo Ramos Faria:

      acho que foi uma das coisas mais idiotas que já li

    • Arthur Wittmann:

      É preferível que estudes ANTES de comentar

      1-A Evolução prospera no melhoramento genético do individuo pela teoria do Darwinismo. “Destruir” o mundo não é uma questão genética,não podendo este acontecimento ser assim relacionado a evolução BIOLÓGICA.Observações:É impossível na atualidade destruir o planeta,visto que esse é uma esfera material,no máximo poderíamos devastar o meio-ambiente,porém ele ira continuar sua progressão no caso com ou sem nós (Darwinismo)
      2-Não,não é óbvio nem tanto correto,eles continuaram a evoluir indefinidamente, embora diminuam drasticamente o ritmo,tudo,novamente,explicado na teoria da evolução Darwinista
      3-Não.As a capacidade de evolução por geração e EXTREMAMENTE pequena (sim a “adaptação” ao meio TAMBÉM é evoluçao) portanto demora muito mais que 25 anos para que evoluam,como bem pode se ver na evolução dos seres humanos DESE DE BACTÉRIAS até o individuo atual que não foi feita em 25 anos(Foi feita em milhares)
      Conclusão-Não,adaptação assim como mutação É evolução.Discutível [Tenha em mente que o uso da palavra evolução nesta frase não tem mesmo sentido do que anteriormente visto que sensatez é um quesito predominantemente moral,e não biológico(há diferença)].Isso é questão de ponto de vista,mesmo embora concorde com tal afirmação.

      Por favor não venha tratar de questões sociais e ambientalistas em artigos de ciência.

    • Beto Caldas:

      Evolução não significa melhoria de forma, evolução é adaptação. Se fosse pra ser melhoria, até hj existiriam insetos gigantes( eles diminuíram tamanho por causa da redução de oxigênio na atmosfera). A evolução não chega a um pico, pois nenhum ambiente natural no universo para de se modificar por 1s. Não da pra atribuir a evolução ao q as pessoas fazem com recursos do planeta.
      E essa conclusão ai viu… Triste é o cara nem ler o artigo, fazer um comentário desse e duas pessoas gostarem disso.

    • Marcelo Ribeiro:

      No sentido evolução não é melhoria necessariamente. É adaptação a um ambiente específico, tornar-se apto a viver nele.

    • Cesar Grossmann:

      Primeiro, evolução não é necessariamente uma “melhoria”, e a destruição do planeta pela espécie humana não tem nada a ver com evolução da espécie.

      Segundo, o ambiente pode não se alterar, mas os nichos estão todos eles ocupados? O Lago Vitória e outros lagos africanos passam por secas periódicas, quando morrem todos os peixes, e no entanto a maioria tem centenas de espécies de ciclídeos, com as mais diversas dietas. Os ciclídeos vem dos rios africanos próximos, e uma espécie é suficiente para povoar o lago quando ele enche novamente, por que ela se diversificou em diversas espécies? Por que, embora o ambiente não tivesse se alterado depois do lago encher, ainda assim existem nichos ecológicos desocupados.

      Terceiro, as bactérias em questão são diferentes da bactéria original. Isto é evolução. O surgimento de novas espécies é algo que leva muito mais tempo, mas a evolução não é só sobre o surgimento de novas espécies, é sobre as mudanças das características hereditárias de uma espécie ao longo das gerações. E isto foi demonstrado cabalmente no trabalho de Lenski. Aliás, este trabalho é o pior pesadelo dos criacionistas mais inteligentes, por que demonstrou sem sombra de dúvida a evolução acontecendo em um laboratório.

      Concluindo, você não sabe o que é evolução. A afirmação que “mutação ou adaptação não é evolução” está completamente equivocada. E o desastre ecológico causado pelo homem não é indício de evolução ou de não-evolução.

  • Valmir Silva:

    Nossa juro que quando li o título achei que a bactéria teria virado pluricelular, ou desenvolvido núcleo.
    Pelo visto ela apenas se reproduz mais rápido porque não precisam se preocupar com alimento, pois tudo que ela precisa consegue sem esforço.
    Até eu teria filho mais cedo se não tivesse, que estudar nem trabalhar para sustentar, ou melhor nem me preocupar em sustentar meus filhos.

    • Arthur Wittmann:

      A capacidade de reprodução das bactérias seria,comparando pobremente à raça humana, proporcional ao tempo de gestação e não à escolha do tempo certo para ter um filho avaliando que o meio é favorável( bactérias são acéfalas,elas não “escolhem” quando vão reproduzir ou não.

    • Cesar Grossmann:

      Você não entendeu o trabalho, Valmir Silva. Para uma bactéria ter acesso a uma nova fonte de alimento, ela tem que sofrer uma mutação, por que tudo tem que ser metabolizado no citoplasma. Se não houver o mecanismo específico para metabolizar a nova substância, a bactéria não vai poder se alimentar dela.

      Isto é evolução. Um novo caminho metabólico surgindo através de mutação, e esta mutação sendo passada para as novas gerações. E, neste caso, o caminho pode ser examinado, por que há amostras que podem ser recuperadas de antes da mutação surgir, e de depois.

  • Henrique Nunes:

    isso não seria uma adaptação? queria que algum pesquisador encontrasse um exemplo de mudança de espécie na evolução..

    • Anderson Souza:

      Exato! O experimento comprovou e quantificou o nível de adaptação da bactéria, mas ela não se transformou em outro tipo. Até agora os experimentos relacionados à evolução só comprovam fatores de adaptação, não de transformação interespécies.

    • Danilo:

      Esta matéria porém esta incompleta veja no que diz no Mistérios do Mundo
      “Os pesquisadores, que realizaram uma análise comparativa das bactérias a cada 500 gerações, mostraram que a E. coli vai continuar a evoluir no sentido de aumentar a eficiência de replicação. Em outras palavras, ela ficou mais rápido em se reproduzir.
      Após 10.000 gerações, Lenski pensou que as bactérias tinham atingido um limite para além do qual a melhoria era impossível. Mas agora, na marca de geração 50.000, ela ainda ficou melhor. Mutações aleatórias têm permitido que os micróbios estivessem cada vez mais “aptos”, dando-lhes uma vantagem ao competir com os que se reproduzem mais lentamente´´.Portanto isso é evolução!!!

    • Arthur Wittmann:

      Henrique.Sim é um cenario de adaptação,porém adaptação também é evolução(BIOLÓGICA)
      Anderson.”Transformar em outro tipo” é relativo,visto que, se comparado o DNA, haverá mudanças sendo ela ,principalmente se levares em proporção ao tempo, “outro tipo” de bactéria (que se reproduz mais rapido)

    • Daniel Araújo:

      como esses exemplos?

      1- Lagartos de Pod Mracaru

      http://evolutionacademy.bio.br/2013/03/18/os-lagartos-de-pod-mrcaru-a-evolucao-diante-dos-nossos-olhos/

      2- A bactéria que desenvolveu um novo gene, que digere Nylon, completamente inédito:

      http://en.wikipedia.org/wiki/Nylon-eating_bacteria

      vídeo:

      http://www.youtube.com/watch?v=i9u50wKDb_4&list=FLtLKRL8fokXeYFFgh6A3-GQ&index=3

      3- espécies em anel:

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%A9cie_em_anel

      Só para clarear para quem ainda insiste nessa mentira de que não existe especiação, só “variação”.

    • Marcelo Ribeiro:

      Transformar uma espécie em outra no curso de uma vida humana é impossível, mesmo falando em bactérias. No caso do estudo estamos falando de mudanças significativas que poderiam diferenciar, em mais milhões de gerações, em uma espécie diferente.

    • Cesar Grossmann:

      É interessante observar isso, os criacionistas estabeleceram, para o próprio bem deles, que “só é evolução quando há transformação de espécies”, e com base nesta definição absurda, rejeitam todas as evidências de evolução dizendo “não, isto daí não é uma transformação de espécies, é uma mera adaptação ao ambiente”.

      Bom, esta “adaptação da espécie” É EVOLUÇÃO. Ela acontece ao nível genético, é preciso uma mutação que permita à bactéria metabolizar o novo tipo de alimento, e esta mutação só acontece por acaso.

      Quanto à transformação interespécie, ela acontece em um ritmo bem mais lento. Embora os lagartos italianos tenham sofrido uma alteração radical, com um ceco se desenvolvendo no intestino para a brigar simbiontes que metabolizam a celulose, o comportamento sendo alterado, bem como a velocidade dos indivíduos e a forma do crânio, bem como os músculos de mastigação. É “mera adaptação”? Tiveram que várias mutações acontecer, e estas mutações sofreram seleção natural, e com o passar das gerações, a espécie foi modificada. É evolução.

      Da mesma forma que o experimento de Lenski. É a evolução em ação.

    • Proterospongia:

      A evolução é adaptação. O surgimento de uma nova espécie se chama especiação, que é um processo que surge em decorrência das transformações na população sob pressão evolutiva ao longo do tempo. E existem vários casos documentados de especiação, basta pesquisar. Mas não pense que se tornar uma espécie nova significa criar asas, ganhar novos membros ou alguma habilidade super fodástica. Se tornar uma nova espécie significa estar isolado reprodutivamente, ou ocupar um nicho diferente, ou ser morfologicamente diferente, e uma série de outros requisitos que dependem do conceito de espécie que você usa.

    • Dávila Pacheco:

      Mas, qual o seu conceito de espécie, meu caro? Lembrando: O táxon das Bactérias não é espécie, mas sim um domínio gigantesco dentro do reino Monera. Então, pra deixar de ser espécie, não precisa deixar de ser bactéria. Agora, se você acha mesmo que o homem tem a capacidade de criar uma cápsula de tempo pra conseguir observar a “evolução” de um organismo para outro REINO, aí você tem bastante fé na ciência! Só que eu acho que vai demorar pra você conseguir ver algo do tipo… O experimento consegue provar o quão lenta é a evolução. Isso pode ser concluído. rs… 25 anos, meu caro! É bastante tempo, não é mesmo…? E elas ainda são o que? Escherichia sp.? Não fala no texto, que inclusive pra mim tá meio viajado e bastante vago. Não utilizaria este texto para provar evolução pra ninguém, porque tá uma viagem louca. Comparando taxa de mutação de bactérias submetidas às mesmas condições à evolução humana. Hominídeos não estavam em uma placa de Petri com glicose à vontade, eles sofreram pressões seletivas para que ocorresse a mudança de ESPÉCIES. Sim, espécies. Pois até onde sei, eu e você não somos Homo erectus ou H. habilis, mas sim H. sapiens (outra ESPÉCIE). Agora, essas pressões é que são estudadas. Vão estudar biologia evolução todos vocês antes de falar abobrinha, galera! Beijos de luz e paz! :*

  • Fernando Batista:

    Ouve acréscimo de decréscimo (de genes) no DNA das bactérias classificadas como “evoluídas” em comparação as suas antecessoras?
    Quanto à estrutura física e biológica da bactéria, ouve alguma alteração p/ afirmar que “isso não mais uma bactéria”?
    Ou podemos dizer que a rapidez de replicação bacteriana é por causa de mutações no DNA bacteriano ou por que o DNA está sofrendo processo de metilação?

Deixe seu comentário!