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Sérgio Souza em 22.10.2009 as 13:22 e atualizado em 25.10.2009 as 23:38

mulher do futuro

Avanços médicos permitem que muitas pessoas que antigamente poderiam morrer muito jovens agora cheguem a idades avançadas – o que leva muitas pessoas a acreditarem que a seleção natural não afeta mais os humanos. Cientistas evolucionários, entretanto, refutam esta teoria, e afirmam que a evolução ainda corre seu curso, e que as mulheres do futuro deverão ser mais baixinhas e corpulentas, além de terem uma idade reprodutiva mais longa.

Para o biólogo Stephen Stearns, embora as diferenças na sobrevivência não mais filtrem os genes humanos, as diferenças na reprodução podem ter este papel. A questão, segundo o especialista da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, é se as mulheres que têm mais filhos têm traços diferentes que passam às gerações futuras.

Para descobrir exatamente como funciona a evolução atualmente, Stearns e sua equipe se voltaram a dados dos Estudos Cardíacos de Framingham, que acompanha o histórico médico de mais de 14 mil residentes da cidade de Framingham, nos Estados Unidos, desde 1948.

A equipe pesquisou 2.238 mulheres que já haviam passado da menopausa e completado seus ciclos reprodutivos. Os pesquisadores analisaram se a altura, peso, pressão sanguínea, colesterol e outros traços tinham relação com o número de filhos que as mulheres haviam tido. O grupo fez análises também levando em conta as mudanças sociais e culturais para ver quanto a seleção natural age nesses casos.

O grupo descobriu que, no fim, a seleção natural tem mesmo um papel importante: mulheres mais baixas e mais pesadas tendem a ter mais filhos, assim como aquelas com pressão sanguínea e níveis de colesterol mais baixos. As mulheres que tiveram o primeiro filho quando eram mais jovens e aquelas que atingiram a menopausa mais velhas também tiveram mais filhos.

Surpreendentemente, estas características foram passadas às filhas desta primeira geração, que também tiveram mais filhos. Stearns calcula que, se a tendência seguir assim por mais dez gerações, a mulher média no ano 2409 será dois centímetros mais baixa e um quilo mais pesada que a mulher de hoje. Essas mulheres também teriam o primeiro filho aproximadamente cinco meses antes das atuais e teriam a menopausa dez meses depois.

De acordo com o pesquisador, ainda é difícil especificar o que está selecionando estas características e compreender se elas estão sendo passadas pelos genes femininos. Entretanto, como o estudo foi controlado para não sofrer interferências com fatores sociais e culturais, é provável que os resultados realmente demonstrem a evolução genética trabalhando nos dias atuais. [New Scientist]


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5 Comentários »

  1. Claro que em “2409″, tanto as mulheres como também os homens terão a forma que quiserem ter. Talvez, até tenham a opção de continuarem vivos sem forma alguma…

  2. O futuro vai ser ruim. Gordinhas e baixinhas?! Pra penico falta pouco…

    Além do mais, mais férteis?! O mundo definitivamente não precisa de mais pessoas gerando filhos.

  3. Eu não tenho muita coisa contra baixinhas e gordinhas hehe
    Mas realmente o mundo nao precisa de mulheres mais ferteis.

  4. Mas esse talvez seja o lance… a funcionalidade nem sempre acompanha o padrão estético…
    Então, as modelos q hj são o padrão de beleza, são o oposto dessas mulheres mais funcionais do futuro.

  5. Um futuro com mais mulheres gordas do que na atualidade? Que previsão sombria… Ainda bem que minha vida sexual já está em seu ocaso. Nos anos sessenta e setenta do século passado as gordas eram exceção, e não a regra como hoje em dia.

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