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Baixo peso ao nascer pode estar ligado ao autismo

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Por em 17.10.2011 as 17:00

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Segundo um novo estudo, bebês que são extraordinariamente pequenos quando nascem têm mais chances do que a média de desenvolver um transtorno do espectro do autismo mais tarde na vida.

O estudo, que começou em 1984, acompanhou 1.105 bebês que pesavam menos de 1,81 quilos. Os pesquisadores descobriram que 5% deles preenchiam os critérios para autismo aos 21 anos – uma taxa cerca de cinco vezes maior que na população em geral das crianças.

Segundo os cientistas, isso ressalta a importância de examinar todas as crianças – especialmente aquelas que nascem com um peso baixo – para autismo em uma idade jovem.

Cerca de 3% dos recém-nascidos nos EUA caem na categoria de baixo peso utilizada pelos pesquisadores (2.000 gramas ou menos). Bebês deste tamanho são normalmente prematuros, mas certas complicações durante a gravidez também podem causar baixo peso ao nascer.

Vários estudos anteriores têm sugerido que crianças com baixo peso ou prematuras têm risco maior de autismo. Tal como acontece com o novo estudo, no entanto, não está claro se o baixo peso ao nascer contribui diretamente para o autismo.

Os pesquisadores examinaram as crianças periodicamente para várias deficiências e atrasos de desenvolvimento aos 2 anos.

Quando os participantes tinham 16, os pesquisadores selecionaram pouco mais da metade deles para exames de autismo. Cerca de 19% testou positivo para algum transtorno do espectro do autismo.

Quando as crianças chegaram a 21 anos, os pesquisadores avaliaram uma amostra representativa e descobriram que 14 de 119 preenchiam os critérios formais de diagnóstico de autismo.

Estimando estes resultados para os participantes do estudo como um todo, os pesquisadores acreditam que a taxa de transtornos de autismo é de 5%.

Em comparação, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças americano estima que 0,9% das crianças de 8 anos nos Estados Unidos têm um transtorno do espectro do autismo.

Porém, há uma grande diferença entre a triagem positiva para uma deficiência e receber um diagnóstico de autismo. Este estudo é o primeiro a avaliar o autismo em bebês com baixo peso utilizando os critérios oficiais de diagnóstico para a doença.

Segundo os pesquisadores, bebês com baixo peso muitas vezes têm múltiplas deficiências – deficiências cognitivas, de audição e de visão e deficiência motora – e todas elas podem criar um resultado positivo, o que não significa necessariamente que as crianças receberão um diagnóstico de autismo.

Ainda assim, todos os pediatras e prestadores de cuidados de saúde primários deveriam fazer triagem para autismo, pois quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o prognóstico para a criança.

Embora os pesquisadores não tenham confirmado uma relação de causa e efeito entre baixo peso ao nascer e autismo, as novas descobertas podem ajudar a explicar o recente aumento da taxa de autismo nos EUA. É em parte uma função de consciência e um melhor diagnóstico, mas também porque hoje fazemos um trabalho melhor em manter os bebês pequenos vivos.[CNN]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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4 comentários

  1. Eu sofro autismo bem de leve, porém nasci gordinho… só pra constar…

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  2. Clara Telis /

    Pode estar relacionado ,ainda bem que não se esqueceram de colocar isso .

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  3. Anderea /

    duvido sou asperger(que de certa forma é uma especie de autismo) e nasci gordo bem acima do peso normal e grande logo fiquei peso normal depois de um tempo no primeiro ano de vida .Hoje meio magro agora dizem que tenho uma extraordinaria cabeça grande claro meu caso não difere muita a pesquisa porque é uma questão de probabilidade mais o fato é ja que a questão é de probabilidade e nascer com baixo peso esta ligada a diversas doenças mentais seria facil dizer que isso esta ligado ao autismo sendo assim perde a graça da matéria :( mais que bom saber pelo fato

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