Frutas e vegetais diminuem risco de derrame em mulheres

Por , em 5.12.2011

Uma nova pesquisa oferece mais uma razão para comer frutas e vegetais: segundo os cientistas, uma dieta rica em antioxidantes de vegetais, frutas e grãos pode reduzir o risco de derrame entre as mulheres.

Os pesquisadores analisaram a saúde de 36.715 mulheres, com idades entre 49 a 83 anos, por cerca de uma década. No início do estudo, 31.035 das participantes não tinham doenças cardíacas, enquanto 5.680 tinham um histórico de doença cardíaca.

As participantes preencheram questionários, e os pesquisadores usaram os dados dietéticos e um banco de dados padrão para determinar a ingestão total de antioxidantes das participantes.

Os pesquisadores descobriram que entre as mulheres sem história de doença cardiovascular, as que ingeriram maior quantidade de antioxidantes em suas dietas (vindos principalmente de frutas e vegetais) tiveram um risco 17% menor de derrame.

E entre as mulheres que tinham uma história de doença cardiovascular, aquelas cuja dieta incluía um alto nível de antioxidantes tiveram 46% a 57% menos risco de derrame hemorrágico.

Antioxidantes como as vitaminas C e E, carotenoides e flavonoides podem combater os efeitos dos radicais livres, que são moléculas que podem causar danos aos tecidos. Portanto, os antioxidantes podem ajudar a reduzir pressão arterial, coagulação do sangue e inflamação no corpo.

Os pesquisadores observaram que outros fatores da saúde podem ter desempenhado um papel importante na diminuição das taxas de derrame entre as participantes.

“Mulheres com alta ingestão de antioxidantes podem ser mais conscientes de sua saúde, e ter o tipo de comportamento saudável que pode ter influenciado os resultados”, disseram os cientistas.

No entanto, a descoberta de que mulheres com quantidades elevadas de antioxidantes tinham menor risco de derrame se manteve mesmo depois dos pesquisadores ajustarem os resultados para comportamentos relacionados à saúde como atividade física, tabagismo e educação.[LiveScience]

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1 comentário

  • Ezio José:

    Boa pergunta.
    Acontece que a pesquisa foi desenvlvida para o gênero feminino em virtude desse ter mais incidências de AVC do que o gênero masculino. Talvez, isso tenha relação com a questão hormonal nos estudo científicos ou não. O homem, em sua maioria, não tem muitas frescuras quanto à alimentos; come e bebe de tudo sem mensuração.
    Minha mãe era uma pessoa que devorava aos montes legumes, verduras e frutas. Não fumava e não bebia alcoólicos. Sofreu dois AVCs, tinha PA altíssima, ficou diabética, passou a sofrer do coração e morreu paraplégica em virtude dos derrames e suas consequências depois de sofre por mais de 13 anos.
    Cada organismo é um organismo diferente; tem seus genes característicos e suas peculariedades. Não dá para avaliar uma coisa de outra ou comparar uma pessoa com outras.
    Meu avô materno morreu aos oitenta anos vítima de um câncer no intestino e num local onde ele havia, acidentalmente, sido ferido por um tiro de espingarda quando tinha uns 12 anos. Ele fumou e bebeu até quando a doença o impossibilitou de alcançar seus cigarros e copos de cachaça.
    è difícil comparar situações.

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