Quais as causas moleculares do envelhecimento humano?

Publicado em 22.07.2012

Você já deve ter ouvido várias dicas para evitar o envelhecimento, como ser menos ansioso (pois ansiedade em excesso pode causar problemas de saúde, inclusive envelhecimento precoce), manter a forma com exercícios aeróbicos (a partir da meia idade, os exercícios podem atrasar o processo do envelhecimento em mais de uma década e prolongar a vida independente), comer menos (o que pode adicionar anos à sua vida e lhe ajudar a viver de forma mais saudável), especialmente menos refrigerantes e alimentos processados (que têm altos níveis de fosfato ligados a um processo acelerado de envelhecimento).

No entanto, apesar de todas essas informações, os cientistas ainda buscam as causas moleculares do envelhecimento, ou seja, porque nós envelhecemos pela primeira vez, independentemente de outros fatores ou estilos de vida.

Um elemento bastante citado quando falamos de envelhecimento é o telômero. É por causa dele que não podemos, por exemplo, viver para sempre.

Os telômeros são as pontas protetoras ao final dos cromossomos, que guardam a informação de nossas células. Seu tamanho diminui cada vez que as nossas células se dividem (o que elas fazem constantemente), até que os telômeros ficam tão pequenos e frágeis que a célula morre.

Várias pesquisas com a intenção de lutar contra o envelhecimento se focaram nesse conhecimento. Por exemplo, controlar a proteína telomerase, que ajuda a manter os telômeros, poderia retardar nosso envelhecimento.

Outra teoria popular é que o acúmulo de radicais de oxigênio ao longo do tempo pode ser o culpado subjacente no envelhecimento.

Radicais de oxigênio são moléculas quimicamente reativas que podem danificar componentes celulares, como os lipídios, as proteínas e os ácidos nucleicos, resultando em “estresse oxidativo”.

Alguns cremes antienvelhecimento e outros produtos são justamente antioxidantes, para evitar esse estresse.
Acontece que a ligação entre estresse oxidativo e envelhecimento não é conclusiva. Agora, uma nova pesquisa da bióloga molecular Ursula Jakob, da Universidade de Michigan (EUA), tenta esclarecer essa relação.

Os pesquisadores fizeram testes com o verme C. elegans, um organismo modelo popular para estudos de envelhecimento. Esses animais são forçados a lidar com altos níveis de espécies reativas de oxigênio muito antes da velhice.

Por exemplo, os cientistas descobriram altos níveis de oxigênio reativo acumulados durante o desenvolvimento precoce, ou seja, a infância do verme, o que foi uma surpresa, pois sugeriu que a capacidade de lidar com e se recuperar do estresse oxidativo precoce pode ser um “prenúncio” do tempo de vida dos animais. Mais tarde na vida, eles voltavam a ter esses mesmos altos níveis. Esses animais também viveram mais.

“Nós esperávamos ver um aumento dos níveis de espécies reativas de oxigênio em animais mais velhos, mas a observação de que animais muito jovens produziam esses altos níveis de oxidantes foi uma grande surpresa”, disse Daniela Knoefler outra autora do estudo.

Os cientistas, no entanto, não tem ideia se o mesmo ocorre em humanos. Mas estudos convincentes realizados com ratos mostram que a manipulação do metabolismo nas primeiras semanas de vida pode produzir uma desaceleração substancial do processo de envelhecimento e aumentar o tempo de vida.

Agora, o próximo passo é para descobrir o mecanismo por trás desse acúmulo oxidante precoce, e se a manipulação desses níveis cedo na vida poderia afetar o tempo de vida dos organismos.[MedicalXpress]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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2 Comentários

  1. Somos o que comemos. Quando a humanidade tiver conhecimento disso e souber escolher os seus alimentos, todos nós poderemos viver mais de cem anos com a pele e a mente em perfeito estado.

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