3 perfis bacterianos: um deles vive no seu organismo

Por , em 28.04.2011

Eis uma coisa que você provavelmente não sabia: da mesma forma que existe a classificação dos tipos sanguíneos das pessoas, as bactérias do nosso organismo parecem se encaixar em uma de três categorias.

O interior do ser humano é lar para muitas bactérias. Elas nos ajudam com tarefas importantes, como digerir alimentos, auxiliar o sistema imunológico e produzir nutrientes, como a vitamina K. Pesquisas indicam que há uma conexão entre estes micro-organismos e alguns problemas de saúde, incluindo obesidade e doença inflamatória intestinal.

Um novo estudo que combinou a informação genética de pessoas em seis países revelou que todo mundo cai em uma de três grandes categorias de bactérias (apelidadas de “enterótipos”), sem discriminação de nacionalidade, idade, sexo e outras características.

Utilizando uma abordagem chamada metagenômica, os pesquisadores sequenciaram material genético coletado de amostras fecais de 22 pessoas na Dinamarca, França, Itália e Espanha, e combinaram com dados existentes de habitantes do Japão e dos Estados Unidos.

A análise revelou três enterótipos determinados pela abundância relativa de diferentes espécies. Em geral, as bactérias do gênero Bacteriodes (conhecidas por quebrar carboidratos) foram as mais abundantes, contando por cerca de 12% de todas as bactérias encontradas nas amostras.

Na verdade, a Bacteriodes dominou o primeiro (e em menor grau, o terceiro) enterótipo. Outro grupo de bactérias, Prevotella, era bastante abundante no segundo enterótipo. Ruminococcus também foi um importante contribuinte para o terceiro enterótipo.

O enterótipo de uma pessoa não parece ter qualquer conexão com as suas características, como sexo, idade, índice de massa corporal ou nacionalidade. Houve, no entanto, uma ressalva: o enterótipo 1 apareceu mais entre indivíduos japoneses, embora isso possa ter sido resultado do pequeno tamanho da amostra, que incluiu dados de apenas 13 japoneses.

Embora o tipo de bactérias presente no intestino não mostre nenhuma conexão com as características do hospedeiro, este não era o caso para a função das bactérias. Por exemplo, a presença de bactérias capazes de decompor o amido parece aumentar com a idade de alguém. E os homens parecem carregar mais bactérias com capacidade de sintetizar aspartato, um aminoácido.

A descoberta pode ter aplicações na medicina personalizada, em que os tratamentos podem ser adaptados às necessidades de um indivíduo. Por exemplo, sabe-se que as bactérias do intestino ajudam drogas de metabolização e mudam o comportamento de absorção das células humanas. É provável que os três enterótipos façam isso de maneiras diferentes, ou seja, a dosagem ideal de medicina (e dieta) pode ser diferente para cada enterótipo.

O conhecimento do enterótipo de alguém também pode ajudar com o desenvolvimento de técnicas para restaurar as bactérias saudáveis ao intestino, já que muitas vezes os antibióticos matam tudo que vive no nosso organismo. [LiveScience]

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5 comentários

  • Ana:

    Não. Meu marido é delegado, nada a ver com o assunto, hehe.
    Eu não disse que médicos não tratam de forma enganda, disse apenas que não se trata rotavírus com antibiótico, isso SIM é uma verdade absoluta, se algum médico tentou te tratar com antibiótico tendo diagnosticado rotavírus só te recomendo uma coisa: procura outro médico. Não é a toa que a tua opinião sobre a medicina tenha uma visão tão ruim mesmo, se isso aconteceu de verdade contigo.
    Quanto ao Dr House, sim, é fantasioso, até porque os casos clínicos que a série aborda são casos de chance 1/10000, se não mais, na maioria das vezes, não é a realidade de nosso dia a dia, e pra isso eu digo que, dos médicos que conheço, nenhum aprova a série, e concordo com eles nesse aspecto.

    • eduardo:

      Ok, girl! You Win!!!

  • Ana:

    Pra começo de historia VÍRUS não se trata com antibiótico…! Além do mais, Dr. Hause é uma fantasia, seria impossível em um sistem de saúde como o nosso, serem realizados inúmeros exames de alto custo pra diagnóstico. Muitas vezes os médicos tem sim que trabalhar receitando o antibiótico sem mais exames laboratoriais, como no caso de otite onde o material deve ser obtido com uma pequena perfuração do tímpano, é um crime fazer um processo tão invasivo em uma criança, por exeplmo (por sinal crianças muito frequentemente apresentam o quadro), nesse caso trata-se a infecção com um antibiótico sem fazer a cultura do material, e é assim que deve ser mesmo! Concordo que há uma resistência bacteriana crescente em vista do uso indiscriminado de antibióticos, mas discordo de todo o resto que o amigo falou. Pense antes de falar. Não sou médica, sou farmacêutica, não estou defendendo a categoria, apenas não consegui ler uma bobagem de alguém dizer que trata-se rotavírus com antibacteriano e não comentar nada sobre isso. Rotavírus se trata apenas com administração de soro caseiro para reestabelecer os líquidos e eletrólitos perdidos na diarréia.

    • eduardo:

      Então, minha cara Ana, estamos sendo enganados…. pq já fui diagnosticado com rotavírus e fui tratado com antibiótico…
      E não fui o único… lembro-me bem qnd teve um surto dessa doença aki na minha região e os meus conhecidos tb foram tratados da mesma forma.
      Não sei pq ficou tão mordida com o meu comentário… vc pode não ser médica, mas tenho quase certeza q o seu marido deve ser, pra vc se mostrar assim, tão irritadinha no seu comentário…
      Nós temos opiniões próprias, e devemos manifestar tais opiniões…
      E se digo q o uso indiscriminado de antibiótico sem nem ao menos sermos diagnosticados é pq eu e vários conhecidos já passamos por isso… então, o que eu disse no meu comentário anterior é por experiência própria…

      E mais, não creio que Dr. House seja tão fantasioso assim… há médicos muito competentes no nosso sistema de saúde… mas infelizmente é minoria…

      Então, antes de vc sair cuspindo “verdades absolutas” saiba que vc está enganada em dizer q médico não receita antibiótico pra rotavírus….

      Beijão!!!

  • eduardo:

    Acho q o uso indiscriminado de antibióticos deve ser melhor fiscalizado… qnd o paciente chega no consultório com os sintomas febre, dor de barriga, enjôo, etc., o médico, sem nem ao menos examinar o indivíduo, fala logo q é rotavírus e receita um antibiótico… esse quadro é tão comum que talvez chegue a ser pelo menos uns 80% dos casos médicos nos hospitais… posso estar exagerando…

    O fato é que os médicos devem ser melhor preparados, não só pelo lado técnico da área. Estes profissionais precisam também ter um comportamento mais psicológico ao diagnosticar o paciente.
    Acho que eles deveriam seguir a mesma linha estratégica do Dr. House… demoraria mais pra diagnosticar, sim. Mas seria o mais correto.

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