6 pessoas comuns que fizeram mais coisas impossíveis que heróis de filmes

Por , em 19.01.2015

Não é preciso ser um super-herói ou um ator de filmes de ação para realizar façanhas que parecem impossíveis. Muitas pessoas comuns têm a capacidade de se transformar no momento da necessidade, salvando vidas e sendo lembrados para sempre por sua coragem e determinação.

6. O copiloto que derrubou um sequestrador de avião enquanto desarmava sua bomba

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Pelo menos nos filmes, quando os pilotos de avião são abordados por sequestradores armados carregando bombas, se rendem quase imediatamente.

Não Tom R. Bennett, o copiloto do voo 408 da Trans Australian Airways em 1960. O sequestrador, Alex Hildebrandt, era um russo descontente com uma espingarda de cano serrado e uma bomba que ele havia montado no banheiro da aeronave, presumivelmente depois de desativar o alarme de fumo, o que é estritamente contra os regulamentos de segurança aérea. Ele sacou sua combinação letal de arma-e-bomba e começou a ameaçar todos a bordo.

O Primeiro Oficial Bennett, em vez de imediatamente ceder às exigências de Hildebrandt, calmamente se aproximou do homem e pediu-lhe para parar com isso. Hildebrandt respondeu disparando um tiro de advertência para o teto. Bennett por sua vez socou o criminoso no rosto, enquanto rasgava os fios da bomba que ele segurava com a outra mão.

Para ser claro, Bennett não era um especialista em bombas. Ele simplesmente tinha assistido a filmes o suficiente para saber que fios são uma coisa que as bombas precisam, então tentou rasgá-los. Bennett, em seguida, pegou a espingarda de Hildebrandt, e uma luta se seguiu até que alguém usou o machado de incêndio para desmaiar o sequestrador.

Ele foi contido e o avião fez um pouso seguro. Hildebrandt foi enviado para uma prisão australiana e Bennett ganhou uma Medalha de Jorge, uma das mais altas condecorações a civis do Reino Unido e Commonwealth.

5. O cenógrafo e paraquedista que salvou a vida de duas pessoas no ar

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Richard Maynard estava saltando pela primeira vez de paraquedas e, como a maioria dos iniciantes, estava acompanhado de um instrutor de paraquedismo. Além disso, Maynard decidiu contratar Ronnie O’Brien para filmar sua aventura. O’Brien pulou primeiro para que pudesse pegar o momento em que Maynard e seu instrutor pulavam do avião. Mas, quando o instrutor de Maynard soltou seu paraquedas, o cabo em volta do seu pescoço fez com que desmaiasse. Ambos começaram a girar violentamente fora de controle. Não só Maynard era incapaz de puxar o paraquedas de emergência como, devido a sua inexperiência, nem sabia de que alguma coisa estava errada.

Felizmente, O’Brien não era um novato, e percebeu que alguma merda catastrófica estava em andamento. Assim, conseguiu mergulhar centenas de metros em direção a eles e tentou agarrar o instrutor inconsciente, mas foi atingido na cabeça e afastado do par. Restavam 20 segundos para que o cenógrafo conseguisse salvar a dupla. Ele poderia muito bem desistir, mas…

O’Brien mergulhou novamente e segurou os dois paraquedistas, parando seu giro. Então, desenrolou o cabo que estava no pescoço do instrutor, soltou seu paraquedas e abriu o reserva com 12 segundos para poupar. Só então puxou seu próprio paraquedas. Incrivelmente, ninguém ficou ferido.

4. O homem cego que salvou seu vizinho também cego de um prédio em chamas

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Jim Sherman estava relaxando em sua casa quando recebeu um telefonema dizendo que seu vizinho idoso estava preso em sua residência em chamas. Jim não podia simplesmente ficar assistindo o incêndio de longe, uma vez que era cego. Mas podia tentar salvar a vida de seu vizinho, também cego.

Jim saiu pela porta da frente e encontrou uma cerca de arame. Deslizou ao longo da cerca para que pudesse descobrir onde estava indo. Acabou encontrando a calçada, e usou sua bengala para percorrer o caminho até a casa em chamas de seu vizinho.

Quando Jim finalmente chegou à porta, sentiu cheiro de fumaça e um calor intenso, mas entrou mesmo assim. Em seguida, tateou o inferno em chamas com sua bengala até encontrar o idoso preso, o que felizmente não demorou mais do que alguns segundos. Jim conseguiu levá-lo, bem como todos os seus animais de estimação, à segurança antes de chamar o corpo de bombeiros.

3. Os presos que resgataram um monte de pessoas que sofreram um acidente de avião

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Se um acidente de avião resultasse na libertação de vários prisioneiros, presume-se que eles não perderiam absolutamente nenhum tempo ajudando alguém, mas sim aproveitaram para escapar na confusão.

Essa ideia não corresponde à realidade, pelo menos no caso do acidente do voo 823 da Northeast Airlines em 1957. O avião não ganhou altitude suficiente depois de decolar do aeroporto LaGuardia, em Nova York, e atingiu algumas árvores. Os tanques de combustível explodiram, e a nave caiu em Rikers Island. Um quinto dos passageiros morreram no acidente.

Rikers Island é uma ilha e o local de uma das prisões mais infames nos Estados Unidos. O avião desabou no meio da cadeia, e equipes de emergência estavam demorando muito para chegar ao local isolado do acidente. Então, dezenas de passageiros feridos tiveram que ser puxados para fora dos destroços em chamas por guardas da prisão e – acredite se quiser – prisioneiros.

Com a explosão, o avião em chamas e dezenas de feridos e desorientados cambaleando para fora da destruição, os condenados poderiam fugir do local com certeza. No entanto, vários deles preferiram ir até os destroços para salvar os feridos. Toda a tripulação e a maioria dos passageiros sobreviveu, em grande parte porque muitos detentos decidiram ajudar em vez de esperar por paramédicos que tinham que pegar um ferry para chegar à ilha.

As ações dos presos chamaram a atenção do governador, que começou a conceder liberdade condicional e perdoar os crimes dos prisioneiros. Ao todo, 41 foram liberados imediatamente, e outros 16 tiveram suas sentenças reduzidas, como agradecimento por sua ajuda.

2. Os pais que resgataram, sozinhos, seus filhos do grupo terrorista ISIS

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Por razões que provavelmente nunca poderão ser explicadas, uma série de adolescentes ocidentais abandona suas vidas inocentes de privilégio para se juntar a ISIS, um grupo terrorista aparentemente tão maléfico que os Estados Unidos, o Irã, o governo de Bashar Al-Assad, grupos militantes iraquianos antiamericanos, o Hezbollah e a Al-Qaeda todos lutam contra eles.

Não precisamos nem dizer que muitos desses novos recrutas posteriormente percebem que tiveram uma péssima ideia. Infelizmente, não há como voltar atrás, sendo o ISIS e tudo o mais.

Aicha, uma adolescente holandesa, foi uma dessas pessoas que se viu presa em Raqqa, a capital do Estado Islâmico. Aicha decidiu que queria ir para casa, mas sabia que simplesmente dizer a um bando de extremistas “Eu mudei de ideia, amigos” não daria certo. Então, ela fez o que a maioria de nós teria feito – ligou para sua mãe.

Monique (foto acima) foi à polícia holandesa, mas eles disseram que não havia absolutamente nada que pudessem fazer para ajudar sua filha. Aliás, informaram Monique que ela iria ser processada por ajudar terroristas se tentasse auxiliar Aicha.

Monique não se importou com as ameaças. Marcou um encontro com a filha via Facebook, voou para a Turquia, ficou presa e foi deportada, voou de volta para a Turquia e atravessou a fronteira com a Síria disfarçada em uma burca, chegou em Raqqa, resgatou Aicha, voltou com ela para a Turquia onde ambas foram apreendidas por guardas de fronteira turcos, que finalmente as deportaram de volta para a Holanda. Autoridades holandesas decidiram não prender Aicha pelo resto de sua vida, presumivelmente por medo do que Monique faria nesse caso.

E ela não é o único pai que se transformou em uma força de milhares de pessoas para salvar um filho. Um homem belga chamado Dimitri Bontinck recentemente foi para a Síria para resgatar seu filho de 18 anos de idade do ISIS. Apesar dele próprio ter sido tomado como refém, Dimitri conseguiu arrastar seu filho de volta para a Bélgica. O mais incrível, porém, é que ele voltou para a zona de guerra para fazer exatamente a mesma coisa mais TRÊS VEZES pelos filhos dos OUTROS.

1. O guitarrista que salvou todos os passageiros de um navio de cruzeiro

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Quando o navio de cruzeiro grego Oceanos começou a afundar na costa da África do Sul em 1994, os passageiros, em vez de depender de seu capitão, Yiannis Avranas, para levar heroicamente tantas pessoas quanto possível para a segurança, certificando-se de ser a última pessoa a subir a bordo de um bote salva-vidas, foram deixados no escuro.

Toda a tripulação sênior do Oceanos fugiu imediatamente do navio em botes salva-vidas quase vazios, sem dizer nada a qualquer um dos passageiros. O próprio Capitão Avranas tentou fugir em um bote salva-vidas três vezes antes de, eventualmente, se esconder debaixo de uma escada durante o afundamento.

Depois de um bom tempo, Moss Hills, guitarrista do cruzeiro, sentiu que o navio estava afundando e foi ao convés para descobrir o que estava acontecendo. Viu o Oceano Índico invadindo tudo, de modo que correu avisar o comando do navio, só para encontrá-lo totalmente abandonado.

Considerando que havia exatamente zero oficiais ou marinheiros experientes por perto, Hills enviou sozinho um SOS para um navio nas proximidades, que começou a perguntar toneladas de questões técnicas sobre a situação a bordo. Tomando a falta de conhecimento marítimo de Hill como um sinal de que tinham sido vítimas de uma pegadinha, eles perguntaram a posição de Hill, ao que ele respondeu “guitarrista”.

Infelizmente, o navio não estava perto o suficiente para prestar qualquer tipo de assistência. Com o Oceanos tombado para um lado, metade de botes salva-vidas estavam imediatamente inutilizados, e a outra metade tinha sido usada pela tripulação egoísta.
A boa notícia é que helicópteros foram enviados para o cruzeiro, mas isso demorou horas. Nesse meio tempo, Hills manteve todos calmos tocando músicas dos Beatles. Quando os helicópteros finalmente chegaram, quase quatro horas depois, o Oceanos estava perto de ficar completamente de cabeça para baixo.

Nesse momento, o Capitão Avranas finalmente saiu de seu esconderijo para tentar passar na frente de mulheres e crianças e ser resgatado pelos primeiros helicópteros. O navio estava tão inclinado que as pessoas tiveram que começar a se amarrar às grades do navio para não cair. Hills, que estava amarrado, começou a saltar pelo deque a fim de proteger os passageiros que estavam soltos e só foi tirado do Oceanos momentos antes de o navio afundar.

Sem surpresa, mais tarde o sistema judicial grego considerou o Capitão Avranas culpado de negligência. [Cracked]

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7 comentários

  • Cesar Grossmann:

    Mais um capitão de cruzeiro que é um covarde completo. Onde é que as agências selecionam estes imbecis?

    • soberano .:

      Se eu estivesse lá teria jogado o capitão no mar de preferencia perto de um tubarão.

    • Cesar Grossmann:

      Eu não apoio, acho que devemos nos esforçar para criar um padrão de comportamento melhor, não pior. Todo mundo dando o melhor de si, sempre.

    • Alan Teixeira:

      Eu iria amarrar o capitão na cadeira e fazê-lo afundar junto com o navio como manda a tradição. Covarde! Fez a bagunça e pulou fora!

    • Karim Guimarães:

      É fácil julgar, mas não são todos que nascem para serem heróis ele pelo menos permaneceu no barco. Como vc encararia a morte certa?

    • Cesar Grossmann:

      Karim, uma responsabilidade do capitão é ser o último a sair do navio. Enquanto tem alguém que não foi salvo, ele não pode se salvar. É uma questão de consciência e responsabilidade.

  • Daniel Champoski:

    ” Jim não podia simplesmente ficar assistindo o incêndio de longe, uma vez que era cego.”
    Humor negro, você vê quando menos espera.

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